ABRE divulga balanço do setor e prevê crescimento entre 4,7% e 6,1% para 2010
A Associação Brasileira de Embalagem divulgou na quarta-feira (24) o balanço de 2009 do setor e a perspectiva para 2009. A boa notícia: a receita dos fabricantes nacionais de embalagem deverá ficar próxima a R$ 39 bilhões, superando em 10% os índices de 2009.
A divulgação do Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV – realizado com exclusividade para a a Entidade há 14 anos pelo IBRE-FGV é mais uma ação realizada pela Associação visando o aprimoramento da cadeia de embalagem, reafirmando sua representatividade e importância na economia brasileira, proporcionando ferramentas e informações fundamentais para uma melhor compreensão deste universo, auxiliando as empresas em seu planejamento estratégico e na tomada de decisões.
Desempenho do setor de embalagem 2009
Durante o Encontro da ABRE com seus associados, patrocinado pela Papirus, Braskem, Wheaton, Henkel, Ibema e Fispal Tecnologia, o palestrante e coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, Salomão Quadros, apresenta o fechamento de 2009 e as perspectivas para 2010 do setor de embalagem que é considerado um dos termômetros da atividade industrial brasileira.
Os dados computados mostram que a indústria de embalagens em 2009 teve um ano de superação fechando com receita estimada de R$ 36,2 bilhões.
A produção física da indústria de embalagem neste período decresceu 3,79%. Nos primeiros trimestres houve três recuos sucessivos, que acumulados representaram uma queda de 11,7%. No quarto trimestre, porém, a recuperação tomou corpo e a produção avançou 8,28% e, em dezembro, a produção (com ajuste sazonal) já havia superado a de agosto de 2008.
PRODUÇÃO FÍSICA
Nota: Variações médias trimestrais, em relação ao trimestre anterior com ajuste sazonal Fonte: IBGE Elaboração: FGV
A indústria de embalagem de plástico obteve o melhor desempenho em produção física (aumento de 5,56%), seguida pela indústria de embalagens de papel, papelão e cartão (aumento de 4,35%), e metal (aumento de 0,23%).
Já o nível de emprego na indústria de embalagem retornou ao patamar de 200 mil posições em outubro, atingindo o pico de 201.800 em novembro de 2009.
Em 2009, a redução foi de 1.350 postos contra a redução líquida de 3.692 postos de trabalho ocorrida em dezembro de 2008. A perspectiva é que em 2010, o patamar de 200 mil ocupações deverá se consolidar.
EMPREGO FORMAL
Posição em 31.12.2009 - 200.450 posições de trabalho
Fonte: MTE – RAIS (2008) e CAGED (2009)
As exportações diretas do setor de embalagem tiveram faturamento de US$ 351.410 mil em 2009. Este valor representa um decréscimo de 35,69 % em relação a 2008, com forte desempenho da indústria de plásticos (43,60%) e metálicas (23,75%).
Já as importações de embalagens vazias tiveram um decréscimo de 3,73% com faturamento de US$ 461.763 mil. Estes números indicam que a balança comercial do setor ficou deficitária com US$ 351.410 exportados em 2008 contra US$ 461.763 mil de importação.
EXPORTAÇÕES – posição em 2009 – U$ 351.410 mil
Fonte: Secex/MDIC – valores em milhares de dólares
Os setores usuários de embalagem que apresentaram melhor desempenho em volume de produção foram a indústria farmacêutica (7,91%), bebidas (7,06%), perfumaria e cosméticos (4,84%) e sabões, sabonetes, detergentes e produtos de limpeza (4,53%).
Perspectivas 2010
O Estudo da ABRE mostra que em 2010, o setor deverá crescer entre 4,7% e 6,1%, o melhor resultado desde 1995.
Já os fabricantes nacionais de embalagem deverão obter receitas na odem de R$ 39 bilhões, superando os R$ 36,2 bilhões, gerados em 2009. O nível de emprego na indústria de embalagem deverá consolidar-se no patamar de 200 mil ocupações, marca que voltou a ser ultrapassada em outubro de 2009.
CENÁRIOS PARA A PRODUÇÃO FÍSICA DE EMBALAGEM EM 2010
Taxas de crescimento ( %)
Em relação a igual trimestre do ano anterior.
** Em relação ao trimestre imediatamente anterior.
A Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) divulgou na quarta-feira (24) o balanço de 2009 do setor e a perspectiva para 2009. A boa notícia: a receita dos fabricantes nacionais de embalagem deverá ficar próxima a R$ 39 bilhões, superando em 10% os índices de 2009.
A divulgação do Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV – realizado com exclusividade para a a Entidade há 14 anos pelo IBRE-FGV é mais uma ação realizada pela Associação visando o aprimoramento da cadeia de embalagem, reafirmando sua representatividade e importância na economia brasileira, proporcionando ferramentas e informações fundamentais para uma melhor compreensão deste universo, auxiliando as empresas em seu planejamento estratégico e na tomada de decisões.
Desempenho do setor de embalagem 2009
Durante o Encontro da ABRE com seus associados, patrocinado pela Papirus, Braskem, Wheaton, Henkel, Ibema e Fispal Tecnologia, o palestrante e coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, Salomão Quadros, apresenta o fechamento de 2009 e as perspectivas para 2010 do setor de embalagem que é considerado um dos termômetros da atividade industrial brasileira.
Os dados computados mostram que a indústria de embalagens em 2009 teve um ano de superação fechando com receita estimada de R$ 36,2 bilhões.
A produção física da indústria de embalagem neste período decresceu 3,79%. Nos primeiros trimestres houve três recuos sucessivos, que acumulados representaram uma queda de 11,7%. No quarto trimestre, porém, a recuperação tomou corpo e a produção avançou 8,28% e, em dezembro, a produção (com ajuste sazonal) já havia superado a de agosto de 2008.
A indústria de embalagem de plástico obteve o melhor desempenho em produção física (aumento de 5,56%), seguida pela indústria de embalagens de papel, papelão e cartão (aumento de 4,35%), e metal (aumento de 0,23%).
Já o nível de emprego na indústria de embalagem retornou ao patamar de 200 mil posições em outubro, atingindo o pico de 201.800 em novembro de 2009.
Em 2009, a redução foi de 1.350 postos contra a redução líquida de 3.692 postos de trabalho ocorrida em dezembro de 2008. A perspectiva é que em 2010, o patamar de 200 mil ocupações deverá se consolidar.
As exportações diretas do setor de embalagem tiveram faturamento de US$ 351.410 mil em 2009. Este valor representa um decréscimo de 35,69 % em relação a 2008, com forte desempenho da indústria de plásticos (43,60%) e metálicas (23,75%).
Já as importações de embalagens vazias tiveram um decréscimo de 3,73% com faturamento de US$ 461.763 mil. Estes números indicam que a balança comercial do setor ficou deficitária com US$ 351.410 exportados em 2008 contra US$ 461.763 mil de importação.
Os setores usuários de embalagem que apresentaram melhor desempenho em volume de produção foram a indústria farmacêutica (7,91%), bebidas (7,06%), perfumaria e cosméticos (4,84%) e sabões, sabonetes, detergentes e produtos de limpeza (4,53%).
Perspectivas 2010
O Estudo da ABRE mostra que em 2010, o setor deverá crescer entre 4,7% e 6,1%, o melhor resultado desde 1995.
Já os fabricantes nacionais de embalagem deverão obter receitas na odem de R$ 39 bilhões, superando os R$ 36,2 bilhões, gerados em 2009. O nível de emprego na indústria de embalagem deverá consolidar-se no patamar de 200 mil ocupações, marca que voltou a ser ultrapassada em outubro de 2009.
TAGS: ABRE, balanço, desempenho, economia, Embalagem