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Impressão flexográfica com tintas de baixo impacto avança na indústria de embalagens


A busca por soluções mais sustentáveis na indústria de embalagens vem impulsionando mudanças importantes nos processos de impressão flexográfica. Entre elas, cresce o desenvolvimento de sistemas com menor impacto ambiental, especialmente no uso de tintas e na redução do consumo energético nas operações industriais.


Segundo informações divulgadas pela SPGPrints, a substituição gradual de tintas convencionais por alternativas de menor impacto ambiental já vem sendo aplicada em projetos industriais voltados à impressão flexográfica. O movimento acompanha uma tendência global de redução de emissões, otimização de recursos e aumento da eficiência produtiva.


No entanto, a adoção desses processos exige um elevado nível de controle técnico. Diferentemente da flexografia tradicional, os novos modelos de impressão demandam maior precisão na padronização de cores, estabilidade operacional e repetibilidade dos resultados produtivos.


De acordo com a empresa, um dos principais desafios está justamente em manter consistência cromática, menor desperdício e estabilidade do processo ao longo das tiragens — fatores considerados críticos para a indústria de embalagens, especialmente em segmentos como alimentos, higiene, cosméticos e farmacêutico.


Como etapa inicial do desenvolvimento, a companhia criou uma paleta de cores reduzida, baseada em CMYK ampliado, capaz de reproduzir uma ampla gama cromática utilizando menos estações de impressão. Segundo os dados apresentados, mais de 88% das cores simuladas puderam ser reproduzidas dentro dos padrões de referência utilizados no processo.


A empresa também destaca que a implementação industrial exigiu parâmetros rigorosos para assegurar produção estável, eficiente e reprodutível em larga escala.

Outro ponto ressaltado é o avanço do sistema SPQ (Sustainable Print Quality), desenvolvido em 2019 e aplicado em diferentes projetos industriais voltados à melhoria da qualidade de impressão sustentável.


Para especialistas do setor, o avanço dessas tecnologias reforça uma tendência cada vez mais presente na indústria de embalagens: combinar sustentabilidade, eficiência operacional e qualidade gráfica sem comprometer produtividade industrial.


Além da redução de desperdícios e ajustes de máquina, o setor também busca diminuir consumo de energia, tempo de setup e perdas operacionais, temas que vêm ganhando relevância nas estratégias ESG da cadeia gráfica e de embalagens.


A evolução da flexografia sustentável acompanha o movimento global da indústria por processos mais limpos, rastreáveis e eficientes, impulsionados tanto por demandas regulatórias quanto pela pressão crescente de marcas e consumidores por soluções ambientalmente responsáveis.

 
 
 

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