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Bom desempenho para a indústria de tintas

Icone negócios | Por Tatiana em 18 de maio de 2010

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Influenciado pela forte crise financeira que teve início no último trimestre de 2008, o ano de 2009 ficou marcado como um período de leve retração no mercado brasileiro de tintas e vernizes, após sucessivos anos de crescimento. O fechamento do ano registrou redução de 1,5% no consumo em relação a 2008, atingindo 398,2 milhões de galões, que totalizam mais de 1,43 bilhões de litros.

Os segmentos que mais sentiram os impactos da crise foram os que atendem às chamadas linhas industriais, que apresentaram redução de mais de 6% no seu total. As tintas para a indústria automotiva (OEM) encerraram 2009 com queda superior a 4%, enquanto as tintas para a indústria em geral apresentaram recuo de mais de 6,5% e as tintas para impressão uma redução de quase 8%. O segmento de repintura automotiva e complementos, por sua vez, registrou queda de pouco mais de 4%.

A exceção foi o segmento da construção civil, que, como um todo, obteve boa performance no País durante 2009, mesmo com a crise. As tintas para este setor apresentaram um pequeno crescimento, da ordem de 0,7%.

Balança Comercial

O volume de negócios do setor de tintas brasileiro com o exterior também recuou no último ano. Neste caso, além das influências da crise internacional, a valorização do real mediante o dólar afetou as exportações de tintas e vernizes, que totalizaram US$ 134,841 milhões em 2009. O resultado, cerca de 20% inferior ao obtido em 2008 (US$ 167,360 milhões), marcou a quebra na sequência de crescimento observada nos últimos anos. Entre 2004 e 2008, as exportações de tintas e vernizes cresceram cerca de 80%.

No campo das importações o desempenho não foi diferente. Segundo os valores apurados, em 2009 elas representaram US$ 212,244 milhões, contra US$ 230,295 milhões em 2008, o que representa queda de 7,8%.

Com retração tanto no mercado interno como no externo, o nível de emprego no setor de tintas e vernizes apresentou recuo de 3,42% no último ano. Com isso, retornou ao patamar de 2007, praticamente zerando o crescimento de 3,5% obtido em 2008. De um modo geral, todos os segmentos de aplicação de tintas pesquisados tiveram reduções de empregos: imobiliário, automotivo, industrial, gráfico e serigráfico, packing, artístico, etc.

Perspectiva de retomada

Apesar do desempenho negativo, a expectativa da cadeia produtiva de tintas é que 2010 fique marcado como o ano da retomada. De acordo com as projeções do Sitivesp, as vendas de tintas e vernizes deverão crescer em torno de 4% em comparação ao ano anterior, desempenho que tende a afetar também o nível de emprego, que deverá voltar a subir.

“A expectativa é que tenhamos um ano bem melhor. Fatores que podem ajudar a alavancar a economia são a implementação das obras ligadas ao PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e o Programa Minha Casa, Minha Vida. Sem contar que em 2010 teremos eleições majoritárias, que normalmente impulsionam os investimentos em obras em todo o País”, comenta Airton Sicolin, Assessor do Sitivesp.

Números do setor

Ano 2005 2006 2007 2008 2009
Consumo de tintas e vernizes em milhões de galões* 319,7 330,2 351,5 404,3 398,2
Faturamento das empresas do setor em bilhões de US$ 2,21 2,44 2,91 3,72 3,53
Balança Comercial

(importação)

em milhões de US$

134,103 138,014 165,534 230,295 212,244
Balança Comercial

(exportação)

em milhões de US$

106,765 119,570 141,802 167,360 134,841
Número de empregos gerados diretamente 16.600 16.933 17.707 18.326 17.699

Fonte: Sitivesp (Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo)

* galões de 3,6 litros. Inclui os segmentos de revenda (construção civil, repintura, solventes e complementos) e setor industrial (autoveículos, tratores, eletrodomésticos, construção naval, gráficas, tintas serigráficas, artísticas, madeiras, solventes, demarcação viária, ferroviárias, manutenção, etc.)

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Blogueiros em férias

Icone negócios | Por Tatiana em 23 de dezembro de 2009

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Olá,

Margaret Hayasaki e eu estamos em férias. Retornamos no dia 4 de janeiro de 2010.

Aproveitamos o espaço para desejar um Ano Novo repleto de boas oportunidades e muito sucesso para toda a indústria de embalagem.

Ao longo de 2009, usamos este espaço para informar e trocar opiniões sobre os mais diversos assuntos do segmento. Foram 367 posts e 343 comentários. Fica aqui registrado nosso muito obrigado pela interação!

Um forte abraço e feliz 2010!

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Produção e venda de alimentos em alta

Icone Consumo, negócios | Por Tatiana em 8 de novembro de 2009

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Uma pesquisa conjuntural da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) divulgada na última semana  mostra que o setor de alimentos e bebidas cresceu 1,81% nos últimos 12 meses. Em setembro, por exemplo, a produção física aumentou (em volume) 0,48% e o número de empregos, 2,25%. Na comparação de setembro de 2009 com o mesmo mês de 2008, as vendas reais apresentaram expansão de 5,97%; a produção física (volume) 4,60%; e o pessoal ocupado, 0,36%.

A comparação entre o acumulado de janeiro a setembro, com igual período de 2008, também traz números mais favoráveis: vendas, 3,52%; a produção física (volume), 0,74%; e o número de empregos, 1,39%.

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Começa em São Paulo nesta segunda-feira, 26, o 42º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel da ABTCP, no Expo Transamérica, em São Paulo. Até a quinta-feira, 29, a indústria discutirá inovação e sustentabilidade.

O diretor comercial da Ibema – Companhia Brasileira de Papel, Túlio Gomes, abordará o tema no painel “Inovação e Sustentabilidade – Desafios e oportunidades para o crescimento sustentável”, que será realizado no dia 28 de outubro, das 13h30 às 18h. Ele exporá sua percepção sobre o cenário atual do mercado e reforçará a necessidade de investir na melhor comunicação das ações sustentáveis do setor junto ao mercado nacional e internacional.

Túlio Gomes acredita que os dois produtos – celulose e papel – terão comportamentos distintos no próximo ano. O segmento de celulose, muito dependente das exportações, ainda terá um ano difícil em 2010, pois mercados maduros, como Europa e América do Norte, não deverão se recuperar tão rápido quanto o necessário. Em contrapartida, a China apresentará recuperação significativa da demanda, o que será suficiente para equilibrar a equação oferta  e procura do mercado global.

Quanto ao papel, os segmentos mais voltados para o mercado interno deverão apresentar boa recuperação, com expectativa de crescimento igual ou um pouco superior ao desempenho do PIB, que deve crescer entre 4% e 6%. A demanda poderá inclusive ser superior ao aumento da oferta, exceção feita ao papel Off Set, em função da continuidade da acomodação no mercado da produção da nova fábrica da International Paper em Três Lagoas.

Entre as inovações fundamentais para se diferenciar do mercado global, Gomes destacará a correta comunicação da atuação sustentável do setor, que conta no País com uma condição privilegiada, em especial em função de suas florestas renováveis. “Para avançar em relação aos padrões globais, é preciso fazer a sociedade perceber que a celulose e o papel brasileiros são produtos de elevados índices de inovação e sustentabilidade, assim como reforçar que as empresas e toda a sociedade se beneficiam disto. Nosso design é arrojado e criativo, o que também nos dá um diferencial importante em relação aos mercados tradicionais”, destaca o diretor da Ibema.

Segundo ele, a questão da sustentabilidade no mercado de celulose e papel ainda é heterogênea, mas importantes empresas são realmente comprometidas, o que torna o setor uma referência mundial em ações sustentáveis, bem como em inovação, com práticas muito mais concretas e visíveis que suas congêneres do hemisfério norte. Outro fator relevante é que os programas sociais desenvolvidos junto às comunidades onde elas estão presentes são exemplos destas iniciativas. Os fabricantes nacionais de papel não integrados – usualmente empresas de menor porte – também têm suas iniciativas nos campos da inovação e da sustentabilidade, mas comunicam com muita timidez estas práticas, tanto internamente no setor, quanto para a sociedade.

“A demanda internacional por sustentabilidade está crescendo. Apesar de ainda existir uma certa hipocrisia nas compras dos grandes players internacionais – que exigem práticas avançadas e custosas de sustentabilidade, mas não hesitam em comprar de quem não as possui como forma de pressionar o preço para baixo,  penso que, no curto prazo, as empresas que adotam práticas efetivas e consistentes como instrumento de gestão, e não de marketing, vão se diferenciar das demais” afirma Gomes. Esta diferenciação pode não se  traduzir em maiores preços para os produtos, mas assegurará o transito das corporações em um ambiente mais estável e duradouro, com ganhos importantes como a redução da informalidade e da inadimplência do setor.

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Assim como o fizeram na edição de 2007, os organizadores da 12ª edição Brasil Plast – encerrada na sexta-feira, 8, doaram todos os resíduos recicláveis para uma instituição assistencialista. A ação contou com o trabalho da empresa responsável pela limpeza do Pavilhão do Anhembi, em São Paulo.

De acordo com os organizadores do evento, todo o material reciclável coletado será vendido e terá o dinheiro da comercialização revertido para o Lar Assistencial Mãos Pequenas, em Diadema, na Grande São Paulo.

Outra ação social da Brasil Plast é a entrega de papéis, plásticos e todo o material de divulgação dos expositores para a mesma instituição. Com isso, ela pode vender o material ou utilizá-lo em atividades com crianças.

Saiba mais sobre a Brasil Plast aqui!

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A 12ª edição da BrasilPlast começou nesta segunda-feira, 4, no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo, com grandes números: são 1200 novidades, 1302 expositores – 75% do setor de máquinas e equipamentos – e expectativa de 60 mil visitantes até a próxima sexta-feira, 8.
A redação do Pack online circulará pela feira nos próximos dias conferindo as tendências e novidades do setor. Acompanhe o noticiário aqui pelo blog.
Na manhã de hoje, os organizadores falaram sobre as novidades desse ano e o otimismo de toda a indústria. Leia aqui!

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Café da manhã e mantra

Icone Consumo | Por Tatiana em 29 de abril de 2009

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Inovação e oportunidade foram as palavras que mais ouvi na manhã de hoje durante o café da manhã da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), no Sofitel, em São Paulo. Lá, empresários, consultores e especialistas do setor conversaram sobre a atual situação do segmento e as perspectivas para os próximos meses, assim como o  fazem mensalmente.

No entanto, coube a Maria Eugênia Saldanha, diretora executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), discursar sobre o mercado de higiene doméstica. Coincidentemente, a revista Pack de abril (edição 140) trata do tema.

A diretora chamou a atenção para as inovações do segmento de limpeza doméstica que muitas vezes não saem das empresas por recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um exemplo usado por Maria Eugênia: ceras com inseticida seriam bem aceitas pelos consumidores. Porém, é preciso lembrar que crianças pequenas estão constantemente brincando no chão, correndo risco de contaminação. Quem apostava no produto abortou o lançamento.

Para a diretora da Abipla, “há muita inovação no segmento de limpeza, mas a Anvisa adverte muitas delas por questões técnicas ou metrológicas”.

Oportunidade
Depois da palestra de Maria Eugênia, a discussão continuou nos corredores. Alicia Sanz Farias, gerente de embalagem de produtos de limpeza para a América Latina da Unilever, demonstrou satisfação em participar do evento. “Foi muito bom ouvir a Abipla sobre essa questão da inovação”.

Sergio Bianchini, gerente de marketing da Polo Films, me contou que a mudança de comportamento do consumidor diante da crise financeira, de certa forma, colaborou para os negócios da empresa. “Muitos mercados de varejo estão lançando produtos com marcas próprias e a demanda tem sido grande. Isso só aumenta nossa participação em diversos segmentos e o atendimento a diversos fabricantes de embalagens.”

Já Paulo Pereira, proprietário da ProDesign, comentou que muitas empresas o estão procurando para jobs, desde a criação de identidade visual, a embalagem e mock-up. “As empresas de pequeno e médio porte estão percebendo a necessidade de se trabalhar uma embalagem e tem nos procurado para projetos pontuais”, contou. “Mesmo as grandes estão abertas a terceirizar serviços de design de produtos e embalagens”.

Todos os que ouvi repetiram o que parece ter se tornado um mantra entre os empresários: “crise gera oportunidade”.

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O novo consumidor e a indústria

Icone Consumo, Embalagem | Por Tatiana em 8 de abril de 2009

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Com que frequência você tem ido ao mercado? Desde o início da crise – em setembro passado -, mudou seus hábitos de consumo? A indústria está reagindo às mudanças do consumidor, que tem comprado marcas mais baratas e até optado por diferentes versões do mesmo produto diante de um cenário de recessão.

Uma pesquisa da LatinPanel divulgada nesta semana aponta que 89% da classe C brasileira – 44% da população economicamente ativa – reduziu suas idas ao mercado, trocou a marca preferida por uma mais barata e, numa projeção mais pessimista, deixará de comprar alguns itens em breve.

O instituto informa ainda que os fabricantes de produtos de limpeza, filtro de papel e absorventes estão sentindo mais essa mudança. Na lista dos intocáveis – aqueles que os consumidores continuam comprando sem mudar de marca – está o sabão em pó, o creme dental, o chocolate, a cerveja e a margarina.

Como isso afeta a indústria de embalagem? O “novo” consumidor opta pelo leite longa vida (de caixinha) por durar mais, prefere o suco em pó ao concentrado e, ao invés de estocar latinhas de cerveja e refrigerantes, compra embalagens tamanho família. Até mesmo os pacotes de cinco quilos de  arroz estão dando lugar às embalagens de um quilo.

 

É preciso atentar para essa mudança e encontrar novos nichos e possibilidades.

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Por três mandatos, Maristela Simões Miranda esteve à frente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Associação Brasileira da Industria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Prestes a entregar a presidência – uma nova eleição acontece no próximo mês -, Maristela conversou com a reportagem da Pack online sobre o setor e seus desafios diante do cenário atual.

 

Questionada se pretende colocar-se à disposição de um quarto mandato, a presidente da Maqplas Indústria e Comércio de Máquinas LTDA. respondeu aos risos: “estou cansada. Gostaria de deixar a oportunidade para outros. A Maqplas precisa mais da minha atenção”. No entanto, Maristela garantiu que continuará envolvida com os interesses da associação. “Continuarei participando, com certeza.”

 

Confira  entrevista  com a presidente da CSMAIP nesta terça-feira, 10, no site da Pack!

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image019-2A indústria de chocolates prevê alta de 8% nas vendas de Páscoa para este ano. Esse aumento certamente puxará o consumo de papelão, filmes e outros materiais utilizados para as embalagens de ovos, caixas de bombom e outras guloseimas típicas da época.

 

A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) espera comercializar 113 milhões de ovos de Páscoa, 12% mais que em 2008. O faturamento no período deve alcançar R$ 828 milhões, alta de 7,9%.

 

Segundo Renata Vieira, gerente de marketing de Hersheys, contou ao jornal “Valor Econômico” de hoje, a estratégia para 2009 é popularizar no segmento de presentes, com caixas e embalagens especiais, que crescem cerca de 45% a cada ano.

 

Kopenhagen, Nestlé, Arcor, Village e Garoto também estão animadas com o mercado, indica a mesma reportagem. A conferir os resultados pós-Páscoa.

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SOBRE O BLOG DA PACK

O Blog da Pack acompanha o mercado de embalagens no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades e curiosidades que envolvem toda a cadeia produtiva do setor. Este espaço é um subproduto da revista e do site Pack, editados pela redação da Editora Banas.

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

CIBELE AMARAL

Formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduada em Formação para Formadores pela Universidade de Araras/SP, jornalista, docente universitária, coordenadora de projetos e parcerias. Atua há 25 anos em jornalismo. Começou como redatora na Editora Banas e hoje é editora-chefe da Revista PACK.

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