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Elastômeros de base biológica avançam para aplicações industriais reais

A transição para materiais de base biológica na indústria deixou de ser apenas um debate conceitual e começa a ganhar contornos industriais claros. Um exemplo recente é o lançamento do Renol® TPV, novo elastômero de base biológica desenvolvido pela Lignin Industries, empresa sueca de tecnologia verde.


O material marca a entrada da companhia no mercado de elastômeros e foi desenvolvido para substituir TPVs convencionais de origem fóssil em aplicações industriais e automotivas. Segundo a empresa, o Renol® TPV é composto por aproximadamente 70% de material derivado da lignina — subproduto da biomassa florestal — e 30% de aditivos elastoméricos.


Um dos pontos mais relevantes do lançamento é a proposta de adoção sem barreiras industriais. O material é fornecido em formato granular e funciona como um drop-in, podendo ser processado em equipamentos já existentes de moldagem por injeção e extrusão, sem necessidade de ajustes técnicos nas linhas de produção.


Do ponto de vista ambiental, o Renol® TPV apresenta uma redução estimada de até 50% nas emissões de CO₂ quando comparado a elastômeros termoplásticos fósseis. Além disso, o material é reciclável e pode ser reprocessado múltiplas vezes sem perda significativa de propriedades mecânicas, graças às características antioxidantes naturais da lignina.

As aplicações previstas incluem selos, foles, coberturas de proteção, tampas, alças, empunhaduras e superfícies de absorção de impacto — componentes amplamente utilizados em veículos e em diferentes segmentos industriais.


O lançamento reforça uma tendência mais ampla: a evolução dos biomateriais para soluções tecnicamente viáveis, escaláveis e alinhadas às exigências de desempenho da indústria. Mais do que substituir matérias-primas fósseis, esses materiais começam a responder a desafios históricos do setor, como custo, processabilidade e fim de vida útil.


Para a indústria de transformação, o avanço de elastômeros de base biológica com características industriais consolidadas indica que a sustentabilidade começa a migrar do discurso para o chão de fábrica.

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