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 A Nestlé se uniu a diversos parceiros industriais para patrocinar uma pesquisa sobre bioplásticos, que será realizada pela Ecole des Mines, de Paris, na França, que tem amplo conhecimento sobre as propriedades físicas e químicas dos polímeros, assim como sobre o seu processamento. Esse tipo de colaboração é a primeira do tipo, realizada no mundo, na ciência dos bioplásticos.  Esse programa de pesquisa vai estudar as propriedades dos polímeros derivados de recursos renováveis, bem como suas aplicações industriais. “Nós consideramos que esse é o começo de uma nova era dos bioplásticos. Hoje, nós estamos apenas começando uma longa jornada em pesquisa e desenvolvimento. Ainda há muito trabalho científico e técnico para ser feito até obter materiais que realmente possam atender aos requisitos de uma embalagem de alimentos e que sejam utilizados em larga escala”, explica Anne Roulin, diretora global de embalagem da Nestlé. 


Além da contribuição financeira de 60 mil euros/ano por cinco anos, a Nestlé vai trazer para o mercado uma longa experiência em bioplásticos e fortalecer o conhecimento na área de embalagem com essa parceria.

Nestlé e bioplásticos
 A Nestlé está comprometida com a contínua redução do impacto ambiental de seus produtos. Os materiais de embalagens derivados de recursos renováveis, como bioplásticos, são um dos caminhos para atingir esse objetivo. 

 

O novo programa de pesquisa é um complemento das parcerias existentes entre a Nestlé com seus fornecedores de materiais. A empresa já introduziu materiais bioplásticos em produtos selecionados. Por exemplo, a Nestlé trabalhou com a Uflex, fornecedor indiano de embalagem, para introduzir um filme PET, produzido  com 30% de melaço da cana-de-açúcar.   Esse material foi utilizado em sachês e pouches na Índia e alguns outros países da Ásia em aplicações como macarrão, sopas e molhos Maggi. O filme PET também é 15% mais fino em comparação ao padrão mundial de 12 micra.
 

A introdução de outros materiais bioplásticos vai continuar, afirma a Nestlé, sempre que a empresa encontrar altos padrões de qualidade e de segurança para proteger o produto e quando existe o benefício real ao meio ambiente.

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Os produtores e associações de embalagem reivindicam melhorias de custo, desempenho e propriedades de barreira de umidade dos bioplásticos, assim como mais investimento em tecnologia para evitar a contaminação de resíduos de reciclagem, o que vai permitir que a indústria possa competir mais eficazmente com os plásticos convencionais.

Os bioplásticos são derivados de fontes renováveis como óleo vegetal, amido de milho ou fécula de ervilha. No entanto, muitos são dependentes dos combustíveis fósseis para gerar energia para a sua fabricação.


Christophe Doukhi de Boissoudy, presidente do Club des Bioplastiques, acredita que com mais investimento em pesquisa e desenvolvimento para o ajuste fino dos bioplásticos será possível que esses materiais se tornem tecnologicamente e ambientalmente competitivos. “Os produtores de embalagens de bioplásticos esperam a estabilização de seu preço até 2015”.

 

 


Mercado

Entretanto, o BCC Research Group disse que o mercado de plásticos biodegradáveis, em termos de volume, atingiu 541 milhões de libras em 2007, e espera-se que chegue a 1,2 bilhões de libras em 2012.

Analistas de mercado da Freedonia afirmam que a demanda de polímeros naturais irá crescer 7,1% anualmente, movimentando US $ 4 bilhões em 2012 devido em parte à expansão das melhorias de tecnologias de produção de materiais como o PLA.


O PLA terá um crescimento significativo em áreas como a embalagem termoformada.

 


Degradação

A maioria dos bioplásticos só degrada em condições  rigorosamente controladas de unidades comerciais de compostagem. Uma norma acordada internacionalmente, EN13432, define quão rapidamente e em que medida um plástico deve ser degradado sob condições de compostagem comerciais para ser chamado biodegradável.


Não há nenhuma norma aplicável para condições de compostagem doméstica de bioplásticos.

 

A Novamont, fabricante italiana de bioplástico disse que para produzir um quilo de seu produto à base de amido utiliza 500g de petróleo e consome cerca de 80% da energia necessária para produzir um polímero de polietileno tradicional.


E a NatureWorks, fabricante do bioplástico PLA, diz que para produzir o PLA há uma economia de combustíveis fósseis entre 25 e 68% em comparação com polietileno, em parte devido à sua compra de certificados de energia renovável para a sua fábrica.

 

Segundo a empresa, o seu PLA pode ser fisicamente reciclado e compostado através de processos industriais e os resíduos incinerados por meio de sistemas de energia. Também pode ser reciclado quimicamente, voltando a ser uma base monomérica de ácido láctico.

 

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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