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A Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO) anunciou nesta semana que as vendas do setor de Papelão Ondulado atingiram 205,7  mil toneladas em  setembro último, um  crescimento de 6,11% em relação a agosto deste ano  (193,9  mil toneladas) significando produção maior de  5,05% em relação ao mesmo mês de 2008 (195,8 mil toneladas).

O setor acumula vendas de  1.645,8 mil   toneladas até  setembro último  (1.722,5  mil toneladas até o mesmo periodo  de 2008).

    O presidente da entidade, Paulo Sérgio Peres,  avalia que ”as vendas de setembro ficaram acima das previsões do setor” sendo a primeira importante variação positiva pós-crise.

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As vendas do setor de papelão ondulado somaram 193,97 mil toneladas em agosto de 2009, representando queda de 0,25% em relação a julho (194,47 mil toneladas) e crescimento de 0,44% sobre agosto de 2008 (193,12 mil toneladas). Confira na apresentação!

P.S.: para melhor visualização dos gráficos, veja a apresentação em tela cheia clicando em “full” na barra do rodapé. 

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Apesar do desempenho do primeiro semestre não ser nem de longe o cenário mais esperado pelo setor de embalagem, pois os resultados ainda são um pouco negativos, os números já permitem traçar horizontes mais promissores, com a recuperação da produção física de embalagem. Nos primeiros seis meses desse ano, a produção física decresceu 9,67% em relação a igual período de 2008. Para o ano de 2009, a previsão é de recuo de 6%. No entanto, de dezembro de 2008 a junho de 2009, a produção física mensal avançou 8,68%, segundo resultados do Estudo macroeconômico da Embalagem Abre-FGV, realizado pelo Ibre-FGV, para a associação. Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Ibre/FGV, diz que mantido esse ritmo, em um semestre, a produção física mensal retornará ao nível de setembro de 2008. E a indústria de embalagens deve fechar 2009, com uma receita de R$ 33,2 bilhões. Desse total, figuram entre os setores mais representativos no bolo total da receita, a indústria de embalagens plásticas, que responde por R$ 12,3 bilhões, papelão ondulado, papel e papel cartão, R$ 9,3 bilhões, e metálicas, com R$ 5,8 bilhões.

 

As exportações diretas de embalagens registraram faturamento de US$ 159.599 mil no primeiro semestre desse ano, uma queda de 42,99% em relação ao mesmo período de 2008, quando o setor atingiu US$ 279.945 mil. A indústria de embalagens plásticas movimentou US$ 66.495 mil, metálicas, US$ 40.234 mil e papel e papelão, US$ 30.493 mil. Já as importações de embalagens, pela primeira vez, superaram as exportações, com US$ 203.848 mil no primeiro semestre de 2009 ante US$ 211.378 mil no mesmo período do ano passado. “Essa inversão na balança comercial não afetou somente o setor de embalagem, mas a indústria em geral. Mas, trata-se de uma situação transitória”, afirma Quadros.

 

O desempenho da indústria usuária de embalagem também sofreu os reflexos da crise econômica, com raras exceções, como é o caso da indústria de bebidas, com crescimento de 5,24% no primeiro semestre deste ano, a indústria farmacêutica, com 10,33%, e a indústria de perfumaria, cosméticos, exclusive sabonetes, com 1,32%. Os setores de alimentos, fumo, vestuário e acessórios, calçados e artigos de couro, e sabões, sabonetes, detergentes e produtos de limpeza amargaram um desempenho negativo.

 

Quadros também apresentou os resultados dos dados coletados em uma pesquisa qualitativa feita pela FGV, no período de 5 e 31 de julho de 2009, com 106 empresas de embalagens, que juntas movimentam R$ 16,7 bilhões em vendas e empregam 49 mil profissionais. Apesar da demanda de embalagem ainda ser considerada fraca pela maioria dos entrevistados, há uma retomada que começou a ser desenhada em abril e julho deste ano.

A dificuldade de obtenção de crédito também está deixando de ser uma restrição. Em julho de 2009, apenas 15% dos respondentes acreditavam que as condições eram mais difíceis. “Esse cenário melhora a capacidade de produção das indústrias de embalagem. Em julho deste ano, a utilização da capacidade era de 82,9%, uma diferença de 5% em relação ao mesmo período do ano passado”, afirma o economista.

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Os esforços realizados pela indústria de confeitaria para reduzir drasticamente as embalagens de ovos da Páscoa estão dando resultados, gerando benefícios em custos e em distribuição para os fabricantes e varejistas, diz WRAP (Waste & Resources Action Programme) programa financiado pelo governo do Reino Unido.

Em resposta a crescente pressão do consumidor, algumas empresas, como Mars e Cadbury anunciaram reduções significativas – de três mil toneladas – na produção de embalagem para ovos de Páscoa a cada ano. 

 

Uma recente sondagem do Comitê Consultivo de Embalagem revelou que 59% dos adultos britânicos acreditam que os ovos de Páscoa são sobreembalados. “A indústria de confeitaria está ganhando com a otimização dos custos de materiais de embalagem e melhorias na eficiência de distribuição”, afirma Mark Barthel, conselheiro especial do WRAP.

 

Mas reduzir embalagem cria desafios para os fabricantes de chocolate em termos de proteção do produto e apresentação no ponto-de-venda. Os ovos da Páscoa são tipicamente ocos e frágeis e no intuito de garantir que os produtos cheguem na prateleira sem quebrar, eles precisam ter uma solução de proteção durante a cadeia de distribuição. Além disso, os ovos de Páscoa são geralmente oferecidos aos entes queridos como presentes, por isso as embalagens representam um elemento integral da apresentação visual do produto.


No entanto, como parte de um acordo no âmbito do programa WRAP levou  grandes fornecedores como Cadbury, Kraft,  Magna e Nestlé fizessem um acordo voluntário e coletivo para reduzir significativamente as embalagens de ovos de Páscoa em 2009.

 

Cadbury: menos 25%
A Cadbury, no Reino Unido, conseguiu reduziu em 25% o uso de material de embalagem para ovos de Páscoa de tamanho médio, resultando em menos 220 toneladas de plástico, menos 250 toneladas de papelcartão e menos 90 toneladas em movimentação e embalagem-display.

A empresa também diminuiu em 36% o uso de material de embalagem para ovos de Páscoa de tamanho grande, deixando de utilizar 108 toneladas de plástico, 65 toneladas de papelcartão e 44 toneladas de papelão ondulado.

 

 

M&S: menos 30% e 90%

A varejista britânica Marks & Spencer reduziu em 30% o uso de embalagem de ovos da Páscoa e hoje utiliza materiais reciclados. O ovo de Páscoa Max a Bunny teve 90% de redução ao substituir as embalagens de plástico por filme plástico impresso. De acordo com a empresa, mais de 85% da embalagem de ovos de Páscoa M&S é reciclável e 68% de todo o plástico utilizado contêm materiais reciclados, reduzindo a necessidade do uso de plásticos virgens.

 

Mars: menos 42%

A Mars diminuiu o peso do papelcartão em 42% e reduziu a quantidade de plástico. Todas as embalagens de ovos da Páscoa apresentam 100% de papelão reciclado e levam conselhos aos consumidores sobre como e onde se pode dispor da embalagem.

 

Nestlé: menos 80%

A gigante Nestlé diminuiu em 80% o uso de embalagens plásticas para ovos de Páscoa. A empresa decidiu trocar o invólucro de plástico em torno de ovos de Páscoa pelo papelcartão, otimizando centenas de toneladas de resíduos e 30% de redução em peso da embalagem de produtos. “As alterações nas embalagens dos ovos de Páscoa resultaram na redução de mais de 700 toneladas de resíduos enviados para aterro e também têm beneficiado os varejistas com embalagens reduzidas que maximizam a eficiência da distribuição e a utilização na prateleira” disse Ralf Fiala, chefe de embalagens da Nestlé no Reino Unido.

 

 

 

 


 
 
 

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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