Nas últimas semanas tenho falado bastante sobre novas embalagens de cerveja, tamanhos de garrafas e rótulos. Para minha constatação de que o produto é uma preferência nacional, me deparei com a seguinte manchete: Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial de produção da bebida, com 10,34 bilhões de litros por ano, perdendo apenas, em volume, para a China (35 bilhões de litros/ano), Estados Unidos (23,6 bilhões de litros/ano) e Alemanha (10,7 bilhões de litros/ano). Os dados são do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja.
Aproveitando o assunto, divido aqui algum conhecimento sobre os tipos de cerveja no mercado. Segundo o cervejeiro da Microcervejaria Bamberg de Votorantin (SP) Alexandre Bamberg, existem mais de 100 tipos de cerveja. A bebida pode ser classificada em três tipos: alta fermentação, baixa fermentação e aquelas que não tem alta e nem baixa fermentação, chamadas de espontâneas.
Baixa fermentação (Lager): a bebida é fermentada em baixa temperatura, por volta de 12 graus. São as cervejas douradas e filtradas, apresentando algumas variações escuras.
Exemplos:
* Pilsen – de cor clara, leve amargor, original da cidade de Pilsen, o tipo de cerveja mais consumida no mundo.
* Malzbier – de cor escura e adocicada, malte caramelizado.
* Bock – sabor mais forte e encorpado, geralmente de coloração escura e de grande aceitação.
Alta Fermentação (Ale): a bebida é fermentada em alta temperatura, entre 18 e 20 graus. Geralmente são as cervejas que possuem maior corpo e paladar frutado.
Exemplos:
*Weizenbier, Weissbier ou Weisse – cervejas de trigo, geralmente não filtradas.
*Stout – produzida a partir de cevada torrada, que produz um malte especial (escuro) e possui um sabor amargo conferido pelo lúpulo associado ao adocicado do malte.
Fermentação espontânea: são bem diferentes e lembram a sensação de estar bebendo um vinho espumante.
Exemplos:
*Faro – é uma mistura de Lambic com adição de açúcar. São bem carbonatadas e mais doces e refrescantes que as gueuze. O sabor geralmente é franco e açucarado
*Kriek – cerveja lambic com adição de cerejas durante o período de maturação em barrica.
Estupidamente gelada? Não.
Cerveja não deve ser tomada estupidamente gelada. A baixa temperatura prejudica a formação de espuma na cerveja, dificultando a liberação de aromas mais sutis; cerveja muito gelada ainda “adormece” a língua, comprometendo o paladar. “Cada cerveja é como vinho, segue a mesma linha tanto em temperatura a ser servida, quanto em harmonização com pratos”, declara Bamberg.
Cerveja clara: por serem normalmente mais leves, devem ser consumidas entre 2 e 4 graus positivos.
Cerveja escura: quanto mais escuras e aromáticas maior será a temperatura ideal a serem ingeridas. A bock, por exemplo, por ser uma bebida própria para o inverno, deve ser consumida a 10 graus positivos.
Com colarinho, sim, senhor
O colarinho é fundamental. Pelo menos dois dedos do colarinho ajudam a reter o aroma e evitam a liberação do gás carbônico. A espuma cremosa revela a persistência e o bom estado da cerveja. Para aproveitá-la melhor, sirva derramando uma dose. Depois, espere baixar o colarinho. Em seguida, incline o copo até 45 graus, despejando o líquido devagar enquanto o colarinho sobe.
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