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Galvanotek amplia o uso do PET ao viabilizar envase a quente em conservas


A aplicação de embalagens PET em conservas sempre encontrou um limite técnico claro: a resistência aos processos de envase a quente e pasteurização, historicamente dominados pelo vidro. A solução desenvolvida pela Galvanotek reposiciona esse cenário ao levar o PET para uma aplicação até então considerada inviável na indústria latino-americana.

A chamada linha Alta Performance insere o material plástico em um ambiente de alta exigência térmica e sanitária, onde estabilidade dimensional, integridade da vedação e segurança alimentar são fatores críticos. O avanço não está apenas na substituição do vidro, mas na engenharia aplicada para adequar o PET a processos térmicos severos, ampliando seu escopo de uso industrial.

Do ponto de vista operacional, a redução de peso em relação ao vidro é um dos principais impactos. Embalagens significativamente mais leves alteram a dinâmica logística, com reflexos em transporte, armazenagem e manuseio, além de contribuírem para a redução de emissões associadas à movimentação de cargas. A eliminação do risco de quebra também reduz perdas, paradas de linha e ocorrências no transporte e no varejo.

Outro aspecto técnico relevante está no comportamento térmico do material. A transferência de calor mais rápida durante o aquecimento e o resfriamento, bem como a maior geração de vácuo no fechamento, indicam ganhos potenciais em eficiência de processo e conservação do alimento, desde que corretamente ajustados aos parâmetros industriais.

A compatibilidade da embalagem com tampas e equipamentos já utilizados nas linhas de envase é um ponto estratégico. Ao não exigir alterações significativas no parque fabril, a solução reduz barreiras de adoção e facilita a avaliação econômica por parte da indústria de alimentos.

Sob a ótica regulatória e ambiental, as certificações e o uso de material reciclado homologado posicionam a embalagem dentro das exigências atuais de segurança alimentar e sustentabilidade. Ainda assim, como toda inovação de aplicação crítica, seu desempenho em escala e em diferentes categorias de conservas será observado de perto pelo mercado.

Mais do que uma alternativa ao vidro, a iniciativa sinaliza um movimento mais amplo: a expansão do uso técnico do PET em aplicações de maior exigência, abrindo espaço para novas discussões sobre eficiência operacional, custo total e sustentabilidade na indústria de embalagens.

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