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Triagem como estratégia: como a Flacipel transformou operação em vantagem competitiva


A triagem de resíduos deixou de ser apenas uma etapa operacional para se tornar um diferencial estratégico na economia circular.

Um exemplo disso vem de Guarulhos (SP), onde a Flacipel, empresa do Grupo Multilixo, estruturou uma planta que vai além da capacidade produtiva: tornou-se um hub de valor, eficiência e crescimento.


Projetada pela STADLER, a instalação processa até 200 toneladas diárias de recicláveis secos mistos e foi pensada desde o início para lidar com um dos maiores desafios do setor — a variabilidade dos resíduos.


Flexibilidade como resposta à complexidade

Diferente de plantas convencionais, o projeto foi concebido para operar com diferentes fluxos de entrada, como coleta seletiva, resíduos comerciais e materiais de escritório.

Para isso, a estrutura combina pré-triagem por tipo de material, separadores balísticos, sistemas óticos e tecnologias de separação magnética e por ar, permitindo classificar até 21 frações diferentes.

Na prática, isso garante dois fatores críticos: alta recuperação de materiais e estabilidade na qualidade de saída — mesmo com variações no input.


Mais do que capacidade: ganho de escala e posicionamento

Desde a entrada em operação, a planta praticamente dobrou o volume processado pela empresa, saltando de 4.800 para 8.000 toneladas mensais.

Mas o impacto vai além do número.

A nova estrutura trouxe ganhos de escala, maior previsibilidade operacional e abriu espaço para novos contratos — especialmente com empresas que buscam soluções alinhadas a metas de aterro zero.

Com isso, a Flacipel passou a ocupar uma posição mais estratégica no mercado, deixando de ser apenas prestadora de serviço para atuar como parceira na gestão de resíduos.


Economia circular na prática

Um dos pontos mais relevantes do projeto está no destino dos materiais.

Com alta eficiência de triagem, praticamente todo o volume processado é direcionado para reaproveitamento, reduzindo significativamente o envio de resíduos para aterros.

Isso reforça o papel da planta não apenas como operação industrial, mas como infraestrutura essencial para viabilizar a economia circular na região.


Parceria como base do projeto

A relação entre Flacipel e STADLER não começou com essa planta.

A decisão de investimento foi construída a partir de experiências anteriores com a tecnologia, o que reduziu riscos e acelerou a implementação — concluída em apenas quatro meses.

Desde então, a parceria segue ativa, com suporte contínuo, manutenção preventiva e evolução do sistema, incluindo planos de expansão e automação de novas frações.


O que esse case sinaliza para o setor

O projeto de Guarulhos mostra um movimento importante na indústria:

não se trata apenas de processar mais resíduos, mas de processar melhor — com inteligência, flexibilidade e visão de longo prazo.

Em um cenário de pressão regulatória, metas ambientais e demanda por rastreabilidade, plantas de triagem deixam de ser custo e passam a ser ativos estratégicos.

E, cada vez mais, é aí que a competitividade começa.

 
 
 
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