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Índice de reciclagem mecânica de plástico no Brasil atinge 25,6% em 2022, revela estudo do PICPlast


Os resíduos plásticos descartados pela população, tais como embalagens diversas para alimentos e bebidas e outros itens domésticos, servem como fonte de matéria-prima para a reciclagem mecânica de plástico pós-consumo. O processo estabelecido pela cadeia da reciclagem de plásticos tem como objetivo a diminuição do desperdício, a conservação de recursos naturais e a economia circular, em que os materiais devem permanecer o maior tempo possível no ciclo produtivo antes da disposição final ambientalmente adequada. O Índice de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-consumo no Brasil, divulgado pelo PICPlast (Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico), iniciativa criada pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e pela Braskem, em parceria com a MaxiQuim, destaca um marco significativo. O estudo revela que a reciclagem mecânica de plástico pós-consumo atingiu a marca de 25,6% em 2022, registrando o maior crescimento desde 2018. A pesquisa mostra a origem dos resíduos plásticos destinados à reciclagem, com um total de 1.722 mil toneladas, distribuídas da seguinte forma: 29% de fontes comerciais de resíduos (sucateiros), 24% provenientes de indústrias (aparas industriais), 19% de beneficiadores (recicladores menores), 13% de empresas de gestão de resíduos (incluindo logística reversa), 11% de cooperativas, 2% provenientes diretamente das fontes geradoras e 1% de catadores e aterros. O estudo também destaca um crescimento expressivo desde 2018, com um aumento de 46% no volume e um incremento de 42,6% no faturamento por tonelada produzida, atingindo a marca de R$ 3.128. A produção pós-consumo alcançou um recorde de R$ 1,1 milhão de toneladas, um aumento de 9% em relação a 2021. Ao analisar o gráfico referente aos segmentos de higiene pessoal, cosméticos, limpeza doméstica e bebidas, observa-se que esses setores foram os que mais utilizaram plástico reciclado em seus produtos, seguidos por construção civil, agroindústria, têxtil, automotivo, entre outros, chegando no total de 1.106 mil toneladas. Essa tendência está alinhada com os objetivos anunciados por grandes marcas, como Natura, Unilever e Coca-Cola de se comprometerem voluntariamente com o aumento significativo do uso de plástico reciclado em suas embalagens, seguindo as diretrizes globais de reciclagem. No entanto, no Brasil ainda há a necessidade de avanços no que diz respeito ao conteúdo reciclado relacionado a alimentos e bebidas. Além do PET, que possui a aprovação da Anvisa para uso nesses segmentos, é importante permitir a incorporação de materiais como PE e PP reciclados. O estudo mostrou que o PEAD possui um índice de reciclagem de 31,2% e, em torno de 50.000 toneladas do material reciclado foram empregadas para fabricação de produtos da construção civil como mangueiras corrugadas, tubulações e conexões, seguidos por aproximadamente 45.000t empregadas em produtos para higiene pessoal e limpeza doméstica e 43.000t em produtos para a agroindústria como lonas, embalagens para defensivos agrícolas e mangueiras de irrigação O EPS também apresentou um índice de reciclagem em 2022, 33,8% e 75% do EPS reciclado foram empregados na fabricação de produtos para construção civil como molduras e rodapés, telhas, lajes, lajotas e perfis diversos, representando um pouco mais de 11.000 toneladas.

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