As inovações e tendências da Anuga
Embalagem, Feiras de negócios | Por Margaret em 5 de novembro de 2009
Prestigiado por uma centena de profissionais do setor de embalagem e da indústria usuária, o evento sobre a Anuga – maior feira internacional de alimentos e bebidas do mundo, realizado pela Koelnmesse, na Alemanha – promovido pelo Instituto de Embalagens, na sede da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplat), apresentou as inovações e as tendências do setor.
Em sua 30ª edição, os organizadores se empenharam em realizar um grande evento. Assunta Napolitano Camilo, diretora do Instituto de Embalagens, diz que este ano, o que chamou a atenção foi a grande presença dos expositores chineses, que era a terceira maior delegação, depois da Itália e da Alemanha. “Os chineses mostraram que evoluíram, principalmente, no que tange à qualidade de impressão das embalagens. Mas, em termos de shape, eles ainda têm muito a avançar”, avisa.
Voltando no tempo, em 2005, a Anuga mostrou a explosão dos orgânicos, que continuam fortes, com embalagens que traduzem esse apelo natural. Em 2007, foi a vez das bebidas funcionais e energéticas, que também seguem ascendentes, e cada vez mais específicas, como, por exemplo, as indicadas para relaxamento. “Em 2009, a tendência da vez é os produtos porcionados para saborear em uma mordida, os chamados finger foods”, revela Assunta.
Para Jumar Pedreira, diretor da MFSP Marketing, a portabilidade e a conveniência e praticidade são os principais drivers do setor de embalagens para alimentos e de bebidas. “Pizza em cone para consumir em movimento, no metrô, no carro, no ônibus. E embalagens funcionais como, por exemplo, de bolos, que se transformam em formas. Isso está muito forte no segmento de confeitaria”, conta.
Nelson Teruel, presidente da Associação Brasileira Técnica de Flexografia (Abflexo), revela que, pela primeira vez, as embalagens flexíveis cresceram mais do que potes e garrafas no mundo. Essa expansão pode ser vista na Anuga. Em sua primeira visita, o executivo identificou novas aplicações, como sleeves termocontráteis e o stand-up pouch para sucos naturais e água mineral.
Isso é percebido também por Fábio Rigueto, coordenador de marketing da Café Pelé, cuja empresa participou como expositora na Anuga. “Antes o stand-up pouch era utilizado como refil no mundo inteiro, mas hoje ela já é utilizada como embalagem final para acondicionar café”, diz. “O flexível está ganhando mercado, principalmente, em função do crescimento do mercado single. Com presença global, a empresa tem que se adaptar às tendências. Por isso, substituiu o sache de 2 gramas por sticks”.
Lançamento da apostila de embalagens flexíveis
Além do evento sobre a Anuga, o Instituto de Embalagens realizou o lançamento da apostila de embalagens flexíveis, que foi celebrado pelo setor. José Ricardo Roriz, presidente da Vitopel, disse que a publicação veio no momento certo, no momento de crescimento do segmento de flexíveis. “É uma grande contribuição para o setor”.
Rogério Mani, diretor da Epema, afirmou que é necessário que o setor se profissionalize cada vez mais. “O segmento precisava de uma apostila mais contundente. Mesmo no momento de crise, é necessário lançar oportunidades”, acrescenta.
Para Alfredo Schmidt, presidente da Associação Brasileira de Embalagens Flexíveis (Abief), a publicação é muito importante para o setor. “Lançada em vitopaper, ela apresenta uma novidade ao mercado”.




Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.
