Sig Combibloc inicia construção de fábrica, em Campo Largo, no Paraná
Consumo, Embalagem, Máquinas | Por Margaret em 8 de junho de 2010
De olho no mercado brasileiro que oferece um ambiente favorável do ponto de vista econômico e desenvolvimento de negócio, a Sig Combibloc anunciou na Fispal Tecnologia 2010, o início da construção de sua primeira fábrica no Brasil, na cidade de Campo Largo, no Paraná. O investimento total será de 90 milhões de euros, até 2016, e permitirá a produção de pelo menos dois bilhões de embalagens por ano.
A primeira fase – construção de 12 mil m2 – será inaugurada já no segundo semestre de 2011, com capacidade para produzir um bilhão de embalagens. Também serão contratados 225 funcionários. Nessa primeira fase, a empresa vai empregar 225 pessoas, mas até o final do empreendimento, serão 300 funcionários e 24 mil m2.
Segundo Rolf Stangl, CEO global da Sig Combibloc, o Brasil é visto como uma das melhores oportunidades de investimento e de crescimento. “Sua necessidade para alimentos em embalagens longa vida está crescendo e, depois da china, o Brasil tem o maior consumo de produtos em embalagens cartonadas assépticas: cerca de 10 bilhões de unidades ao ano”.
Na primeira fase de operação, a fábrica vai produzir os formatos combiblocStandard, combiblocMId e combifitiMidi de 1 litro. Luciana Galvão, gerente de marketing da Sig Combibloc, na segunda fase, serão produzidos os formatos menores de 125 ml a 350 ml.
Mesmo com a construção da fábrica no Brasil, o fornecimento de papel cartão continuará sendo importado da Escandinávia, segundo o CEO global. “Em médio prazo, podemos trabalhar com fornecedor local”, afirma.
Ricardo Rodriguez, head da Sig Combibloc América do Sul, destacou as ações da empresa com o foco em fazer a diferença. “Desde 2003, quando chegamos ao Brasil, realizamos importantes inovações que contribuíram para o aperfeiçoamento do segmento de leite UHT, com novos formatos e sistemas de aberturas”. “Nós lançamos a primeira embalagem asséptica com pedaços. Até então, ela era usada somente para alimentos líquidos”, acentua.
Nova tecnologia o envase de pedaços de fruta
Com o objetivo de atender a demanda de adicionar valor perceptível para os consumidores, processadores e varejo, a empresa desenvolveu a tecnologia drinkplus, uma solução que possibilita o envase de pedaços verdadeiros de frutas, vegetais e cereais em grãos em bebidas acondicionadas em embalagens cartonadas assépticas.
A tecnologia possibilita o envase de produtos com até 10% de partículas e os pedaços podem ter até 6 mm de comprimento e diâmetro. Outra vantagem é o canudo que é compatível com o tamanho das partículas que permite o consumo de bebida de forma bastante conveniente e on-the-go. “Na China, a tecnologia já foi utilizada para o lançamento de um iogurte com pedaços de nata de coco, em 2006/2007. Essa novidade motivou a importação dessa ideia para outros países”, afirma Rodriguez.
No Brasil, a Sig Combibloc realizou teste com o mercado consumidor que aceitou bem a nova experiência de consumo. Três conceitos foram testados: iogurte com pedaços de frutas, suco de pêssego com pedaços e chocolate com flocos de coco. “Os brasileiros viram a novidade como um produto natural, que é feito em casa, ou uma sala de frutas”, diz Diana Bechtold, gerente global do segmento de lácteos da Sig Combibloc.


Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.
