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Embalagens em 2026: novos materiais, automação e robótica deixam de ser tendência

O setor de embalagens chega a 2026 em um ponto de inflexão. O que antes era tratado como tendência — novos materiais sustentáveis, automação e robótica — passa a integrar o núcleo da estratégia industrial, tornando-se parte estrutural da cadeia produtiva.


1. Sustentabilidade como padrão, não mais diferencial

Materiais biodegradáveis, recicláveis e de base biológica deixam de ser exceção e passam a ser regra. O avanço dos monomateriais, das soluções à base de fibras e dos bioplásticos atende tanto às exigências regulatórias quanto à pressão de marcas e consumidores por economia circular.

Segundo estimativas de mercado, mais de 70% das empresas globais de bens de consumo já incorporam critérios de reciclabilidade e redução de impacto ambiental no desenvolvimento de embalagens. A rastreabilidade da origem dos materiais e a mensuração de impacto ambiental tornam-se requisitos operacionais.


2. Automação e robótica no centro das operações

A automação deixa de ser um diferencial competitivo para se tornar o pilar da eficiência industrial. Linhas inteligentes ajustam volumes, formatos e cadência de produção em tempo real, reduzindo desperdícios e custos operacionais.

Os robôs colaborativos (cobots) ganham espaço por sua flexibilidade, menor footprint e facilidade de integração. Em 2026, a automação já não se restringe à produção: ela avança sobre logística, paletização, inspeção e controle de qualidade.


3. Dados e conectividade integrados à fábrica

Sensores, visão computacional e sistemas conectados permitem o monitoramento contínuo de desempenho, consumo energético e eficiência de materiais. A análise de dados orienta decisões de design, manutenção preditiva e sustentabilidade operacional.

Estudos indicam que mais de 60% dos fabricantes globais planejam ampliar investimentos em inteligência artificial aplicada à manufatura até o final de 2026, especialmente para reduzir paradas não programadas e perdas de material.


4. Design funcional, técnico e comunicacional

O design de embalagens evolui para equilibrar função, eficiência e narrativa de marca. Além de proteger o produto, a embalagem comunica valores, origem e responsabilidade ambiental. Tecnologias digitais viabilizam personalização em escala e maior integração com campanhas de marketing e canais digitais.


5. Embalagem como plataforma de experiência

Mais do que conter produtos, a embalagem passa a atuar como interface entre marca, produto e consumidor. QR codes, sensores, integração com aplicativos e recursos digitais transformam a embalagem em um canal ativo de comunicação, dados e relacionamento.

Em 2026, o setor de embalagens deixa definitivamente o discurso de tendências para operar em um estágio de maturidade tecnológica, no qual automação, novos materiais e sustentabilidade não são mais escolhas estratégicas — são pré-requisitos para competir.

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