Aproximadamente 60% dos consumidores prestam atenção se as embalagens de alimentos e de bebidas são amigas do meio ambiente, revela uma pesquisa divulgada na Anuga Foodtec, em Colônia, na Alemanha. O estudo foi encomendado pela Federação Europeia dos Fabricantes de Embalagens de Vidro (Feve). Mais de 86% dos consumidores disseram que eles reciclam embalagem de vidro, enquanto 80% deles argumentaram que não dão a devida atenção aos resíduos domésticos.
Os dados da pesquisa foram coletados em setembro de 2008, com um total de 6200 consumidores. Os participantes ouvidos têm idades entre 18 e 54 anos e estão espalhados por 12 países da Europa: Reino Unido, Holanda, Alemanha, Áustria, Portugal, Espanha, Itália, França, Polônia, República Tcheca, Grécia e Turquia.
Reciclagem
Além disso, segundo o estudo, 85% dos entrevistados afirmaram que para que uma empresa alegue que a embalagem de alimento ou de bebida é reciclável, pelo menos 50% do seu material deve ser capaz de ser reprocessado ou de retornar à sua forma original.
A Feve disse que vai iniciar uma nova ação para aumentar as taxas de reciclagem de embalagem de vidro na Europa. Trata-se de uma campanha de sensibilização da opinião pública intitulada Friends of Glass. A entidade alega que o envolvimento do consumidor é crucial para garantir que todo o mercado de embalagem de vidro seja reciclado. “Em 2007, o setor produziu 22 milhões de toneladas de embalagens de vidro, com uma taxa de reciclagem de 62%. O desafio agora é facilitar a reciclagem dos restantes 38%”, afirma Dominique Tombeur, presidente da Feve.
Faltam plantas de reciclagem
Entretanto, um recente estudo da Associação do Governo Local (LGA) no Reino Unido, divulgado como parte da campanha Guerra ao Desperdício, revela que apenas 40% das embalagens de alimentos comercializadas no varejo do País são recicláveis. E a associação alega que os supermercados deveriam pagar mais por serviços de reciclagem para reduzir os 1,8 bi de libras gastos em impostos sobre aterros de lixo até 2011. No entanto, os varejistas do Reino Unido criticaram a metodologia do estudo da LGA, argumentando que, embora continuem a trabalhar para reduzir embalagem e o desperdício de alimentos, a dificuldade está no fato de que os consumidores nem sempre podem reciclar as embalagens, já que não existem plantas de reciclagem locais.
E os supermercados mantêm a alegação de que a responsabilidade não pode recair apenas sobre os varejistas, mas também sobre as autoridades locais para investir em plantas de reciclagem em todo o Reino Unido.
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