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Com a expectativa de receber 300 cientistas e técnicos da indústria europeia de embalagem, o 2º Congresso Hispack de Pesquisa e Desenvolvimento, será realizado paralelamente à feira internacional de embalagem, no dia 12 de maio, no centro de exposições Fira de Barcelona Gran Via, na Espanha. Durante o evento, serão apresentados os mais recentes avanços em materiais e processos de fabricação que reduzem o impacto ambiental da embalagem.

 

A inovação nesse setor está em curso, propiciando soluções para limitar o uso indiscriminado de matérias-primas brutas originárias de recursos não renováveis e a geração de resíduos que são difíceis de ter valor enquanto, ao mesmo tempo, mantém a qualidade e a segurança da embalagem.

 

Nesse congresso internacional, organizado pelo Instituto de

Tecnologia de Alimentos e Agroquímicos (Iata-CSIC) e o Instituo de Embalagem, Transporte e Logística (Itene), serão apresentadas embalagens amigas do meio ambiente produzidas de ácido poliláctico e celulose. Outro tópico do debate será o uso de novos materiais que ainda estão em estágio de desenvolvimento como proteínas, polihidroxialcanoatos (PHA´s), compósitos de fibras, nanomateriais, entre outros, assim como novas tecnologias de embalagens ativas (que interagem com o conteúdo) baseadas em biopolímeros.

 

De acordo com Ramón Català, pesquisador do Grupo de Embalagem do Iata-CSIC e coordenador do Congresso, da ciência do mundo, nosso objetivo é aumentar a conscientização dos fabricantes de embalagem da necessidade de implementar tecnologias limpas que ajudem a otimizar energia e materiais, além de reduzir emissões, desperdício e descarte. “O atual nível de pesquisa em nosso país é muito alto comparado aos outros países da União Europeia. No entanto, ainda há um impeditivo para o maior desenvolvimento pelo fato de que muitos dos projetos em curso não se estendem ao estágio de desenvolvimento industrial”.

 

 

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Os esforços realizados pela indústria de confeitaria para reduzir drasticamente as embalagens de ovos da Páscoa estão dando resultados, gerando benefícios em custos e em distribuição para os fabricantes e varejistas, diz WRAP (Waste & Resources Action Programme) programa financiado pelo governo do Reino Unido.

Em resposta a crescente pressão do consumidor, algumas empresas, como Mars e Cadbury anunciaram reduções significativas – de três mil toneladas – na produção de embalagem para ovos de Páscoa a cada ano. 

 

Uma recente sondagem do Comitê Consultivo de Embalagem revelou que 59% dos adultos britânicos acreditam que os ovos de Páscoa são sobreembalados. “A indústria de confeitaria está ganhando com a otimização dos custos de materiais de embalagem e melhorias na eficiência de distribuição”, afirma Mark Barthel, conselheiro especial do WRAP.

 

Mas reduzir embalagem cria desafios para os fabricantes de chocolate em termos de proteção do produto e apresentação no ponto-de-venda. Os ovos da Páscoa são tipicamente ocos e frágeis e no intuito de garantir que os produtos cheguem na prateleira sem quebrar, eles precisam ter uma solução de proteção durante a cadeia de distribuição. Além disso, os ovos de Páscoa são geralmente oferecidos aos entes queridos como presentes, por isso as embalagens representam um elemento integral da apresentação visual do produto.


No entanto, como parte de um acordo no âmbito do programa WRAP levou  grandes fornecedores como Cadbury, Kraft,  Magna e Nestlé fizessem um acordo voluntário e coletivo para reduzir significativamente as embalagens de ovos de Páscoa em 2009.

 

Cadbury: menos 25%
A Cadbury, no Reino Unido, conseguiu reduziu em 25% o uso de material de embalagem para ovos de Páscoa de tamanho médio, resultando em menos 220 toneladas de plástico, menos 250 toneladas de papelcartão e menos 90 toneladas em movimentação e embalagem-display.

A empresa também diminuiu em 36% o uso de material de embalagem para ovos de Páscoa de tamanho grande, deixando de utilizar 108 toneladas de plástico, 65 toneladas de papelcartão e 44 toneladas de papelão ondulado.

 

 

M&S: menos 30% e 90%

A varejista britânica Marks & Spencer reduziu em 30% o uso de embalagem de ovos da Páscoa e hoje utiliza materiais reciclados. O ovo de Páscoa Max a Bunny teve 90% de redução ao substituir as embalagens de plástico por filme plástico impresso. De acordo com a empresa, mais de 85% da embalagem de ovos de Páscoa M&S é reciclável e 68% de todo o plástico utilizado contêm materiais reciclados, reduzindo a necessidade do uso de plásticos virgens.

 

Mars: menos 42%

A Mars diminuiu o peso do papelcartão em 42% e reduziu a quantidade de plástico. Todas as embalagens de ovos da Páscoa apresentam 100% de papelão reciclado e levam conselhos aos consumidores sobre como e onde se pode dispor da embalagem.

 

Nestlé: menos 80%

A gigante Nestlé diminuiu em 80% o uso de embalagens plásticas para ovos de Páscoa. A empresa decidiu trocar o invólucro de plástico em torno de ovos de Páscoa pelo papelcartão, otimizando centenas de toneladas de resíduos e 30% de redução em peso da embalagem de produtos. “As alterações nas embalagens dos ovos de Páscoa resultaram na redução de mais de 700 toneladas de resíduos enviados para aterro e também têm beneficiado os varejistas com embalagens reduzidas que maximizam a eficiência da distribuição e a utilização na prateleira” disse Ralf Fiala, chefe de embalagens da Nestlé no Reino Unido.

 

 

 

 


 
 
 

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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