A indústria de laticínios da Índia acelera a adoção de soluções assépticas integradas
- radarindustrial
- há 2 dias
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A participação da Sidel na 52ª Conferência e Exposição da Indústria de Laticínios, em Nova Deli, ocorre em um momento-chave para o mercado indiano. Maior produtor mundial de laticínios, o país vive uma fase de rápida transformação impulsionada por urbanização, mudança nos hábitos de consumo e crescente demanda por produtos com maior valor agregado, segurança alimentar e vida de prateleira estendida.
Esse cenário vem pressionando fabricantes locais a repensar processos produtivos, padrões de qualidade e modelos logísticos. Bebidas lácteas funcionais, formulações com alto teor proteico, produtos probióticos e versões com menor teor de açúcar exigem não apenas inovação em formulação, mas também infraestrutura industrial compatível com padrões assépticos mais rigorosos.
Tecnologia asséptica como vetor de escala e eficiência
No estande F4A, a Sidel apresenta soluções que refletem uma tendência clara do setor: a integração entre processo asséptico, eficiência operacional e redução do uso de recursos. A empresa acumula mais de cinco décadas de atuação global em tecnologia asséptica, com centenas de sistemas instalados, e posiciona esse know-how como resposta às exigências de um mercado em rápida expansão como o indiano.
A adoção de tecnologias assépticas deixa de ser apenas uma escolha técnica e passa a ser um fator estratégico para fabricantes que buscam ampliar distribuição geográfica, reduzir perdas, garantir segurança alimentar e atender a um consumidor cada vez mais atento à qualidade.
Aseptic Combi Predis™: integração de processo e sustentabilidade
Um dos destaques da apresentação é a Aseptic Combi Predis™, solução integrada de sopro, enchimento e fechamento que atua diretamente na origem do processo ao esterilizar as embalagens ainda na fase de preforma. Essa abordagem reduz riscos de contaminação, elimina etapas intermediárias e diminui a necessidade de manuseio e armazenamento de garrafas vazias.
Do ponto de vista industrial, o modelo contribui para maior continuidade operacional, ganho de eficiência global e redução significativa do consumo de água e produtos químicos — fatores cada vez mais relevantes em mercados de grande escala e alta pressão por sustentabilidade. A extensão do prazo de validade também amplia o alcance logístico dos produtos, um ponto crítico em um país com dimensões continentais como a Índia.
Predis X4™: flexibilidade produtiva e digitalização
A evolução mais recente da plataforma, a Aseptic Predis X4™, reforça outro movimento importante do setor: a convergência entre embalagem asséptica e digitalização do processo. A solução amplia a flexibilidade produtiva, acomodando diferentes velocidades e tipos de bebidas sensíveis, incluindo leite UHT, bebidas à base de soja, chás, sucos e isotônicos.
A possibilidade de até 240 horas de produção contínua sem necessidade de limpeza ou esterilização reflete ganhos diretos em produtividade e confiabilidade operacional. Para fabricantes que lidam com portfólios cada vez mais diversificados, esse tipo de desempenho passa a ser decisivo.
Qual-IS™: qualidade como sistema, não como etapa
Outro ponto relevante é o lançamento da Qual-IS™, plataforma digital de controle de qualidade que centraliza funções como rastreabilidade, gestão de laboratório, HACCP, calibração e monitoramento em tempo real. A proposta responde a uma necessidade crescente do setor: transformar a gestão da qualidade em um sistema integrado, e não em uma sequência fragmentada de controles.
Em mercados emergentes, onde novos produtores ingressam no ambiente asséptico ao mesmo tempo em que grandes grupos expandem operações, soluções digitais desse tipo permitem padronização, tomada de decisão mais ágil e maior controle sobre múltiplas plantas produtivas.
Leitura Pack
A presença da Sidel no evento indiano evidencia uma tendência estrutural da indústria de laticínios: crescer exige mais do que volume. Exige processos assépticos robustos, integração tecnológica e gestão de qualidade em tempo real. Em mercados de alta escala e rápida transformação, a tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser condição básica para competir.
