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Além do plástico: novas soluções em alumínio e papel avançam na embalagem farmacêutica


A indústria farmacêutica começa a dar sinais de mudança em um dos formatos mais tradicionais do setor: os frascos de medicamentos. Startups como Pillumina e Parcel Health estão desenvolvendo alternativas ao plástico de uso único, combinando desempenho técnico e sustentabilidade.


Hoje, a maior parte dessas embalagens é produzida em polipropileno, material com baixa taxa de reciclagem e difícil processamento em sistemas convencionais. Além disso, o pequeno formato dos frascos dificulta sua recuperação na cadeia de reciclagem, ampliando o volume de resíduos.


Nesse contexto, a Pillumina aposta em frascos à base de alumínio, material com alta barreira contra luz, umidade e oxigênio, além de permitir reciclagem contínua. A solução foi desenvolvida para atender aos requisitos da indústria farmacêutica, com revestimento interno adequado para contato com medicamentos, possibilitando a substituição direta dos frascos plásticos tradicionais.


Já a Parcel Health segue uma abordagem híbrida, com frascos produzidos a partir de papelcartão combinado a camadas funcionais — incluindo barreiras contra umidade e revestimentos internos seguros — criando uma alternativa de base celulósica com desempenho técnico compatível.


As iniciativas também respondem a uma preocupação crescente com o impacto dos microplásticos na saúde e no meio ambiente, além da dificuldade de descarte correto dessas embalagens pelo consumidor.


O avanço dessas soluções aponta para uma transformação relevante: a embalagem farmacêutica, historicamente conservadora, começa a incorporar novos materiais e conceitos de circularidade. Para a indústria de embalagens, abre-se uma nova frente de inovação, onde segurança, desempenho e sustentabilidade precisam coexistir em escala.


 
 
 

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