Ir para página inicial RSS Visite o site da Pack

5

Américo Dénes, diretor-geral da divisão de embalagens na América Latina da Saint-Gobain Embalagens

Américo Dénes, diretor-geral da divisão de embalagens na América Latina da Saint-Gobain Embalagens

Depois do lançamento na França, Estados Unidos, Argentina e Chile, o projeto Ecova, desenvolvido pela multinacional francesa Saint-Gobain Embalagens, chega ao Brasil. As garrafas de vidro Ecova serão lançadas no primeiro semestre de 2010 para envase de vinhos. A expectativa da empresa é comercializar cerca de 30% de seu volume nessa nova concepção. Mas, em longo prazo, o objetivo é oferecer um portfolio completo de embalagens ecologicamente corretas para todos os segmentos de mercado na qual ela atua, como cervejas, destilados, alimentos.

Focado no desenvolvimento de embalagens de vidro eco-projetadas, o projeto prevê a redução do impacto ambiental global sobre o meio ambiente. Segundo Jérôme Fessard, presidente mundial do setor de embalagens da Saint-Gobain Embalagens, a companhia está sempre buscando conceber materiais que aumentam o valor do produto envasado no vidro e que reduz o impacto ambiental. “Esse desenvolvimento é muito importante para o nosso futuro”, afirma. A divisão de embalagem representa 8% dos negócios do grupo mundial Saint-Gobain que tem na construção civil o seu core business.

As novas embalagens têm um peso significativamente menor do que as embalagens comuns, utilizando até 15% menos matéria-prima e, consequentemente, menos energia na sua fabricação. Américo Dénes, diretor-geral da divisão de embalagens na América Latina da Saint-Gobain Packaging, diz que uma garrafa de vidro que pesava 460 gramas agora vai pesar 400 gramas. “Esse é apenas um exemplo”, informa.

Também é possível atingir uma redução de 15% na emissão de CO2 durante o processo produtivo. Para cada 10% a mais de caco de vidro reciclado, a energia na produção de garrafas é reduzida em até 4%. Por serem mais leves do que as garrafas comuns, também favorecem a redução das emissões durante transporte dos produtos. O resultado é uma redução de 6% na emissão de poluentes e até mil unidades a mais por carregamento (um palete extra por caminhão).

Segundo Dénes, os investimentos no projeto Ecova se dividem em duas etapas. “A primeira está relacionada à concepção das garrafas, com investimentos em engenharia, perfis e espessuras. A segunda etapa se refere à conformação de todos os novos moldes para os novos modelos de garrafas de vidro. Além disso, como os produtos são mais leves, o ajuste fino é mais complexo para ser obtido”, explica o executivo.

Hoje a operação brasileira da Saint-Gobain Embalagens utiliza 150 mil toneladas de vidro reciclado/ano na sua produção de garrafas de vidro (800 milhões de garrafas e potes em 2008), dos quais 120 mil toneladas/ano de caco externo reciclado e 30 mil toneladas/ano de caco próprio. Mas, esse conceito já utilizado pela matriz francesa há 35 anos.

Crescimento no Brasil

A Saint-Gobain Embalagens registrou um crescimento de 5,5% no primeiro semestre de 2009. O resultado é reflexo da confiança que a empresa tem depositado no mercado brasileiro, mesmo com os impactos da crise financeira mundial. Nos últimos três anos, a companhia investiu US$ 67 milhões em máquinas, sistemas de produção e novos negócios. Até o final de 2014, a perspectiva é que sejam designados mais US$ 103 milhões nas três unidades industriais existentes no Brasil: São Paulo (capital), Porto Ferreira (interior-SP) e Campo Bom (RS).

TAGS: , , , , , ,

Deixe seu comentário

2

Com a expectativa de receber 300 cientistas e técnicos da indústria europeia de embalagem, o 2º Congresso Hispack de Pesquisa e Desenvolvimento, será realizado paralelamente à feira internacional de embalagem, no dia 12 de maio, no centro de exposições Fira de Barcelona Gran Via, na Espanha. Durante o evento, serão apresentados os mais recentes avanços em materiais e processos de fabricação que reduzem o impacto ambiental da embalagem.

 

A inovação nesse setor está em curso, propiciando soluções para limitar o uso indiscriminado de matérias-primas brutas originárias de recursos não renováveis e a geração de resíduos que são difíceis de ter valor enquanto, ao mesmo tempo, mantém a qualidade e a segurança da embalagem.

 

Nesse congresso internacional, organizado pelo Instituto de

Tecnologia de Alimentos e Agroquímicos (Iata-CSIC) e o Instituo de Embalagem, Transporte e Logística (Itene), serão apresentadas embalagens amigas do meio ambiente produzidas de ácido poliláctico e celulose. Outro tópico do debate será o uso de novos materiais que ainda estão em estágio de desenvolvimento como proteínas, polihidroxialcanoatos (PHA´s), compósitos de fibras, nanomateriais, entre outros, assim como novas tecnologias de embalagens ativas (que interagem com o conteúdo) baseadas em biopolímeros.

 

De acordo com Ramón Català, pesquisador do Grupo de Embalagem do Iata-CSIC e coordenador do Congresso, da ciência do mundo, nosso objetivo é aumentar a conscientização dos fabricantes de embalagem da necessidade de implementar tecnologias limpas que ajudem a otimizar energia e materiais, além de reduzir emissões, desperdício e descarte. “O atual nível de pesquisa em nosso país é muito alto comparado aos outros países da União Europeia. No entanto, ainda há um impeditivo para o maior desenvolvimento pelo fato de que muitos dos projetos em curso não se estendem ao estágio de desenvolvimento industrial”.

 

 

TAGS: , , , , , , , , , , , , ,

Deixe seu comentário

BUSCA

CATEGORIAS

SOBRE O BLOG DA PACK

O Blog da Pack acompanha o mercado de embalagens no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades e curiosidades que envolvem toda a cadeia produtiva do setor. Este espaço é um subproduto da revista e do site Pack, editados pela redação da Editora Banas.

PARTICIPE

Dúvidas sobre o mercado de embalagem? Envie sua pergunta para guru@pack.com.br. Um especialista do setor o responderá aqui no blog.

Clique e participe agora mesmo!


Confira as respostas aqui

KLEBER PINTO

Jornalista com oito anos de experiência em jornalismo online. É editor dos sites da Editora Banas Pack, P&S, P&S Agro e Radar Industrial. Foi repórter e editor nos portais UOL, Terra e Globo.com, nas editorias de cultura, saúde, cidades e tecnologia.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

ARQUIVO


Banner do Radar Industrial