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Envase de vinho em PET

Icone Máquinas, negócios | Por Tatiana em 8 de julho de 2009

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Linha de envase da Krones (Foto: Divulgação)

Linha de envase da Krones (Foto: Divulgação)

A Krones fornecerá uma linha de envase a empresa familiar José García Carrión (JGC), produtora de vinhos espanhola e segunda maior da Europa. Em princípio, a produção estará voltada à exportação.

A primeira linha PET com sala limpa para vinho na Espanha tem um rendimento de 14 mil garrafas por hora, em regime de três turnos. As preformas são alimentadas por meio de uma unidade basculante à sopradora de embalagens.

A Contiform S8 é designada para produzir garrafas de 1 litro, 1,5 litro e 2 litros. Mediante esteiras de transporte isoladas, a sopradora fica diretamente vinculada a uma enchedora volumétrica Volumetic em um sistema de bloco.

Um inspetor Checkmat acoplado à saída da enchedora controla o nível de enchimento da garrafa e a posição correta de aplicação da tampa. Transportadores Glideliner conduzem as garrafas PET cheias a uma secadora, antes de sua decoração com rótulos envolventes aplicados por uma Contiroll. Outro dispositivo de inspeção Checkmat controla a posição do rótulo. E, finalmente, uma Variopac Pro embala em packs com seis garrafas, que, em seguida, são manuseados para a paletizadora e transportados para um armazém.

Segundo José García Carrión, proprietário da JGC, a opção pelas novas embalagens deveu-se ao fato de o PET ser mais conveniente, mais econômico e menos pesado. “São vantagens já reconhecidas em outros produtos, que desejamos, agora, aproveitar para o vinho também”, revelou Carrión.

Segundo a Krones, o custo individual de transporte para garrafas PET é, no mínimo, 30% menor que para garrafas de vidro. Para Carrión, a experiência com vinhos em PET é muito mais do que um experimento bem-sucedido. É uma inovação que tem grande potencial para revolucionar todo o mercado de vinhos. “Nós podemos ver a excelente performance da Krones desde muitos anos. Ela nos ajudou a desenvolver as nossas capacidades durante a nossa jornada. São máquinas de alta qualidade”.

A JGC, que tem um faturamento de cerca de 600 milhões de euros ao ano e que, há 25 anos, revolucionou o mercado de vinhos de mesa com o envase em embalagens cartonadas tipo brik, conquistou também praticamente metade do mercado espanhol de sucos com sua marca Don Simon, pela alta qualidade de seu produto e pela política de mercado agressiva.

A nova linha PET para vinho será instalada na planta Daimiel da JGC, capaz de processar 100 milhões de quilos de uvas, e de armazenar 150 milhões de litros de vinho, dos quais 24 milhões em tanques assépticos. A capacidade instalada de envase da planta é superior a 200 milhões de litros de vinho e a 400 milhões de litros de suco ao ano.

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Chega ao mercado uma tecnologia que promete revolucionar os processos de controle nas cadeias de processamento e envase das empresas do setor de alimentos e sólidos. Trata-se do sistema Rastreabilidade Ativa Tetra Pak. “Esse lançamento reafirma a missão da empresa: disponibilizar alimentos seguros onde quer que seja”, destaca Eduardo Eisler, diretor de marketing estratégico da Tetra Pak. “A nova solução de rastreabilidade vai beneficiar nossos clientes no que tange à confiabilidade e à agilidade. O sistema disponibiliza 177 dados de qualidade e 127 dados de processo”.   

 

Segundo ele, a rastreabilidade na indústria alimentícia visa o registro de todo o histórico do processo de produção de um alimento. Já a Rastreabilidade Ativa da Tetra Pak vai além desse conceito, proporcionando à indústria o que há de mais moderno em termos de registro automatizado de informações, acrescido do controle integrado do processo produtivo e a disponibilidade das informações ao consumidor pela Internet. “O consumidor terá acesso a todas esses dados por meio de um código, uma espécie de RG do produto, impresso na embalagem, que tem como símbolo uma impressão digital”, diz.   

 

De acordo com Pedro Gonçalves, gerente de sistemas integrados especiais da Tetra Pak, já há um cliente da empresa, que já está em fase final de implantação do sistema de Rastreabilidade Ativa. “Para a sua instalação é preciso ter o processo rastreado e um nível de automação adequado em até quatro meses”, informa. “A indústria de alimentos, no Brasil, apresenta um alto nível de automação. Por isso, basta atualização de hardwares para a implementar o sistema de rastreabilidade”.  

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Segundo um estudo divulgado pela ReportLinker.com, a demanda mundial de máquinas para embalagem crescerá 5,2% ao ano até 2012, quando alcançará US$ 39.8 bilhões. O avanço das vendas dos equipamentos será mais rápido em países desenvolvidos como Japão, Estados Unidos e Europa Ocidental. A China deverá registrar o maior ganho em termos de valores, superando os Estados Unidos, maior mercado do mundo.

A demanda de equipamentos nesses países vai expandir até US$ 3.3 bilhões até 2012. Mas também maiores volumes de vendas também são esperados em países como Índia e Rússia, assim como em mercados de menor volume como Ucrânia, Irã, Indonésia, Malásia, Arábia Saudita, México, África do Sul e Turquia. Em 2012, a Europa Ocidental, o Japão e os Estados Unidos continuarão sendo responsáveis por mais de 2/3 de toda a produção de máquinas para embalagem.
As máquinas de envase e de form/fill/seal continuarão sendo os tipos de equipamentos mais utilizados, respondendo por ¼ do mercado total de máquinas para embalagem em 2012.
O mercado de máquinas para embalagem destinado aos segmentos de cuidados pessoais e de farmacêuticos continuará a registrar o mais rápido crescimento, estimulado pelo maior consumo desses produtos em países desenvolvidos. Apesar de tudo, o setor de alimentos processados vai se manter como o maior mercado para máquinas de embalagem, respondendo por 43% das vendas globais do produto em 2012.

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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