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Começa em São Paulo nesta segunda-feira, 26, o 42º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel da ABTCP, no Expo Transamérica, em São Paulo. Até a quinta-feira, 29, a indústria discutirá inovação e sustentabilidade.

O diretor comercial da Ibema – Companhia Brasileira de Papel, Túlio Gomes, abordará o tema no painel “Inovação e Sustentabilidade – Desafios e oportunidades para o crescimento sustentável”, que será realizado no dia 28 de outubro, das 13h30 às 18h. Ele exporá sua percepção sobre o cenário atual do mercado e reforçará a necessidade de investir na melhor comunicação das ações sustentáveis do setor junto ao mercado nacional e internacional.

Túlio Gomes acredita que os dois produtos – celulose e papel – terão comportamentos distintos no próximo ano. O segmento de celulose, muito dependente das exportações, ainda terá um ano difícil em 2010, pois mercados maduros, como Europa e América do Norte, não deverão se recuperar tão rápido quanto o necessário. Em contrapartida, a China apresentará recuperação significativa da demanda, o que será suficiente para equilibrar a equação oferta  e procura do mercado global.

Quanto ao papel, os segmentos mais voltados para o mercado interno deverão apresentar boa recuperação, com expectativa de crescimento igual ou um pouco superior ao desempenho do PIB, que deve crescer entre 4% e 6%. A demanda poderá inclusive ser superior ao aumento da oferta, exceção feita ao papel Off Set, em função da continuidade da acomodação no mercado da produção da nova fábrica da International Paper em Três Lagoas.

Entre as inovações fundamentais para se diferenciar do mercado global, Gomes destacará a correta comunicação da atuação sustentável do setor, que conta no País com uma condição privilegiada, em especial em função de suas florestas renováveis. “Para avançar em relação aos padrões globais, é preciso fazer a sociedade perceber que a celulose e o papel brasileiros são produtos de elevados índices de inovação e sustentabilidade, assim como reforçar que as empresas e toda a sociedade se beneficiam disto. Nosso design é arrojado e criativo, o que também nos dá um diferencial importante em relação aos mercados tradicionais”, destaca o diretor da Ibema.

Segundo ele, a questão da sustentabilidade no mercado de celulose e papel ainda é heterogênea, mas importantes empresas são realmente comprometidas, o que torna o setor uma referência mundial em ações sustentáveis, bem como em inovação, com práticas muito mais concretas e visíveis que suas congêneres do hemisfério norte. Outro fator relevante é que os programas sociais desenvolvidos junto às comunidades onde elas estão presentes são exemplos destas iniciativas. Os fabricantes nacionais de papel não integrados – usualmente empresas de menor porte – também têm suas iniciativas nos campos da inovação e da sustentabilidade, mas comunicam com muita timidez estas práticas, tanto internamente no setor, quanto para a sociedade.

“A demanda internacional por sustentabilidade está crescendo. Apesar de ainda existir uma certa hipocrisia nas compras dos grandes players internacionais – que exigem práticas avançadas e custosas de sustentabilidade, mas não hesitam em comprar de quem não as possui como forma de pressionar o preço para baixo,  penso que, no curto prazo, as empresas que adotam práticas efetivas e consistentes como instrumento de gestão, e não de marketing, vão se diferenciar das demais” afirma Gomes. Esta diferenciação pode não se  traduzir em maiores preços para os produtos, mas assegurará o transito das corporações em um ambiente mais estável e duradouro, com ganhos importantes como a redução da informalidade e da inadimplência do setor.

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Fabricante de adesivos industriais, a alemã Henkel apresenta suas inovações para a indústria de embalagens na Fispal Tecnologia. O Technomelt Cool é uma nova linha de adesivos hot melts para o fechamento de caixas e cartuchos. Trata-se de um novo conceito de tecnologia de adesivos que permite a sua aplicação em temperaturas inferiores, entre 120ºC e 130ºC. Segundo Fernando Raszl, gerente de marketing América do Sul de adesivos industriais da Henkel, essa redução de temperatura traz vários benefícios, como o menor consumo de energia elétrica, mantendo a mesma eficiência e qualidade de colagem.

 

“Também oferece maior ganho de economia para o cliente, pois a manutenção do equipamento é reduzida. Já que proporciona uma maior estabilidade térmica, menor degradação do adesivo e, conseqüentemente, reduz as paradas de máquinas por problema de carbonização e entupimento de bicos”, ressalta o executivo.

 

O segredo da inovação do Technomelt Cool está na sua formulação, desenvolvida na Henkel Estados Unidos, que é composta de novos polímeros e matérias-primas diferentes de um hot melt convencional. “Essa tecnologia é bem conhecida nos Estados Unidos e na Europa. Mas, a Henkel Brasil vai passar a produzir o novo produto localmente, ainda no segundo semestre de 2009”.

 

Além das características técnicas, o novo adesivo também oferece atributos sustentáveis, pois a aplicação em temperaturas mais baixas permite a redução do consumo de energia elétrica utilizada no equipamento. “Com a menor manutenção do equipamento, o usuário gera menos resíduos para a sua limpeza, ou seja, é uma tecnologia mais limpa”.  

 

Outra novidade da Henkel é o adesivo hot melt Technomelt Supra para fechamento de caixas e cartuchos. “O principal diferencial do produto está em sua alta performance, por isso é indicado para colagens de substratos difíceis, como metalizados, plásticos, materiais menos porosos e sobre superfícies com verniz”, revela Raszl. Além disso, o produto pode ser aplicado em máquina de alta velocidade  que requerem uma colagem precisa e um adesivo rápido e com alta adesão.   

 

Segundo Fernando Pardal, gerente de adesivos industriais América do Sul e América Latina da Henkel, o Technomelt Supra é o que podemos chamar de “produto verde”, já que precisa de menos adesivo – cerca de 30% – para colagem das embalagens, com a mesma performance. “O produto foi desenvolvido na Henkel Alemanha, que também terá produção local, no segundo semestre deste ano”, informa. “A empresa se preocupa em desenvolver produtos sustentáveis. O resultado disso é o uso de 60% de matérias-primas renováveis em seus produtos”. A planta industrial da Henkel Brasil terá capacidade inicial de produção de 600 toneladas/mês dos novos adesivos Technomelt Cool e do Technomelt Supra”.

 

 

Para o mercado de embalagens flexíveis, a novidade é o adesivo poliuretano 7724/Liofol 6020, indicado para contato direto ou indireto com alimentos. “O grande diferencial está em sua composição, livre de solventes, por isso o produto atende a maior preocupação da população com segurança alimentar. O novo adesivo evita qualquer risco de contaminação”, garante Pardal.  Desenvolvido na matriz alemã, o 7724/Liofol 6020, também será produzido no Brasil, assim que apresentar os primeiros resultados positivos no mercado.

 

Esses lançamentos são resultado de investimento em pesquisa e desenvolvimento. A Henkel destina anualmente 3,5% do seu faturamento. “Além disso, 25% das vendas da Henkel estão amparadas em produtos com tempo de existência de cinco anos. Com isso, a empresa promove uma rotatividade no seu portfolio, focando em inovação”, destaca Pardal.

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Cases de sucesso

Icone Meio Ambiente | Por Tatiana em 10 de junho de 2009

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logo_anpei_blog_industrialCelulose Irani, Braskem, DuPont e Aracruz são algumas das empresas que discutem inovação tecnológica em Porto Alegre (RS) desde a segunda-feira, 8, na IX Conferência ANPEI de Inovação Tecnológica.

A Braskem é uma das patrocinadoras do evento e exibiu o polietileno verde. Luis Fernando Cassinelli, diretor de inovação tecnológica da companhia, explicou os processos de emissão e absorção do CO2. Segundo ele, a utilização do CO2 na fabricação de polímeros é uma realidade na Braskem e o material produzido oferece a mesma qualidade do plástico feito com petróleo. “Trabalhamos para que as pessoas entendam que a reciclagem e a absorção do CO2 são necessárias já. Não sabemos até quando o planeta suportará apenas a emissão de gás carbônico”, pontuou.

A Celulose Irani gabou-se dos 63 projetos de inovação tecnológica em andamento e do núcleo para administrar as iniciativas de seus colaboradores. Uma das ações que a Irani divulgou com fervor foi redução significativa de emissão de CO2 na atmosfera. Em 2008, por exemplo, a empresa emitiu 18.084 toneladas de CO2, contra 78.551 toneladas em 2006.

A Aracruz e a DuPont também levaram suas ações sustentáveis para o evento na capital gaúcha.

A conferência da ANPEI termina nesta quarta-feira, 10, com algumas visitas técnicas, inclusive ao Centro de Tecnologia & Inovação da Braskem, em Triunfo.

O jornalista viajou a convite da ANPEI.

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Ontem, no Novotel, em São Paulo, a Ibema Cia. Brasileira de Papel, realizou o 4º Seminário Técnico, com o tema Tendências e Inovações para Embalagens em Papelcartão, ministrado pela diretora da consultoria em embalagens Futurepack, Assunta Napolitano Camilo. Segundo Túlio César Reis Gomes, diretor comercial da Ibema, esse é o quarto ano que a empresa realiza o evento. Mas essa edição traz um foco mais mercadológico, diferente das outras ocasiões, quando a abordagem era mais técnica.

 

O objetivo do seminário, segundo Assunta, é despertar insights, ou seja, como os profissionais do setor de embalagem de papelcartão e da indústria de bens de consumo podem fazer melhor os seus produtos. “O evento é um convite à ousadia”, afirma a diretora.

 

Um dos mercados mais promissores para a indústria de papelcartão é o de calçados que é responsável pelo consumo médio de 103 mil toneladas do material, o equivalente a US$ 215 milhões. “Mesmo depois da entrada da China no mercado brasileiro, o setor brasileiro de calçados ainda representa uma grande oportunidade de negócio”, sentencia Assunta.

 

Depois dele, o segundo mercado é o de detergente em pó, que consome em média 65 mil toneladas de papelcartão, respondendo por US$ 83 milhões. Seguido do mercado de alimentos congelados que consome em média 40 mil toneladas de papelcartão, o equivalente a US$ 80 milhões.  

 

Mudanças e tendências

É preciso observar o que está acontecendo à sua volta e o que os consumidores estão procurando para identificar as tendências. Hoje há vários aspectos que ditam essa transformação. Entre eles estão: a mudança da estrutura familiar; o marido e a esposa trabalham; maior quantidade de solteiros; maior expectativa de vida; maior poder de decisão das crianças; mais horas no trabalho; muitos têm jornada dupla, portanto, menor disponibilidade para as atividades domésticas. “A menor disponibilidade das pessoas é uma grande oportunidade de criar novos produtos e embalagens”, exemplifica. “Por que não desenvolver um produto que permita lavar a roupa sem necessidade de passar?”.

 

Existem 18 tendências, mas 5 impactam diretamente na indústria de embalagem. São elas: conveniência, saúde, segurança, estilo de vida e sustentabilidade. “Para atender a demanda de conveniência, por exemplo, o setor de alimentos investe em  porções cada vez menores, maior número de versões de produtos, portabilidade, praticidade e facilidade de descartar”, diz Assunta. Um bom exemplo disso é a marca Renata que desenvolveu um produto que entrega conveniência em sua totalidade. Ela usou a embalagem de papelcartão para embalar a massa, o molho de tomate e o queijo ralado.

 

A nova embalagem do medicamento Viagra, da Pfizer, é uma solução que veio atender ao requisito de segurança e saúde dos consumidores. “O medicamento é um dos mais falsificados no Brasil. Para combater essa fraude, a empresa investiu em uma embalagem de papelcartão metalizada, com selo holográfico”, afirma.

 

Estilo de vida. Cada um tem o seu. Por isso, hoje, homens, mulheres e crianças são entendidos como consumidores diferentes. Para cada um deles, há uma embalagem. “E cada vez mais isso é mais importante”, salienta Assunta. “Os consumidores não querem apenas uma embalagem bonita. Eles querem indulgência”.

 

Não é moda. Sustentabilidade ambiental, social e econômica é obrigação. “Esse trabalho envolve muito mais do que o uso de material reciclado”, afirma a diretora. A marca Taeq, do grupo Pão de Açúcar, está mostrando a que veio. Ela utiliza embalagem reciclada, com informações em braile, além de trazer mensagens que ensinam o consumidor a separar os materiais de forma correta.

 

Oportunidades para o papelcartão

Para profetizar o futuro do setor de embalagem, Assunta emprestou a frase de Philip Klotter, que apesar de dita há 55 anos, ainda vale para o século 21: “a sobrevivência das empresas reside na sua capacidade de inovação e diferenciação por meio das novas marcas, conceitos e embalagens”. “A criatividade gera a ideia.  A inovação gera um produto novo. E o empreendedor é quem faz desse produto um negócio. Como a inovação expande mercado? É preciso explorar o emprego de barreiras/selagem, segurança/refechamento, cores, touch/aromas, meio ambiente, design/apresentação, combinação de materiais”, destaca a diretora.

 

Para ela, as embalagens de papelcartão podem diferenciar o produto, definir a categoria e posicionar o produto. “As embalagens de papelcartão são democráticas, populares, competitivas em grande escala, e permitem vários processos de impressão”, diz.  “Elas podem atender as principais tendências, explorar a questão da sustentabilidade. E as empresas do setor devem investir mais em inovação e, assim, participar do crescimento de vários mercados/categorias”.

 

 

    

  

  

 

 

 

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Com a expectativa de receber 300 cientistas e técnicos da indústria europeia de embalagem, o 2º Congresso Hispack de Pesquisa e Desenvolvimento, será realizado paralelamente à feira internacional de embalagem, no dia 12 de maio, no centro de exposições Fira de Barcelona Gran Via, na Espanha. Durante o evento, serão apresentados os mais recentes avanços em materiais e processos de fabricação que reduzem o impacto ambiental da embalagem.

 

A inovação nesse setor está em curso, propiciando soluções para limitar o uso indiscriminado de matérias-primas brutas originárias de recursos não renováveis e a geração de resíduos que são difíceis de ter valor enquanto, ao mesmo tempo, mantém a qualidade e a segurança da embalagem.

 

Nesse congresso internacional, organizado pelo Instituto de

Tecnologia de Alimentos e Agroquímicos (Iata-CSIC) e o Instituo de Embalagem, Transporte e Logística (Itene), serão apresentadas embalagens amigas do meio ambiente produzidas de ácido poliláctico e celulose. Outro tópico do debate será o uso de novos materiais que ainda estão em estágio de desenvolvimento como proteínas, polihidroxialcanoatos (PHA´s), compósitos de fibras, nanomateriais, entre outros, assim como novas tecnologias de embalagens ativas (que interagem com o conteúdo) baseadas em biopolímeros.

 

De acordo com Ramón Català, pesquisador do Grupo de Embalagem do Iata-CSIC e coordenador do Congresso, da ciência do mundo, nosso objetivo é aumentar a conscientização dos fabricantes de embalagem da necessidade de implementar tecnologias limpas que ajudem a otimizar energia e materiais, além de reduzir emissões, desperdício e descarte. “O atual nível de pesquisa em nosso país é muito alto comparado aos outros países da União Europeia. No entanto, ainda há um impeditivo para o maior desenvolvimento pelo fato de que muitos dos projetos em curso não se estendem ao estágio de desenvolvimento industrial”.

 

 

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O Blog da Pack acompanha o mercado de embalagens no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades e curiosidades que envolvem toda a cadeia produtiva do setor. Este espaço é um subproduto da revista e do site Pack, editados pela redação da Editora Banas.

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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