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Com a expectativa de receber 300 cientistas e técnicos da indústria europeia de embalagem, o 2º Congresso Hispack de Pesquisa e Desenvolvimento, será realizado paralelamente à feira internacional de embalagem, no dia 12 de maio, no centro de exposições Fira de Barcelona Gran Via, na Espanha. Durante o evento, serão apresentados os mais recentes avanços em materiais e processos de fabricação que reduzem o impacto ambiental da embalagem.

 

A inovação nesse setor está em curso, propiciando soluções para limitar o uso indiscriminado de matérias-primas brutas originárias de recursos não renováveis e a geração de resíduos que são difíceis de ter valor enquanto, ao mesmo tempo, mantém a qualidade e a segurança da embalagem.

 

Nesse congresso internacional, organizado pelo Instituto de

Tecnologia de Alimentos e Agroquímicos (Iata-CSIC) e o Instituo de Embalagem, Transporte e Logística (Itene), serão apresentadas embalagens amigas do meio ambiente produzidas de ácido poliláctico e celulose. Outro tópico do debate será o uso de novos materiais que ainda estão em estágio de desenvolvimento como proteínas, polihidroxialcanoatos (PHA´s), compósitos de fibras, nanomateriais, entre outros, assim como novas tecnologias de embalagens ativas (que interagem com o conteúdo) baseadas em biopolímeros.

 

De acordo com Ramón Català, pesquisador do Grupo de Embalagem do Iata-CSIC e coordenador do Congresso, da ciência do mundo, nosso objetivo é aumentar a conscientização dos fabricantes de embalagem da necessidade de implementar tecnologias limpas que ajudem a otimizar energia e materiais, além de reduzir emissões, desperdício e descarte. “O atual nível de pesquisa em nosso país é muito alto comparado aos outros países da União Europeia. No entanto, ainda há um impeditivo para o maior desenvolvimento pelo fato de que muitos dos projetos em curso não se estendem ao estágio de desenvolvimento industrial”.

 

 

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Legislação para nanomateriais

Icone Embalagem, Matéria-prima, Meio Ambiente | Por Margaret em 29 de janeiro de 2009

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O Centro de Avaliação Tecnológica da Suíça (TA-SWISS) está exigindo que a legislação existente sobre alimentos e produtos químicos deve ser adaptada para satisfazer as exigências da nanotecnologia. O Centro está conduzindo um estudo sobre nanomateriais de embalagem e aditivos alimentares em uso na Suíça. 

Tendo em vista o fluxo internacional de mercadorias, o relatório Nanotecnologia no Setor de Alimentos, concluiu que é necessária regulamentação no que diz respeito as nanopartículas em embalagens e produtos.

Falta de conscientização

A equipe do projeto liderado por Martin Möller – um pesquisador do Öko-Institut (Instituto de Ecologia Aplicada) da Alemanha – alega que a tecnologia tem sofrido de falta de compreensão pública, já que os consumidores têm mostrado preocupação sobre a segurança de algumas das aplicações.

 
Eles alegam que é necessário tomar uma atitude. Os fabricantes e varejistas precisam ajudar para aliviar o sentimento de desconfiança por parte do público. “Os fabricantes, processadores e comerciantes de alimentos e de embalagens com nanocomponentes poderiam, por exemplo, adotar códigos de conduta específicos do setor “, argumentam os pesquisadores.

 
Mercado em potencial

Segundo estimativas da Comissão Européia, o mercado de nanotecnologia poderá chegará a € 750 bilhões até € 2 bilhões até 2015, além de abrir em torno de 10 milhões de novos postos de trabalho.

No setor da embalagem, o uso de nanopartículas está em estágio mais avançado do que na produção de alimentos.

Na forma de filmes compostos, nanorevestimentos finos de alumínio, ou óxido de alumínio, as nanopartículas protegem salgadinhos ou chocolate contra oxigênio e vapor de água. Elas também são utilizadas em garrafas PET para melhorar as propriedades de barreira contra oxigênio.


Migração em alimentos
Os pesquisadores revelam que as nanopartículas podem migrar de materiais de embalagem para alimentos, dependendo da forma como a nanocamada é aplicada. “Em termos gerais, deve dizer-se que, no caso de filmes laminados com uma nanocamada de silicato de plástico, é menos provável que as nanopartículas migrem para os alimentos”, explicam os pesquisadores.

“Mas quando o alimento está em contato direto com a nanocamada, há um maior risco”.


Potencial sustentável

A equipe de pesquisadores revelou ainda que o estudo realizado pela Öko-Institut especialmente para a pesquisa sobre nanotecnologia da TA-SWISS comparou a emissão de C02 durante o ciclo de produção de latas de alumínio, garrafas de vidro descartáveis e garrafas PET com nanotecnologia. O resultado mostrou que as garrafas PET com nanotecnologia apresentam maior benefício ao equilíbrio de CO2. “Na fabricação, transporte e reciclagem, as garrafas PET com nanotecnologia geram cerca de um terço a menos de gás efeito estufa em comparação às latas de alumínio e cerca de 60% em comparação às garrafas de vidro”, afirmam os pesquisadores.

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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