Bunge lança primeira embalagem biodegradável para margarinas
Consumo, Embalagem, Matéria-prima, Meio Ambiente | Por Margaret em 16 de julho de 2009
Reforçando seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade, a Bunge Alimentos acaba de colocar no mercado o creme vegetal Cyclus Nutrycell, com a primeira embalagem termoformada biodegradável. Ela é feita de PLA (poli-ácido lático), obtido da fermentação do amido de milho, e se decompõe em até 180 dias, após exposição ao calor, umidade e aos microorganismos em contato com o oxigênio. Produzido pela Cereplast, o PLA é importado dos Estados Unidos. Segundo Adalgiso Teles, diretor corporativo da Bunge, existe uma necessidade global que conduz indústrias e empresas a operarem de modo cada vez mais sustentável. “Por meio da embalagem biodegradável, unimos a saudabilidade, característica da linha Cyclus, à responsabilidade ambiental. É um ciclo ideal que, além de revolucionar o mercado brasileiro de alimentos, consolida, mais uma vez, a política de sustentabilidade e preservação do meio ambiente da Bunge no Brasil”, diz o executivo.
No Brasil, a iniciativa pioneira da Bunge Alimentos demandou mais de dois anos de estudo das equipes de planejamento, pesquisa e desenvolvimento, industrial, suprimentos e marketing da empresa, além da realização de parceria com fornecedores de resinas e da embalagem (Poly-vac, Emplal e Fibrasa). “No projeto piloto foram produzidos 8 mil e 400 embalagens por mês, que representam 10% do volume total. A partir de setembro, toda linha de margarina Cyclus já estará embalada em embalagem biodegradável”, afirma. No futuro, a empresa pretende estender a inovadora resina em outras linhas de produtos.
O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Embalagem (Cetea) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizaram testes de biodegradabilidade e atendimento às normas brasileiras e internacionais de embalagem para contato com alimentos.
Para operar com os potes biodegradáveis em toda a produção, o processo industrial teve que ser adaptado, com aquisição de máquinas, moldes, e processo de impressão. Sem revelar números, Teles diz que o investimento exigiu alguns milhões. Segundo Hélio Issamu Kinoshita, da área de pesquisa e desenvolvimento de embalagem da Bunge Alimentos, o PLA tem propriedades físicas e mecânicas diferentes do polipropileno (PP). “A resina é mais rígida, além de oferecer melhor barreira ao oxigênio. A sua densidade também é maior com relação ao PP, por isso tivemos que adequar a sua gramatura para compatibilidade ao processo de produção e na cadeia de distribuição”, revela Kinoshita.


Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.
