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Indústria Gráfica e de Embalgem:
Especialistas Propõem Fim do Empirismo
Na Apuração dos Custos e Formação de Preços
Cerca de 100 executivos, técnicos e profissionais das áreas de custos, orçamentos, vendas e gestão da indústria gráfica e de empresas de conversão participaram do seminário “Custos e Formação de Preços – Uma Questão Estratégica”, que a Metrics Sistemas de Informação organizou na última semana de fevereiro em sua sede, em São Paulo.
Em virtude da grande procura pelo tema, o evento foi realizado em duas seções (matutina e vespertina) e contou com exposições do consultor e professor Thomas Caspary – que é membro do Conselho Consultor da ABTG – e do Gerente Comercial da Metrics, Alexandre Rodrigues.
ABOLINDO OS CUSTOS EMPÍRICOS
Na abertura dos trabalhos, o Diretor da Metrics, Osmar Barbosa, fez uma avaliação sobre a inconsistência dos modelos de formação de preços, ainda empíricos, que são empregados em grande parte das empresas, e alertou para a necessidade de processos capazes de revelar aspectos como custos indiretos e a contribuição marginal de cada produto na apuração dos lucros no setor.
De acordo com Thomaz Caspary, embora haja uma clara evolução em curso nos modelos de gestão da indústria nacional do setor, ainda é bastante comum a prática de definição dos custos a partir de critérios pouco efetivos, como o cálculo baseado nos custos de papel ou a fixação de valores, nem sempre muito precisos, de custo hora-máquina, como base para a definição dos orçamentos.
“Ainda é bastante usual a fixação de variantes como custo por milheiro ou por hora de ocupação de máquina para se balizar o custo e fixar o preço dos produtos, mas há muito tempo se sabe que estes critérios são insuficientes para garantir valores compatíveis com a competitividade e as expectativas concretas de lucratividade em nossa área”, assinala o consultor.
Thomaz Caspary comentou ainda os diversos sistemas de custos empregados pela indústria – como é o caso do RKW – e falou sobre a grande ampliação do número de empresas que estão adotando modelos informatizados de gestão e seus impactos na produtividade destas empresas. Segundo ele, entretanto, as empresas ainda precisam disseminar a cultura da administração por métricas e promover a integração entre áreas como vendas, orçamento, PCP e a gestão financeira do negócio.
“Só através da tecnologia e de controles matemáticos em todas as etapas será possível eliminar a desconexão entre estas diversas áreas e acabar com as contradições que, muitas vezes, colocam em pé de guerra as equipes de vendas e o pessoal de chão de fábrica nas gráficas e convertedoras”, comentou o palestrante.
O Gerente Comercial Alexandre Rodrigues, apresentou aos participantes a visão integrada da Metrics em relação aos processos de formação de preços a partir da articulação de informações de todas as fontes envolvidas na cadeia de produção do setor. Segundo ele, um dos benefícios desta tecnologia está exatamente em permitir a uniformidade dos processos e a eliminação do elemento subjetivo na elaboração de dados. “Quando se substituem os apontamentos manuais pela coleta digital de dados, diretamente das máquinas de produção, e em tempo real, o nível de consistência dos cálculos aumenta substancialmente e se distribui por todo o processo, possibilitando a emergência das métricas”, exemplifica Rodrigues.
O Seminário Custos e Formação de Preços – Uma Questão Estratégica integra a série de eventos Jornada Tecnológica Aprimore, que a Metrics organiza periodicamente para disseminar os novos paradigmas de gestão junto a empresas gráficas.

Na última semana de fevereiro, cerca de 100 executivos, técnicos e profissionais das áreas de custos, orçamentos, vendas e gestão da indústria gráfica e de empresas de conversão participaram do seminário “Custos e Formação de Preços – Uma Questão Estratégica”, que a Metrics Sistemas de Informação organizou em sua sede, em São Paulo.

O evento contou com exposições do consultor e professor Thomas Caspary, membro do Conselho Consultor da ABTG, e do Gerente Comercial da Metrics, Alexandre Rodrigues.

Custos empíricos

O Diretor da Metrics, Osmar Barbosa, fez uma avaliação sobre a inconsistência dos modelos de formação de preços, ainda empíricos, que são empregados em grande parte das empresas, e alertou para a necessidade de processos capazes de revelar aspectos como custos indiretos e a contribuição marginal de cada produto na apuração dos lucros no setor.

De acordo com Thomaz Caspary, embora haja uma clara evolução em curso nos modelos de gestão da indústria nacional do setor, ainda é bastante comum a prática de definição dos custos a partir de critérios pouco efetivos, como o cálculo baseado nos custos de papel ou a fixação de valores, nem sempre muito precisos, de custo hora-máquina, como base para a definição dos orçamentos.

“Ainda é bastante usual a fixação de variantes como custo por milheiro ou por hora de ocupação de máquina para se balizar o custo e fixar o preço dos produtos, mas há muito tempo se sabe que estes critérios são insuficientes para garantir valores compatíveis com a competitividade e as expectativas concretas de lucratividade em nossa área”, assinala o consultor.

Thomaz Caspary comentou ainda os diversos sistemas de custos empregados pela indústria – como é o caso do RKW – e falou sobre a grande ampliação do número de empresas que estão adotando modelos informatizados de gestão e seus impactos na produtividade destas empresas. Segundo ele, entretanto, as empresas ainda precisam disseminar a cultura da administração por métricas e promover a integração entre áreas como vendas, orçamento, PCP e a gestão financeira do negócio.

“Só através da tecnologia e de controles matemáticos em todas as etapas será possível eliminar a desconexão entre estas diversas áreas e acabar com as contradições que, muitas vezes, colocam em pé de guerra as equipes de vendas e o pessoal de chão de fábrica nas gráficas e convertedoras”, comentou o palestrante.

O Gerente Comercial Alexandre Rodrigues, apresentou aos participantes a visão integrada da Metrics em relação aos processos de formação de preços a partir da articulação de informações de todas as fontes envolvidas na cadeia de produção do setor. Segundo ele, um dos benefícios desta tecnologia está exatamente em permitir a uniformidade dos processos e a eliminação do elemento subjetivo na elaboração de dados. “Quando se substituem os apontamentos manuais pela coleta digital de dados, diretamente das máquinas de produção, e em tempo real, o nível de consistência dos cálculos aumenta substancialmente e se distribui por todo o processo, possibilitando a emergência das métricas”, exemplifica Rodrigues.

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A indústria gráfica brasileira encerrou 2009 com queda de 2,39% na produção física de produtos, medidos em volume de papel convertido/impresso. A redução é bem menos acentuada do que a verificada para o restante da indústria de transformação (-6,7%). O resultado decorre de queda de 12,19% na produção de cadernos e 2% na de embalagens impressas e de incremento de 2% na área de impressos editoriais.

 Tais números poderão ser retificados a partir de 15 de fevereiro, quando o IBGE fechar os dados consolidados relativos ao quarto trimestre de 2009. Todos os dados integram o Índice de Produção Física da Indústria Gráfica, originado pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física PIM-PF, fornecidos trimestralmente pelo IBGE à equipe do Departamento de Economia da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf). Análises e estimativas são da equipe da Websetorial Consultoria.

Resultados e Estimativas de Variação na Produção da Indústria Gráfica Brasileira
Variação( %): em relação ao mesmo período do ano anterior
  jan-abr jan – jul jan-dez
Embalagens Impressas

-4,46

-4,22

-2,20

Cadernos

-20,79

-15,43

-12,19

Produtos Gráficos Editoriais

8,17

7,10

2,14

Total ABIGRAF

-3,54

-3,16

-2,39

Comércio

A pesquisa mensal do comércio PMC/IBGE indica aumento de 10% nas vendas, no comércio varejista, de produtos nacionais e importados do setor gráfico, nos 12 meses contados entre dezembro de 2008 e novembro de 2009. No mesmo período, também foi de 10% o crescimento das receitas nominais decorrentes da venda desses produtos. Assim, descontada a inflação pelo INPC, de 4,11%, as receitas de livros, jornais, revistas e produtos de papelaria cresceram 5,89% em termos reais, no comércio.

Balança Comercial

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, de janeiro a dezembro de 2009, as exportações brasileiras de produtos gráficos totalizaram US$ 219,08 milhões, representando queda de 14,3% em comparação com o ano anterior. As importações foram de US$ 297,76 milhões, o que significa redução de 19,5%. 

A crise internacional, deflagrada em setembro de 2008, teve impacto negativo tanto de exportações como nas importações. Pelo fato de o recuo nas importações ter superado o das exportações, até dezembro, houve melhora no resultado da balança comercial do setor.

Dentre os US$ 297,76 milhões de produtos gráficos importados, acumulados ao longo de 2009, destacaram-se os editoriais (livros e revistas). Estes representaram 42,7% (US$ 127,22 milhões) das importações gráficas totais, com queda de 10,2% em relação a 2008. As importações de embalagens também foram relevantes e corresponderam a 20,7% do total ou US$ 61,75 milhões – a diminuição dessas importações foi de 13,6% em 2009, em relação a 2008. As compras externas são originárias especialmente dos Estados Unidos, China e países da Europa.

No tocante aos US$ 219,08 milhões exportados, apesar da queda em quase todos os segmentos gráficos, os cartões acumularam crescimento de 52,7% em relação a 2008 – com US$ 63,04 milhões. Este segmento já é o segundo da pauta da indústria gráfica, seguindo-se ao de embalagens – com US$ 69 milhões exportados. Cabe observar que a expansão das vendas externas de cartões Inteligentes (”smart cards”) ocorreu em todos os meses de 2009. As exportações brasileiras de produtos gráficos destinam-se principalmente às nações das Américas.

O saldo comercial da indústria gráfica encerrou 2009 com déficit de US$ 78,69 milhões. Isto representa melhora em relação a 2008, cujo resultado foi de déficit de US$ 114,43 milhões. O saldo negativo recuou, portanto, 31,23%. 

Balança Comercial da Indústria Gráfica Brasileira por Segmento – ano de 2009
  ExportaçõesUS$ milhões ImportaçõesUS$ milhões SaldoUS$ milhões Participação nas Exportações Totais Participação nas Importações Totais
Cadernos 29,93 4,37 25,56

13,7%

1,5%

Cartões 63,04 42,17 20,87

28,8%

14,2%

Embalagens 68,47 61,75 6,72

31,3%

20,7%

Envelopes 0,30 0,42 -0,12

0,1%

0,1%

Etiquetas 8,26 16,37 -8,10

3,8%

5,5%

Impressos Fiscais 3,81 6,22 -2,41

1,7%

2,1%

Formulários 1,18 0,61 0,57

0,5%

0,2%

Editorial 25,22 127,22 -102,00

11,5%

42,7%

Promocional 18,87 38,66 -19,78

8,6%

13,0%

Total 219,08 297,76 -78,69

100,0%

100,0%

 Investimentos

Com relação aos investimentos do setor gráfico em máquinas e equipamentos, o volume acumulado entre janeiro e agosto de 2009, de US$ 659,93 milhões, é 45,1% menor em relação a igual período do ano anterior.  Em 2008, aliás, verificou-se o maior nível de investimentos do setor nos últimos cinco anos, com US$1,82 bilhão.

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O Blog da Pack acompanha o mercado de embalagens no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades e curiosidades que envolvem toda a cadeia produtiva do setor. Este espaço é um subproduto da revista e do site Pack, editados pela redação da Editora Banas.

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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