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As inovações em PET na Drinktec

Icone Design, Embalagem | Por Margaret em 29 de julho de 2009

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Em 2009, mais de 400 bilhões de embalagens plásticas serão utilizadas no mundo para o envase de bebidas, volume recorde, que representa um terço de todas as unidades de embalagens de bebidas. Esse número sozinho prova a importância da embalagem plástica na in´dustira e o PET é a estrela da drinktec – Feira Internacional de Bebidas e Tecnologia de Alimentos Líquidos – que acontece de 15 a 19 de setembro, no New Munich Trade Fair Centre, na Alemanha.

 

Tecnologia de barreira é a chave para novos mercados

Para prevenir ou pelo menos reduzir a quantidade de oxigênio e a penetração de luz no produto, há várias soluções de barreira como o uso de garrafas multicamada, o uso de diferentes blendas de materiais, ou revestimentos de garrafas no seu interior ou no seu exterior, como por exemplo, óxido de silicone, um material similar ao vidro, mas precisa ser adequado para um seqüestrador de oxigênio na tampa. Existe também a possibilidade de aplicação de uma camada protetora, usando plasmas de baixa pressão. Em qualquer caso uma tecnologia de barreira apropriada e economicamente viável pode ser a chave para novos mercados.

 

Alternativas ao PET

O PEN (polietileno naftalato) ainda é muito caro. As garrafas de polipropileno (PP) podem ser utilizadas apenas para bebidas não carbonatadas, mas para esses produtos, leites e bebidas a base de leite ou sucos, elas são uma alternativa muito econômica. Os plásticos orgânicos como os feitos a partir de PLA (ácido poliláctico) ou feito de milho são agora apresentados para o mercado de bebidas não carbonatadas. O PLA será tem do 2ª Conferência de Garrafa de PLA, que será realizado nos dias 14 e 15 de setembro, no Holiday Inn, em Munique, na Alemanha. O evento é organizado por uma revista de bioplásticos.

 

Menos peso – menos custo

Reduzir o peso da garrafa pode otimizar os custos. Uma comparação com os produtos expostos na drinktec 2005 mostra como o desenvolvimento de embalagens mais leves aconteceu rapidamente. Há quatro anos, um fabricante de máquinas sopradoras apresentou uma garrafa PET de 500 ml mais leve do mundo, pesando apenas 12 gramas, uma inovação em Munique. Hoje a garrafa PET de 500 ml mais leve pesa 8,8 gramas. A capacidade de carga quando empilhada é dobrada com peso 25% menor. Os enormes benefícios dos custos resultam da redução do peso. Todo décimo de uma grama reduzida por embalagem diminui o requerimento de material drasticamente, preserva os recursos, e reduz os custos de transporte.

 

3º Congresso Mundial de PET

Será muito interessante ver as novas tecnologias que os expositores irão apresentar na drinktec 2009. Qual será o limite para diminuir o peso de uma garrafa, por exemplo?

A respostas para essa questão e para muitas outras serão apresentadas durante o Congresso Mundial de PET. Também todos os estágios essenciais do ciclo de vida da garrafa PET será abordado em quatro painéis: Do pellet para o palete – tudo o que fazer com a garrafa PET, Prêmio Bebida Inovadora 2009 – um diálogo sobre os vencedores do setor de PET, óleo de cozinha – um mercado subestimado para o PET? Novos produtos para envase com PET.

O evento será realizado nos dias 16 e 17 de setembro no ICM.

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easy-opening-finepack1Easy Opening resolve de vez o problema com abertura de embalagens laminadas e o consumidor nunca mais sofrerá com perda ou sujeiras indesejáveis ao abrir produtos em embalagens flexíveis, sejam eles em forma líquida, cremosa, sólida, refrigerada ou não, entre outras.

 

Por meio de um sistema de laser CO2 (inovadora tecnologia da alemã Rofin) é feita uma linha muito fina no local de abertura da embalagem, dando um pré-corte com micro-perfuração em apenas uma camada do filme. Isso é o suficiente para possibilitar um rasgo orientado que facilita a abertura da embalagem flexível, partindo de um picote na sua lateral superior.

 

A moderna tecnologia permite que seja selecionada apenas a camada externa do filme para ser cortada e ao mesmo tempo mantém intactas as demais camadas de proteção do produto. Um processo simples conseguido através do equipamento acoplado em linha na rebobinadeira/cortadeira que possibilita a perfeita e fácil abertura da embalagem. Com essa tecnologia, a Finepack imprime e lamina embalagens flexíveis com larguras de até 1.270 mm.

 

A perfuração a laser fornece ainda outra vantagem: ao contrário das ferramentas mecânicas, o laser atua sem contato direto no material e com o desgaste mínimo necessário para manter excelente integridade do processo. O Diretor da Finepack, Edmur Batista do Carmo, que já vem trabalhando com a tecnologia há mais de seis meses, ressalta que o laser mantém intacta toda a estrutura mecânica e de barreiras do filme, que pode ser de Pet + PP, Pet + Pebd, Pet + Alum + Pebd, entre outras.

 

Solução que o mercado esperava

Quem estreou a nova tecnologia da Finepack desde o final de 2008 foi a Natural Drinks, empresa fabricante da deliciosa bebida “Caipi-one” (coquetel de vodka ou cachaça com frutas diversas).

 

 

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 Reforçando seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade, a Bunge Alimentos acaba de colocar no mercado o creme vegetal Cyclus Nutrycell, com a primeira embalagem termoformada biodegradável. Ela é feita de PLA (poli-ácido lático), obtido da fermentação do amido de milho, e se decompõe em até 180 dias, após exposição ao calor, umidade e aos microorganismos em contato com o oxigênio. Produzido pela Cereplast, o PLA é importado dos Estados Unidos. Segundo Adalgiso Teles, diretor corporativo da Bunge, existe uma necessidade global que conduz indústrias e empresas a operarem de modo cada vez mais sustentável. “Por meio da embalagem biodegradável, unimos a saudabilidade, característica da linha Cyclus, à responsabilidade ambiental. É um ciclo ideal que, além de revolucionar o mercado brasileiro de alimentos, consolida, mais uma vez, a política de sustentabilidade e preservação do meio ambiente da Bunge no Brasil”, diz o executivo.

 

No Brasil, a iniciativa pioneira da Bunge Alimentos demandou mais de dois anos de estudo das equipes de planejamento, pesquisa e desenvolvimento, industrial, suprimentos e marketing da empresa, além da realização de parceria com fornecedores de resinas e da embalagem (Poly-vac, Emplal e Fibrasa). “No projeto piloto foram produzidos 8 mil e 400 embalagens por mês, que representam 10% do volume total. A partir de setembro, toda linha de margarina Cyclus já estará embalada em embalagem biodegradável”, afirma. No futuro, a empresa pretende estender a inovadora resina em outras linhas de produtos.

 

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Embalagem (Cetea) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizaram testes de biodegradabilidade e atendimento às normas brasileiras e internacionais de embalagem para contato com alimentos.

 

Para operar com os potes biodegradáveis em toda a produção, o processo industrial teve que ser adaptado, com aquisição de máquinas, moldes, e processo de impressão. Sem revelar números, Teles diz que o investimento exigiu alguns milhões. Segundo Hélio Issamu Kinoshita, da área de pesquisa e desenvolvimento de embalagem da Bunge Alimentos,  o PLA tem propriedades físicas e mecânicas diferentes do polipropileno (PP). “A resina é mais rígida, além de oferecer melhor barreira ao oxigênio. A sua densidade também é maior com relação ao PP, por isso tivemos que adequar a sua gramatura para compatibilidade ao processo de produção e na cadeia de distribuição”, revela Kinoshita.

 

  

   

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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