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Três Ps – Promover, Proteger e Pouches –  conduzem as inovações no mercado americano de embalagens flexíveis.  Essa informação foi dada durante o Flex 2010 – Fórum Latino Americano de Embalagens Flexíveis – realizado ontem, durante a Fispal Tecnologia 2010.

Danny Beard, especialista em embalagens, afirmou que o mercado de embalagens flexíveis cresce de 4% a 5% ao ano, principalmente, nos segmentos de carnes, queijos e bebidas. “As embalagens do tipo pouches crescem rapidamente, atingindo 9% ao ano. Em 1999, elas respondiam por 20% do faturamento do mercado americano de flexíveis. Em 2009, 30% de um faturamento de US$ 20,7 bilhões”.

Por onde começar a inovar? Beard responde que há cinco drivers. “Atendendo as necessidades dos consumidores, sustentabilidade, funcionalidade, marca própria e custos”.

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 A Bemis Company Inc. anunciou hoje a completa aquisição das operações de alimentos da Alcan Packaging, unidade de negócios da Rio Tinto plc. Sob os termos de transação no valor de US$1,2 bilhão, a companhia adquiriu 23 plantas fabris de embalagens flexíveis nos Estados Unidos, Canadá, México, Brasil, Argentina e Nova Zelândia.

 Essas fábricas produzem embalagens flexíveis, principalmente, para as indústria de alimentos e de bebidas e vão ampliar a linha de produtos e a capacidade tecnológica.

”Durante os próximos dois anos, a expectativa é gerar forte fluxo de caixa que nós vamos utilizar para investir no crescimento de oportunidades, pagamento de débitos e entregar o retorno total aos acionistas”, afirma Henry Theisen, presidente e chefe-executivo da Bemis Company.

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As inovações e tendências da Anuga

Icone Embalagem, Feiras de negócios | Por Margaret em 5 de novembro de 2009

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Prestigiado por uma centena de profissionais do setor de embalagem e da indústria usuária, o evento sobre a Anuga – maior feira internacional de alimentos e bebidas do mundo, realizado pela Koelnmesse, na Alemanha – promovido pelo Instituto de Embalagens, na sede da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplat), apresentou as inovações e as tendências do setor.

Em sua 30ª edição, os organizadores se empenharam em realizar um grande evento. Assunta Napolitano Camilo, diretora do Instituto de Embalagens, diz que este ano, o que chamou a atenção foi a grande presença dos expositores chineses, que era a terceira maior delegação, depois da Itália e da Alemanha. “Os chineses mostraram que evoluíram, principalmente, no que tange à qualidade de impressão das embalagens. Mas, em termos de shape, eles ainda têm muito a avançar”, avisa.

Voltando no tempo, em 2005, a Anuga mostrou a explosão dos orgânicos, que continuam fortes, com embalagens que traduzem esse apelo natural. Em 2007, foi a vez das bebidas funcionais e energéticas, que também seguem ascendentes, e cada vez mais específicas, como, por exemplo, as indicadas para relaxamento. “Em 2009, a tendência da vez é os produtos porcionados para saborear em uma mordida, os chamados finger foods”, revela Assunta.

Para Jumar Pedreira, diretor da MFSP Marketing, a portabilidade e a conveniência e praticidade são os principais drivers do setor de embalagens para  alimentos e de bebidas. “Pizza em cone para consumir em movimento, no metrô, no carro, no ônibus. E embalagens funcionais como, por exemplo, de bolos, que se transformam em formas. Isso está muito forte no segmento de confeitaria”, conta.

Nelson Teruel, presidente da Associação Brasileira Técnica de Flexografia (Abflexo), revela que, pela primeira vez, as embalagens flexíveis cresceram mais do que potes e garrafas no mundo. Essa expansão pode ser vista na Anuga. Em sua primeira visita, o executivo identificou novas aplicações, como sleeves termocontráteis e o stand-up pouch para sucos naturais e água mineral.

Isso é percebido também por Fábio Rigueto, coordenador de marketing da Café Pelé, cuja empresa participou como expositora na Anuga. “Antes o stand-up pouch era utilizado como refil no mundo inteiro, mas hoje ela já é utilizada como embalagem final para acondicionar café”, diz. “O flexível está ganhando mercado, principalmente, em função do crescimento do mercado single. Com presença global, a empresa tem que se adaptar às tendências. Por isso, substituiu o sache de 2 gramas por sticks”.

Lançamento da apostila de embalagens flexíveis

Além do evento sobre a Anuga, o Instituto de Embalagens realizou o lançamento da apostila de embalagens flexíveis, que foi celebrado pelo setor. José Ricardo Roriz, presidente da Vitopel, disse que a publicação veio no momento certo, no momento de crescimento do segmento de flexíveis. “É uma grande contribuição para o setor”.

Rogério Mani, diretor da Epema, afirmou que é necessário que o setor se profissionalize cada vez mais. “O segmento precisava de uma apostila mais contundente. Mesmo no momento de crise, é necessário lançar oportunidades”, acrescenta.

Para Alfredo Schmidt, presidente da Associação Brasileira de Embalagens Flexíveis (Abief), a publicação é muito importante para o setor. “Lançada em vitopaper, ela apresenta uma novidade ao mercado”.

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A Quattor inova e, numa parceria com a Editora Blucher, oferece ao mercado de embalagens a primeira coleção de livros técnicos em língua portuguesa impressa em papel sintético BOPP (plástico).

A Coleção Quattor Embalagem é uma co-edição composta por cinco livros e traz temas específicos para este segmento: Embalagens Flexíveis, Materiais para Embalagens, Estudos de Embalagem para o Varejo, Estratégias de Design para Embalagens e Nanotecnologia em Embalagens.

Ao todo serão produzidos 1.750 exemplares de cada livro. Parte da coleção será comercializada pela Editora Blucher e o restante a Quattor fará ações com clientes, associações e sindicatos. A tradução foi feita por engenheiros e professores, e a revisão técnica, por profissionais da Quattor. “O objetivo da Coleção Quattor Embalagem é suprir o mercado com informações técnicas, já que há uma carência de bibliografia específica em língua portuguesa”, afirma Armando Bighetti, vice-presidente da UN Polipropileno da Quattor. Os livros originais da coleção são da Pira International – uma referência mundial em publicações para o setor de embalagem.

O papel sintético BOPP é um polipropileno biorientado que sofre estiramento nos dois sentidos, garantindo assim algumas características necessárias para seu uso como suporte de impressão. O produto utilizado na impressão dos livros chama-se Vitopaper, da empresa Vitopel. Sustentável, ele é constituído de plásticos reciclados pós-consumo, além de filme de polipropileno (BOPP) feito com PP Quattor.

O projeto será apresentado para as principais editoras do País, criando possibilidades futuras de utilização do papel sintético como, por exemplo, a de aumentar a vida útil de livros didáticos.

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 A embalagem de bebidas é um dos mais importantes apelos de venda no negócio, pois as pessoas são perspicazes na compra de produtos que são atrativos e práticos. Os consumidores gostam de ser capazes de escolher e experimentar produtos. Eles gostam de ser surpreendidos e ganhar novos sabores, novas embalagens convenientes e novas marcas.

Novas e constantes mudanças das preferências têm conduzido o aumento da diversificação de produtos nos últimos anos. Paralelamente, a mentalidade orientada para o armazenamento tem direcionado as compra espontânea de embalagens pequenas mais freqüentemente como, por exemplo, multipacks e garrafas individuais. Essas tendências têm efeitos sérios em toda a cadeia produtiva na indústria de bebidas – resultando em novas demandas para a indústria, considerando, especialmente, a embalagem e a paletização.

Um grande número de expositores vai mostrar máquinas de embalagem e equipamentos de paletização durante a drinktec 2009 – Feira Internacional de Tecnologias para Bebidas e Alimentos Líquidos, que será realizada de 14 a 19 de setembro, em Munique, na Alemanha.

Quase opções ilimitadas

 Uma ampla opção de embalagem é demandada hoje pela indústria e também pelo trade e consumidores: latas, embalagens de vidro ou de plástico embaladas em caixas com ou sem separadores, em bandejas com ou sem filme, em embalagens de papel cartão ou simplesmente embaladas com shrink.

 O envolvimento com filme shrink é amplamente utilizado e – um argumento pesado em tempos de pegadas de carbono – é otimizar energia. Por isso, o setor já tem adotado filmes mais finos. Entretanto, a tendência de economia de material se aplica a todas os tipos de substratos de embalagens.

 Os fabricantes de máquinas estão constantemente otimizando as tecnologias para produção de embalagem shrink, com um olho na boa acessibilidade, rápidas reparações, boa reprodutibilidade e melhoria do processo de encolhimento para dar boa qualidade ao shrink e redução de energia.

Algumas máquinas de embalagem são desenhadas com um princípio modular, por isso os usuários têm um sistema de set-up que é mais flexível, o que permite acomodar novas tarefas. Se uma solução técnica precisa ser melhorada para atender os requerimentos dos usuários, isso é possível graças ao fácil retrofit da tecnologia de embalagem. É claro que o pick and place clássico continuará sendo utilizado, principalmente, para sistemas retornáveis, como caixotes de garrafas.

Agrupamento e paletização de embalagem flexível 

Antes do final da paletização, as embalagens não-retornáveis são agrupadas juntas apropriadamente. Vários sistemas têm sido desenvolvidos para agrupar embalagens eficientemente e de maneira flexível, utilizando sistemas de robótica ou estações de retorno. Também é essencial ser capaz de acomodar o aumento da demanda de pedidos, envolvendo o picking de diferentes tipos de embalagens, que serão transportadas juntas em um palete como um mix de produtos.

A tendência para o uso de embalagens flexíveis favorece o uso de robôs de paletização.  A maior diversidade de embalagem e as tarefas de paletização, a maior relevância dos robôs multifuncionais permitem a realização de tarefas adicionais, como a inserção de camadas intermediárias ou a preparação dos paletes. Kai Pfeiffer, do Instituto Fraunhofer,fala sobre as aplicações e o potencial dos serviços robóticos em palestra, no dia 16 de setembro, durante a drinktec.

Em contraste, a tecnologia de maquinário convencional com processamento contínuo de camadas pode ser uma boa alternativa ao robô, para tarefas de alta performance.

Um olhar sobre o status quo da feira há uma enorme variedade de opções de final de linha para embalagem e tecnologias apropriadas para isso. Todos os desenvolvimentos poderão ser vistos e diretamente comparados na drinktec 2009.

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Fabricante de adesivos industriais, a alemã Henkel apresenta suas inovações para a indústria de embalagens na Fispal Tecnologia. O Technomelt Cool é uma nova linha de adesivos hot melts para o fechamento de caixas e cartuchos. Trata-se de um novo conceito de tecnologia de adesivos que permite a sua aplicação em temperaturas inferiores, entre 120ºC e 130ºC. Segundo Fernando Raszl, gerente de marketing América do Sul de adesivos industriais da Henkel, essa redução de temperatura traz vários benefícios, como o menor consumo de energia elétrica, mantendo a mesma eficiência e qualidade de colagem.

 

“Também oferece maior ganho de economia para o cliente, pois a manutenção do equipamento é reduzida. Já que proporciona uma maior estabilidade térmica, menor degradação do adesivo e, conseqüentemente, reduz as paradas de máquinas por problema de carbonização e entupimento de bicos”, ressalta o executivo.

 

O segredo da inovação do Technomelt Cool está na sua formulação, desenvolvida na Henkel Estados Unidos, que é composta de novos polímeros e matérias-primas diferentes de um hot melt convencional. “Essa tecnologia é bem conhecida nos Estados Unidos e na Europa. Mas, a Henkel Brasil vai passar a produzir o novo produto localmente, ainda no segundo semestre de 2009”.

 

Além das características técnicas, o novo adesivo também oferece atributos sustentáveis, pois a aplicação em temperaturas mais baixas permite a redução do consumo de energia elétrica utilizada no equipamento. “Com a menor manutenção do equipamento, o usuário gera menos resíduos para a sua limpeza, ou seja, é uma tecnologia mais limpa”.  

 

Outra novidade da Henkel é o adesivo hot melt Technomelt Supra para fechamento de caixas e cartuchos. “O principal diferencial do produto está em sua alta performance, por isso é indicado para colagens de substratos difíceis, como metalizados, plásticos, materiais menos porosos e sobre superfícies com verniz”, revela Raszl. Além disso, o produto pode ser aplicado em máquina de alta velocidade  que requerem uma colagem precisa e um adesivo rápido e com alta adesão.   

 

Segundo Fernando Pardal, gerente de adesivos industriais América do Sul e América Latina da Henkel, o Technomelt Supra é o que podemos chamar de “produto verde”, já que precisa de menos adesivo – cerca de 30% – para colagem das embalagens, com a mesma performance. “O produto foi desenvolvido na Henkel Alemanha, que também terá produção local, no segundo semestre deste ano”, informa. “A empresa se preocupa em desenvolver produtos sustentáveis. O resultado disso é o uso de 60% de matérias-primas renováveis em seus produtos”. A planta industrial da Henkel Brasil terá capacidade inicial de produção de 600 toneladas/mês dos novos adesivos Technomelt Cool e do Technomelt Supra”.

 

 

Para o mercado de embalagens flexíveis, a novidade é o adesivo poliuretano 7724/Liofol 6020, indicado para contato direto ou indireto com alimentos. “O grande diferencial está em sua composição, livre de solventes, por isso o produto atende a maior preocupação da população com segurança alimentar. O novo adesivo evita qualquer risco de contaminação”, garante Pardal.  Desenvolvido na matriz alemã, o 7724/Liofol 6020, também será produzido no Brasil, assim que apresentar os primeiros resultados positivos no mercado.

 

Esses lançamentos são resultado de investimento em pesquisa e desenvolvimento. A Henkel destina anualmente 3,5% do seu faturamento. “Além disso, 25% das vendas da Henkel estão amparadas em produtos com tempo de existência de cinco anos. Com isso, a empresa promove uma rotatividade no seu portfolio, focando em inovação”, destaca Pardal.

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H.B. Fuller adquire Nordic Adesivos

Icone insumos | Por Margaret em 31 de março de 2009

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A H.B. Fuller anunciou a conclusão do acordo de compra da Nordic Adesivos, fabricante de adesivos para embalagens flexíveis, localizada em Buxtehude, na Alemanha. A Nordic teve um faturamento de aproximadamente US$ 9 milhões em 2008.  “A Nordic tem um forte portfolio de produtos para o mercado de embalagem flexível e sólida presença no norte da Europa. Essa aquisição vai complementar a nossa linha de produtos, além de nos permitir aumentar o faturamento para US$ 1 bilhão no segmento de adesivos industriais”, diz Michele Volpi, presidente e chefe-executivo da H.B. Fuller.

 

Com a compra das ações, a aquisição envolve todas as operações de negócios da Nordic, inclusive, a linha de produtos inovadores e a expertise técnica.

 

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SOBRE O BLOG DA PACK

O Blog da Pack acompanha o mercado de embalagens no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades e curiosidades que envolvem toda a cadeia produtiva do setor. Este espaço é um subproduto da revista e do site Pack, editados pela redação da Editora Banas.

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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