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O que as empresas de embalagens da China e do Japão estão fazendo? Para onde elas estão caminhando? A proposta é saber o que é possível fazer por aqui e ir além. Esse foi o objetivo do seminário sobre as embalagens da China e do Japão, segundo Assunta Napolitano Camilo, diretora da consultoria FuturePack e do Instituto de Embalagens. O evento foi realizado hoje, no auditório da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria de Plásticos), em São Paulo.

 

No Japão, um conjunto de fatores dita os desenvolvimentos em embalagens. São eles: 96% da população urbana, grande população de idosos, e falta de espaço nas casas, que são pequenas. Por conta disso, as embalagens apresentam formatos pequenos e trazem atributos de praticidade e conveniência visando a facilitar o manuseio pelos consumidores. “Além disso, as embalagens japonesas são primorosas no quesito visual, apresentando excelente qualidade de impressão. Elas também atendem as tendências de conveniência, estilo de vida, segurança, saúde e meio ambiente”, afirma Assunta. Um bom exemplo de conveniência é o retortable com zíper, que pode ser utilizado várias vezes pelos consumidores, e a embalagem cartonada de tofu  - conhecido como queijo de soja – que é bastante empregado no Japão, dispensa a cadeia do frio e oferece maior shelf life.

 

Na China, outros aspectos influenciam o desenvolvimento de embalagem. Por exemplo, as distâncias continentais e a maior população rural, que abriram o mercado para pouches retortable e o pouch asséptico. Elas dispensam a cadeia do frio, conferindo vida útil maior aos produtos. “Com o grande número de analfabetos no País, a indústria chinesa de embalagens teve que desenvolver pouches com janelas para que eles pudessem visualizar o alimento que estavam comprando”, explica Assunta.

 

Os chineses também exploram bem os conceitos de embalagem bem-sucedidos de uma categoria para outra categoria, como revela a diretora. Ou seja, a proposta é apostar em novas aplicações. É o que fez uma fabricante de preservativos ao adotar uma embalagem de papel cartão, com sistema de abertura flip-top, aplicação bastante utilizada pela indústria de cigarros. “Outro bom exemplo é a embalagem de papel cartão com alça para detergente em pó”, diz.

 

 

Para refletir

Durante o debate, que contou com a participação de José Ricardo Roriz, diretor-presidente da Vitopel, e Merheg Cachum, presidente da Abiplast, mais aspectos relevantes sobre o mercado de embalagem da China e do Japão foram discutidos.

Roriz destacou que os dois países experimentam estágios distintos de desenvolvimento do setor. “Hoje, a China está bem mais atrasada em relação ao Japão, apesar de ter os equipamentos mais modernos para produzir embalagem. Enquanto, o Japão tem uma das tecnologias mais antigas, mas as embalagens são melhores”, afirma. Segundo ele, isso acontece porque a China ainda está produzindo embalagens para distribuir alimentos para a sua população, mas muito em breve, o País poderá passar a desenvolver embalagens de melhor qualidade.  “A China ainda não utiliza a embalagem para vender o produto. E o Japão utiliza a embalagem para criar diferenciação na gôndola”, explica. “Isso dá uma amostra do que podemos fazer no Brasil”.

 

Para Cachum, há um fato importante e outro lamentável. “Os brasileiros já copiaram os produtos chineses. Mas, esse conceito já mudou bastante. Hoje, as empresas nacionais têm tecnologia de altíssima qualidade para valorizar o produto feito no Brasil”, defende.

 

O Brasil tem potencial, mas Assunta acredita que ainda falta conhecimento para o maior desenvolvimento da indústria de embalagens. “É preciso estudar, aprender, entender mais sobre todos os aspectos que envolvem o desenvolvimento de uma embalagem. As empresas acabam optando por executar o mais fácil em vez de criar o seu próprio mercado”, acentua. 

 

 

 

 

    

 

        

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Ontem, no Novotel, em São Paulo, a Ibema Cia. Brasileira de Papel, realizou o 4º Seminário Técnico, com o tema Tendências e Inovações para Embalagens em Papelcartão, ministrado pela diretora da consultoria em embalagens Futurepack, Assunta Napolitano Camilo. Segundo Túlio César Reis Gomes, diretor comercial da Ibema, esse é o quarto ano que a empresa realiza o evento. Mas essa edição traz um foco mais mercadológico, diferente das outras ocasiões, quando a abordagem era mais técnica.

 

O objetivo do seminário, segundo Assunta, é despertar insights, ou seja, como os profissionais do setor de embalagem de papelcartão e da indústria de bens de consumo podem fazer melhor os seus produtos. “O evento é um convite à ousadia”, afirma a diretora.

 

Um dos mercados mais promissores para a indústria de papelcartão é o de calçados que é responsável pelo consumo médio de 103 mil toneladas do material, o equivalente a US$ 215 milhões. “Mesmo depois da entrada da China no mercado brasileiro, o setor brasileiro de calçados ainda representa uma grande oportunidade de negócio”, sentencia Assunta.

 

Depois dele, o segundo mercado é o de detergente em pó, que consome em média 65 mil toneladas de papelcartão, respondendo por US$ 83 milhões. Seguido do mercado de alimentos congelados que consome em média 40 mil toneladas de papelcartão, o equivalente a US$ 80 milhões.  

 

Mudanças e tendências

É preciso observar o que está acontecendo à sua volta e o que os consumidores estão procurando para identificar as tendências. Hoje há vários aspectos que ditam essa transformação. Entre eles estão: a mudança da estrutura familiar; o marido e a esposa trabalham; maior quantidade de solteiros; maior expectativa de vida; maior poder de decisão das crianças; mais horas no trabalho; muitos têm jornada dupla, portanto, menor disponibilidade para as atividades domésticas. “A menor disponibilidade das pessoas é uma grande oportunidade de criar novos produtos e embalagens”, exemplifica. “Por que não desenvolver um produto que permita lavar a roupa sem necessidade de passar?”.

 

Existem 18 tendências, mas 5 impactam diretamente na indústria de embalagem. São elas: conveniência, saúde, segurança, estilo de vida e sustentabilidade. “Para atender a demanda de conveniência, por exemplo, o setor de alimentos investe em  porções cada vez menores, maior número de versões de produtos, portabilidade, praticidade e facilidade de descartar”, diz Assunta. Um bom exemplo disso é a marca Renata que desenvolveu um produto que entrega conveniência em sua totalidade. Ela usou a embalagem de papelcartão para embalar a massa, o molho de tomate e o queijo ralado.

 

A nova embalagem do medicamento Viagra, da Pfizer, é uma solução que veio atender ao requisito de segurança e saúde dos consumidores. “O medicamento é um dos mais falsificados no Brasil. Para combater essa fraude, a empresa investiu em uma embalagem de papelcartão metalizada, com selo holográfico”, afirma.

 

Estilo de vida. Cada um tem o seu. Por isso, hoje, homens, mulheres e crianças são entendidos como consumidores diferentes. Para cada um deles, há uma embalagem. “E cada vez mais isso é mais importante”, salienta Assunta. “Os consumidores não querem apenas uma embalagem bonita. Eles querem indulgência”.

 

Não é moda. Sustentabilidade ambiental, social e econômica é obrigação. “Esse trabalho envolve muito mais do que o uso de material reciclado”, afirma a diretora. A marca Taeq, do grupo Pão de Açúcar, está mostrando a que veio. Ela utiliza embalagem reciclada, com informações em braile, além de trazer mensagens que ensinam o consumidor a separar os materiais de forma correta.

 

Oportunidades para o papelcartão

Para profetizar o futuro do setor de embalagem, Assunta emprestou a frase de Philip Klotter, que apesar de dita há 55 anos, ainda vale para o século 21: “a sobrevivência das empresas reside na sua capacidade de inovação e diferenciação por meio das novas marcas, conceitos e embalagens”. “A criatividade gera a ideia.  A inovação gera um produto novo. E o empreendedor é quem faz desse produto um negócio. Como a inovação expande mercado? É preciso explorar o emprego de barreiras/selagem, segurança/refechamento, cores, touch/aromas, meio ambiente, design/apresentação, combinação de materiais”, destaca a diretora.

 

Para ela, as embalagens de papelcartão podem diferenciar o produto, definir a categoria e posicionar o produto. “As embalagens de papelcartão são democráticas, populares, competitivas em grande escala, e permitem vários processos de impressão”, diz.  “Elas podem atender as principais tendências, explorar a questão da sustentabilidade. E as empresas do setor devem investir mais em inovação e, assim, participar do crescimento de vários mercados/categorias”.

 

 

    

  

  

 

 

 

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Mais de um século de design

Icone Consumo, Design, Embalagem | Por Margaret em 2 de abril de 2009

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shiseidoA Shiseido Co. em parceria com a Suntory Limited e a Universidade de Artes de Tóquio vão dar o ponta pé inicial ao projeto Product Design Exhibition of Shiseido and Suntory, que acontecerá na galeria Chinretsukan, de 31 de maio a 1 de junho de 2009, em Tóquio, no Japão. Tanto Shiseido como Suntory têm utilizado vários designers para traduzir a força do design em suas atividades de negócios. Essa exposição vai mostrar aproximadamente 400 produtos criados pelas companhias, como embalagens de cosméticos e de bebidas que refletem uma época particular e culturas que atravessam mais de um século desde que Shiseido e Suntory foram fundadas. 

O design do produto não somente transporta a função do conteúdo, mas também projeta a identidade da companhia, exercendo influência na era do estilo de vida, assim como personifica sonhos e ideias das pessoas.

 

Embora, cosméticos e bebidas dividam-se em duas categorias diferentes, ambos produtos das companhias, têm proporcionado riqueza a vários aspectos da vida das pessoas, refletindo a época, a cultura, e o design em que eles foram criados. Nesse sentido, pode se dizer que Shiseido e Suntory têm respeito significativo para a paixão pelo design de produto.

 

 

 

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

CIBELE AMARAL

Formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduada em Formação para Formadores pela Universidade de Araras/SP, jornalista, docente universitária, coordenadora de projetos e parcerias. Atua há 25 anos em jornalismo. Começou como redatora na Editora Banas e hoje é editora-chefe da Revista PACK.

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