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merheg_cachum_abiplast_160209Em artigo divulgado nesta semana pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e pelo Sindicato da Indústria do Plástico (Sindiplast), o presidente destas entidades, Merheg Cachum, questiona a influência que a Petrobrás pode na cadeia produtiva do plástico.

Em texto bem argumentado, Cachum comenta que  “paralelamente ao pré-sal, há sempre o risco de a Petrobrás tentar ampliar seu controle, além da produção, também no âmbito da indústria petroquímica, buscando meios de deter verticalmente o controle da produção e processamento de matérias-primas essenciais. Tais possibilidades, traduzidas para o bom português da política brasileira, significam interferência do governo nos preços de resinas termoplásticas.”

O presidente acredita ainda que a Petrobrás teria imenso poder sobre a cadeia produtiva dos plásticos, pois, a estatal já controla a venda de gás natural, nafta e propeno, insumos para a produção de resinas termoplásticas.

Leia o artigo de Merheg Cachum na íntegra!

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Nesta quarta, dia 5, a Coca-Cola Brasil participou do Sustentável 2009 – 3º Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, em São Paulo. Lá, o vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da empresa, Marco Simões, discursou na plenária “Inovação em processos e produtos Sustentáveis” sobre as ações responsáveis da empresa, além de apresentar a embalagem de 290 ml com 25% de vidro a menos.

Para quem não se lembra, a Coca-Cola Brasil lançou a plataforma de sustentabilidade Viva Positivamente com o objetivo de reunir princípios, valores e áreas de atuação prioritárias para que sua operação continue avançando de forma sustentável.

cocacola_viva_positivamente_blog_packNo que diz respeito às embalagens sustentáveis, o investimento da Coca-Cola Brasil é constante e a garrafa de vidro de 290 ml em versão Ultra Design chegou este mês ao mercado, inicialmente na cidade de Ribeirão Preto (SP), com a Coca-Cola Zero. A expectativa é que a redução de 25% de matéria-prima naquela embalagem corresponda à produção anual de sete milhões de novas garrafas quando esta embalagem estiver sendo utilizada por todo o Sistema Coca-Cola Brasil, o que deve acontecer até 2011.

Outro importante exemplo é a Minitampa, para garrafas PET, com alturas da tampa e do bocal menores que a do padrão tradicional, diminuindo o consumo da resina derivada de petróleo. A projeção da Coca-Cola Brasil é de que, com a diminuição em 4 milímetros na altura das garrafas, a redução anual no consumo de PET corresponda, em 2012, ao equivalente ao material necessário para produzir 120 milhões de embalagens de 2 litros.

O sistema bottle-to-bottle se encontra na fase de testes e promete revolucionar o mercado brasileiro de reciclagem, uma vez que a resina PET de garrafas pós-consumo será utilizada para a produção de novas embalagens, assim como já acontece em muitos outros países do mundo, inclusive vários da Europa, aumentando a demanda pela resina reciclada e agregando valor à cadeia de suprimentos. “Nossa meta é reciclar ou reutilizar 100% das nossas embalagens. Com a utilização do processo bottle-to-bottle, haverá menor utilização de matéria-prima virgem. A expectativa é que nos próximos dez anos, até 25% da resina PET utilizada no Brasil seja material reciclado”, explica Marco Simões.

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As inovações em PET na Drinktec

Icone Design, Embalagem | Por Margaret em 29 de julho de 2009

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Em 2009, mais de 400 bilhões de embalagens plásticas serão utilizadas no mundo para o envase de bebidas, volume recorde, que representa um terço de todas as unidades de embalagens de bebidas. Esse número sozinho prova a importância da embalagem plástica na in´dustira e o PET é a estrela da drinktec – Feira Internacional de Bebidas e Tecnologia de Alimentos Líquidos – que acontece de 15 a 19 de setembro, no New Munich Trade Fair Centre, na Alemanha.

 

Tecnologia de barreira é a chave para novos mercados

Para prevenir ou pelo menos reduzir a quantidade de oxigênio e a penetração de luz no produto, há várias soluções de barreira como o uso de garrafas multicamada, o uso de diferentes blendas de materiais, ou revestimentos de garrafas no seu interior ou no seu exterior, como por exemplo, óxido de silicone, um material similar ao vidro, mas precisa ser adequado para um seqüestrador de oxigênio na tampa. Existe também a possibilidade de aplicação de uma camada protetora, usando plasmas de baixa pressão. Em qualquer caso uma tecnologia de barreira apropriada e economicamente viável pode ser a chave para novos mercados.

 

Alternativas ao PET

O PEN (polietileno naftalato) ainda é muito caro. As garrafas de polipropileno (PP) podem ser utilizadas apenas para bebidas não carbonatadas, mas para esses produtos, leites e bebidas a base de leite ou sucos, elas são uma alternativa muito econômica. Os plásticos orgânicos como os feitos a partir de PLA (ácido poliláctico) ou feito de milho são agora apresentados para o mercado de bebidas não carbonatadas. O PLA será tem do 2ª Conferência de Garrafa de PLA, que será realizado nos dias 14 e 15 de setembro, no Holiday Inn, em Munique, na Alemanha. O evento é organizado por uma revista de bioplásticos.

 

Menos peso – menos custo

Reduzir o peso da garrafa pode otimizar os custos. Uma comparação com os produtos expostos na drinktec 2005 mostra como o desenvolvimento de embalagens mais leves aconteceu rapidamente. Há quatro anos, um fabricante de máquinas sopradoras apresentou uma garrafa PET de 500 ml mais leve do mundo, pesando apenas 12 gramas, uma inovação em Munique. Hoje a garrafa PET de 500 ml mais leve pesa 8,8 gramas. A capacidade de carga quando empilhada é dobrada com peso 25% menor. Os enormes benefícios dos custos resultam da redução do peso. Todo décimo de uma grama reduzida por embalagem diminui o requerimento de material drasticamente, preserva os recursos, e reduz os custos de transporte.

 

3º Congresso Mundial de PET

Será muito interessante ver as novas tecnologias que os expositores irão apresentar na drinktec 2009. Qual será o limite para diminuir o peso de uma garrafa, por exemplo?

A respostas para essa questão e para muitas outras serão apresentadas durante o Congresso Mundial de PET. Também todos os estágios essenciais do ciclo de vida da garrafa PET será abordado em quatro painéis: Do pellet para o palete – tudo o que fazer com a garrafa PET, Prêmio Bebida Inovadora 2009 – um diálogo sobre os vencedores do setor de PET, óleo de cozinha – um mercado subestimado para o PET? Novos produtos para envase com PET.

O evento será realizado nos dias 16 e 17 de setembro no ICM.

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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