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Tetra Pak inaugura centro de tecnologia em Shanghai

Icone Embalagem | Por Margaret em 14 de abril de 2010

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Fabricante de embalagens cartonadas, a sueca Tetra Pak acaba de inaugurar um novo centro de tecnologia, em Pudong, Shanghai, que vai oferecer recursos para desenvolvimento de produtos e serviços de engenharia técnica, além de treinamento e distribuição. Com isso, os clientes chineses terão à sua disposição um serviço plural em soluções de embalagem e processamento de alimentos.

“O centro de tecnologia cria recursos de classe mundial para os clientes, perfeitamente instalado para atender os desafios únicos de embalagens de alimentos e bebidas, processamento e distribuição na China”, diz Dennis Jönsson, presidente e CEO da Tetra Pak. “Também vai nos tornar mais responsáveis pelas necessidades locais, garantindo que as nossas atividades, o pipeline de inovações e os serviços oferecidos sejam focados a ajudar os clientes locais a entregar melhor os seus produtos para os consumidores chineses”.

As soluções de engenharia criadas especificamente para o mercado da China serão fornecidas pelo centro de Shanghai. Por exemplo, a nova planta vai contemplar o primeiro laboratório de análises das condições de transporte do País, com equipamentos de última geração, que vai fornecer dados para os clientes visando a reduzir os potenciais problemas de transporte.

A Tetra Pak opera 16 centros de treinamento técnico, 41 centros de serviços técnicos e 11 plantas de pesquisa e desenvolvimento em todo o mundo para garantir a contínua inovação de produtos e excelência no atendimento aos clientes.

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A Ball Corporation anunciou hoje uma joint venture com a Latapack Ball Embalagens para a instalação de uma segunda linha de produção de latas de alumínio para bebidas, em sua planta fabril, localizada em Três Rios, no Rio de Janeiro. O início das operações está previsto para o primeiro trimestre de 2011, com produção de latas de alumínio para cerveja e outras bebidas.

 “O mercado brasileiro de latas cresceu aproximadamente 11% em 2009. E a expectativa é que a demanda continue se expandindo”, afirma Raymond J. Seabrook, chefe de operações globais de embalagem. “Nossas fábricas estão bem posicionadas para atender seus clientes e o seu crescimento. Nós começamos discussões com clientes sobre a segunda linha em Três Rios. E temos capacidade de instalar uma terceira linha quando a demanda justificar”.

A Ball Corporation fornece embalagens metálicas e plásticas para bebidas, alimentos e produtos de higiene e limpeza. A empresa e suas subsidiárias empregam mais de 14 mil pessoas em todo o mundo e registrou vendas de mais US$ 7,3 bilhões em 2009.

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A Alcoa anunciou hoje o investimento de US$ 24 milhões para expansão da capacidade de reciclagem de latas de alumínio, em Tennessee, nos Estados Unidos, que vai aumentar aproximadamente 50% e ajudar a manter 100 empregos na fábrica. “A lata de alumínio é a embalagem mais eficiente do mundo, já que pode ser reciclada infinitamente”, afirma Klaus Kleinfeld, presidente e CEO da Alcoa. “Esse investimento é um exemplo de nosso compromisso para aumentar o índice de reciclagem, bem como ajudar a comunidade do Tennessee”.

”Os Estados Unidos sozinho enviou mais de 46 bilhões de latas para os aterros sanitários no último ano”, diz Kleinfeld. “Se pudéssemos reciclar metade dessas latas, nós poderíamos alcançar um índice de reciclagem de 75% e economizar as emissões de duas plantas de energia de carvão mineral queimado”.

 A nova operação de reciclagem de latas de alumínio, no Tennessee, contempla uma nova esmagadora e fornalha, sistemas ambientais. Esses melhoramentos vão ajudar a aumentar a capacidade, utilizando o estado da arte da tecnologia de combustível eficiente e ambientalmente correta, bem como flexibilidade para outros tipos de sucatas.

 Em 2009, a Alcoa anunciou o compromisso de trabalhar com foco no aumento do índice de reciclagem na América do Norte: 75% até 2015. O aumento da capacidade de reciclagem é parte dessa estratégia. “Hoje, os americanos reciclam 54% das latas de bebidas produzidas na região”, diz Kleinfeld. “Se todo mundo reciclar mais de uma lata por semana, nós podemos atingir o nosso objetivo”.

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Produção e venda de alimentos em alta

Icone Consumo, negócios | Por Tatiana em 8 de novembro de 2009

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Uma pesquisa conjuntural da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) divulgada na última semana  mostra que o setor de alimentos e bebidas cresceu 1,81% nos últimos 12 meses. Em setembro, por exemplo, a produção física aumentou (em volume) 0,48% e o número de empregos, 2,25%. Na comparação de setembro de 2009 com o mesmo mês de 2008, as vendas reais apresentaram expansão de 5,97%; a produção física (volume) 4,60%; e o pessoal ocupado, 0,36%.

A comparação entre o acumulado de janeiro a setembro, com igual período de 2008, também traz números mais favoráveis: vendas, 3,52%; a produção física (volume), 0,74%; e o número de empregos, 1,39%.

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As inovações e tendências da Anuga

Icone Embalagem, Feiras de negócios | Por Margaret em 5 de novembro de 2009

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Prestigiado por uma centena de profissionais do setor de embalagem e da indústria usuária, o evento sobre a Anuga – maior feira internacional de alimentos e bebidas do mundo, realizado pela Koelnmesse, na Alemanha – promovido pelo Instituto de Embalagens, na sede da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplat), apresentou as inovações e as tendências do setor.

Em sua 30ª edição, os organizadores se empenharam em realizar um grande evento. Assunta Napolitano Camilo, diretora do Instituto de Embalagens, diz que este ano, o que chamou a atenção foi a grande presença dos expositores chineses, que era a terceira maior delegação, depois da Itália e da Alemanha. “Os chineses mostraram que evoluíram, principalmente, no que tange à qualidade de impressão das embalagens. Mas, em termos de shape, eles ainda têm muito a avançar”, avisa.

Voltando no tempo, em 2005, a Anuga mostrou a explosão dos orgânicos, que continuam fortes, com embalagens que traduzem esse apelo natural. Em 2007, foi a vez das bebidas funcionais e energéticas, que também seguem ascendentes, e cada vez mais específicas, como, por exemplo, as indicadas para relaxamento. “Em 2009, a tendência da vez é os produtos porcionados para saborear em uma mordida, os chamados finger foods”, revela Assunta.

Para Jumar Pedreira, diretor da MFSP Marketing, a portabilidade e a conveniência e praticidade são os principais drivers do setor de embalagens para  alimentos e de bebidas. “Pizza em cone para consumir em movimento, no metrô, no carro, no ônibus. E embalagens funcionais como, por exemplo, de bolos, que se transformam em formas. Isso está muito forte no segmento de confeitaria”, conta.

Nelson Teruel, presidente da Associação Brasileira Técnica de Flexografia (Abflexo), revela que, pela primeira vez, as embalagens flexíveis cresceram mais do que potes e garrafas no mundo. Essa expansão pode ser vista na Anuga. Em sua primeira visita, o executivo identificou novas aplicações, como sleeves termocontráteis e o stand-up pouch para sucos naturais e água mineral.

Isso é percebido também por Fábio Rigueto, coordenador de marketing da Café Pelé, cuja empresa participou como expositora na Anuga. “Antes o stand-up pouch era utilizado como refil no mundo inteiro, mas hoje ela já é utilizada como embalagem final para acondicionar café”, diz. “O flexível está ganhando mercado, principalmente, em função do crescimento do mercado single. Com presença global, a empresa tem que se adaptar às tendências. Por isso, substituiu o sache de 2 gramas por sticks”.

Lançamento da apostila de embalagens flexíveis

Além do evento sobre a Anuga, o Instituto de Embalagens realizou o lançamento da apostila de embalagens flexíveis, que foi celebrado pelo setor. José Ricardo Roriz, presidente da Vitopel, disse que a publicação veio no momento certo, no momento de crescimento do segmento de flexíveis. “É uma grande contribuição para o setor”.

Rogério Mani, diretor da Epema, afirmou que é necessário que o setor se profissionalize cada vez mais. “O segmento precisava de uma apostila mais contundente. Mesmo no momento de crise, é necessário lançar oportunidades”, acrescenta.

Para Alfredo Schmidt, presidente da Associação Brasileira de Embalagens Flexíveis (Abief), a publicação é muito importante para o setor. “Lançada em vitopaper, ela apresenta uma novidade ao mercado”.

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Um dos maiores fornecedores de sistemas de visão do mundo, a norte-americana Cognex Corporation, está presente em todos os continentes, com 23 escritórios localizados nas América do Norte, Europa, Japão, Ásia e América Latina. No Brasil, a empresa atua há 10 anos, fornecendo sistemas de visão, softwares de visão, sensores de visão e sistemas de inspeção de superfície usados nas linhas de produção de embalagens e outros inúmeros produtos. A companhia também fornece leitores ID industriais portáteis de alto desempenho.

Segundo José Carlos B. Oliveira, gerente geral de vendas da Cognex no Brasil, a empresa já instalou mais de 300 mil sistemas de visão no mundo. “O Brasil é um mercado em franco crescimento para o uso dos sistemas de visão, com expansão de dois dígitos, nos últimos anos”, diz. Por aqui, a tecnologia da Cognex foi adotada primeiro pela indústria automobilística que ainda hoje é o mercado mais forte para a companhia. “A indústria de farmacêuticos e cosméticos é uma grande usuária dos sistemas de visão em suas linhas de produção de embalagem, rótulos, bulas, principalmente, pela exigência da GMP (Boas Práticas de Fabricação) e pela legislação. O segmento de alimentos e de bebidas também é usuário da tecnologia de visão, mas ainda podemos expandir mais os negócios”, afirma.

Instalados nas linhas de produção de embalagens, os sistemas de visão podem garantir 99,99% de confiabilidade para a indústria, evitando, por exemplo, danos irreversíveis para a reputação de uma marca ou produto. “Na indústria farmacêutica, principalmente, imagine o dano causado pelo uso do rótulo errado para um medicamento. Isso vai prejudicar a saúde dos consumidores e os danos para a empresa também serão enormes”, revela Oliveira. Segundo ele, os investimentos na tecnologia variam de US$ 2 mil (leitor simples) até US$ 150 mil para a implantação de um sistema completo de visão. “Hoje os carros-chefes são os leitores de ID-In-Sight Micro e os leitores Datamatrix”, revela. No Brasil, a Cognex Corporation atua com dois distribuidores – a Pollux e a Omni.

No mundo, o negócio de embalagem representa 2% do faturamento da empresa, que em 2008, movimentou US$ 243 milhões, segundo Jeff Hawkins, gerente regional de distribuição da Cognex Corporation. O desenvolvimento de novas tecnologias não para. Anualmente, a empresa investe 1/3 do faturamento em pesquisa e desenvolvimento. Muitas novidades ainda estão por vir.

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Por que a cerveja sem álcool é uma tendência? O PLA é um sério desafiante para o PET? O sol será o principal recurso de energia para a indústria de bebidas no futuro? E quais são os rótulos do futuro? Na drinktec 2009, feira internacional de bebida e tecnologia de alimentos líquidos, os visitantes não encontrarão somente tecnologias utilizadas pelos fabricantes e garrafas de bebidas e alimentos líquidos, mas também produtos. Sem tecnologia não existem produtos. Mas novos produtos podem criar a necessidade de desenvolvimento de novas tecnologias.

Cerveja sem álcool é uma tendência

No primeiro semestre de 2009, as vendas da cervejaria Bavarian caíram 4,1%, mas no mesmo período as vendas de cerveja sem álcool cresceram 9%. Nós estamos assistindo uma espécie de revolução cultural? Bem, sim, porque a cerveja sem álcool reflete a tendência atual e o sabor das bebidas esportivas. A cerveja sem álcool é isotônica, além de oferecer baixas calorias e mais de 90% de pura água – para o esportista ela é a bebida ideal para regeneração e rehidratação. Mas há outras razões para que a cerveja sem álcool seja recomendada como bebida esportiva. Ela tem um valor de pH alto e ácido carbônico moderado, o que promove a sensação de relaxamento e reposição. Também pode ser consumida em grandes quantidades. Por tudo isso, oferece ao corpo água e nutrientes. Há duas soluções para produzir essa bebida sem álcool. Uma delas é remover o álcool da cerveja fermentada. Para isso, a destilação ou o processo de membrana são utilizados para trabalhar em baixas temperaturas. A outra é a interrupção da fermentação, em que o cervejeiro controla a quantidade mínima de álcool permitida. Seja qual for o método de produção utilizado, a cerveja sem álcool pode ter o mesmo sabor da cerveja com álcool. O sabor da bebida é certamente um dos temas da drinktec 2009, que terá Karl Schiffner, campeão da competição mundial de sommelier, como palestrante, nos dias 15, 16 e 17 de setembro. .

A embalagem também é orgânica

O aumento da conscientização dos consumidores para a preservação ambiental está conduzindo-os para fazer compras de produtos orgânicos. Eles estão preferindo também embalagens orgânicas. Não por menos, nós sabemos que os plásticos utilizados hoje são provenientes do mesmo recurso, e mais cedo ou mais tarde ele vai acabar – óleo cru. Por essa razão, o setor de embalagem está se movendo para os materiais renováveis.

O mercado de plásticos orgânicos feitos de recursos renováveis, como trigo, milho e cana-de-açúcar está crescendo anualmente de 20 a 30%. Já vemos as primeiras embalagens orgânicas para bebidas não-carbonatadas e para alimentos líquidos processados. O principal material utilizado é o PLA (ácido poliláctico) que apresenta propriedades similares ao do PET. Como resultado, o PLA oferece um grande potencial de crescimento porque somente em 2009 não menos que 350 bilhões de garrafas PET serão produzidas no mundo. O assunto será explorado durante a 2ª Conferência sobre Garrafa de PLA, nos dias 14 e 15 de setembro.

O segundo maior mercado é o de folhas de embalagens, com novos desenvolvimentos interessantes. Um projeto de pesquisa na Europa, por exemplo, desenvolveu um novo estilo de papel flexível, com estrutura multicamada, feito de recursos renováveis. O Instituto Fraunhofer for Process Engineering and Packaging, apresenta técnicas especiais que melhoram as propriedades de barreira ao vapor e ao oxigênio do papel pré-revestido. Revestimentos antimicrobiais também estão sendo desenvolvidos. Em um desses materiais, a proteína do soro está sendo utilizada para conferir excelentes propriedades de barreira ao oxigênio e umidade. Além disso, os constituintes antimicrobianos encontrados naturalmente no soro são explorados para aumentar o tempo de frescor dos alimentos.

Embalagem inteligente – ficção ou realidade

No filme de ficção científica Minority Report, o diretor Steven Spielberg, apresenta embalagens de cereais, que permitem assistir filmes de desenhos animados. Embora essa visão particular aconteça em um tempo futuro – em 2054 – a tecnologia permite vislumbrar essa solução.

A embalagem inteligente, que permite informações adicionais aos consumidores em diferentes línguas, pode ler instruções para os deficientes visuais ou apresentar uma campanha publicitária. O caminho para realizar esse tipo de eletrônica impressionante já está mapeado. A chave é a tinta inteligente.

Os condutores e os componentes são feitos de polímeros orgânicos que são dissolvidos em uma fase líquida, o que os tornam processáveis em um tipo de impressora ink jet. O objetivo declarado dos fabricantes é serem capazes de oferecer um chip para uso em segmentos de massa da indústria de bebidas a um preço abaixo de US$ 1 cent. Dentro de poucos anos, isso será uma realidade. As etiquetas inteligentes RFID serão capazes de monitorar a temperatura precisamente durante todo o tempo, além de armazenar e transferir dados. Isso não é um tipo de armazenamento de dados passivos, tido como o limiar da produção industrial de larga escala.

Os circuitos eletrônicos ativos são feitos de transistores, resistências, LEDs e capacitores também fabricados com impressoras inkjet. Uma ideia é fornecer energia para baterias ou celulares solares. Essa é a chave para imagens animadas ou jingles de propagandas.

Os circuitos eletrônicos impressos abrem um fascinante novo potencial. De acordo com uma pesquisa feita pela NanoMarket, o volume de mercado de tintas eletrônicas e substratos usados na fabricação de eletrônicos impressos vai crescer de US$ 1,1 bilhão em 2008 para mais de US$ 11,5 bilhões até 2015.

Energia solar

As reservas mundiais de petróleo, gás natural e urânio podem acabar em poucas décadas. Somente o carvão mineral vai existir nos últimos séculos. Os fabricantes de bebidas e de alimentos também estão olhando para fontes de energia alternativas. Dentro do mix de energia do futuro, o sol vai ter um papel fundamental. O uso do sol como um fornecedor permanente de energia faz sentido econômico, principalmente, em países como a Alemanha. Isso já é visto em modernas construções de casas, onde a ênfase é primeiro reduzir a demanda de aquecimento, além de manter a demanda por meio do sistema térmico solar.

O mesmo processo pode ser aplicado para uso industrial. Particularmente quando instalada a tecnologia de coleta. Um moderno coletor opera em Würzburg, por exemplo, produz 400 kWh/ m2 e entrega água a 140ºC. Os coletores utilizados em construções residenciais geram aproximadamente 200 kWh/ m2 e água aquecida perto de 70ºC. Esse processo de aquecimento da água é armazenado em um tanque de isolamento e usado para consumidores individuais (lavadoras de garrafas). Perto de 50% da demanda anual de energia térmica – até mesmo em uma cervejaria – pode utilizar o sol para aquecer as caldeiras.

Mas o que acontece quando o sol não está brilhando? O chipping de madeira e o biogás obtido da biomassa armazenam a energia solar que pode ser aquecida a qualquer momento. Maiores novidades podem ser vistas durante o programa do forum Recurso – Água durante a drinktec.

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Apesar do desempenho do primeiro semestre não ser nem de longe o cenário mais esperado pelo setor de embalagem, pois os resultados ainda são um pouco negativos, os números já permitem traçar horizontes mais promissores, com a recuperação da produção física de embalagem. Nos primeiros seis meses desse ano, a produção física decresceu 9,67% em relação a igual período de 2008. Para o ano de 2009, a previsão é de recuo de 6%. No entanto, de dezembro de 2008 a junho de 2009, a produção física mensal avançou 8,68%, segundo resultados do Estudo macroeconômico da Embalagem Abre-FGV, realizado pelo Ibre-FGV, para a associação. Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Ibre/FGV, diz que mantido esse ritmo, em um semestre, a produção física mensal retornará ao nível de setembro de 2008. E a indústria de embalagens deve fechar 2009, com uma receita de R$ 33,2 bilhões. Desse total, figuram entre os setores mais representativos no bolo total da receita, a indústria de embalagens plásticas, que responde por R$ 12,3 bilhões, papelão ondulado, papel e papel cartão, R$ 9,3 bilhões, e metálicas, com R$ 5,8 bilhões.

 

As exportações diretas de embalagens registraram faturamento de US$ 159.599 mil no primeiro semestre desse ano, uma queda de 42,99% em relação ao mesmo período de 2008, quando o setor atingiu US$ 279.945 mil. A indústria de embalagens plásticas movimentou US$ 66.495 mil, metálicas, US$ 40.234 mil e papel e papelão, US$ 30.493 mil. Já as importações de embalagens, pela primeira vez, superaram as exportações, com US$ 203.848 mil no primeiro semestre de 2009 ante US$ 211.378 mil no mesmo período do ano passado. “Essa inversão na balança comercial não afetou somente o setor de embalagem, mas a indústria em geral. Mas, trata-se de uma situação transitória”, afirma Quadros.

 

O desempenho da indústria usuária de embalagem também sofreu os reflexos da crise econômica, com raras exceções, como é o caso da indústria de bebidas, com crescimento de 5,24% no primeiro semestre deste ano, a indústria farmacêutica, com 10,33%, e a indústria de perfumaria, cosméticos, exclusive sabonetes, com 1,32%. Os setores de alimentos, fumo, vestuário e acessórios, calçados e artigos de couro, e sabões, sabonetes, detergentes e produtos de limpeza amargaram um desempenho negativo.

 

Quadros também apresentou os resultados dos dados coletados em uma pesquisa qualitativa feita pela FGV, no período de 5 e 31 de julho de 2009, com 106 empresas de embalagens, que juntas movimentam R$ 16,7 bilhões em vendas e empregam 49 mil profissionais. Apesar da demanda de embalagem ainda ser considerada fraca pela maioria dos entrevistados, há uma retomada que começou a ser desenhada em abril e julho deste ano.

A dificuldade de obtenção de crédito também está deixando de ser uma restrição. Em julho de 2009, apenas 15% dos respondentes acreditavam que as condições eram mais difíceis. “Esse cenário melhora a capacidade de produção das indústrias de embalagem. Em julho deste ano, a utilização da capacidade era de 82,9%, uma diferença de 5% em relação ao mesmo período do ano passado”, afirma o economista.

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ballA Ball Packaging Europe, uma das maiores fabricantes de latas de alumínio para bebidas na Europa e a Tonejet, fabricante britânica de impressoras digitais eletrostáticas drop-on-demand, acabam de assinar um acordo estratégico de tecnologia. A Tonejet vai fornecer as impressoras e conceder autorização de impressão de vários produtos em embalagens da Ball. “Esse contrato é um marco em um dos mais importantes projetos inovadores de impressão digital de latas de bebidas”, explica Gerrit Heske, presidente da Ball Packaging Europe.

O contrato também prevê a prestação de serviço global e de manutenção que garante o acesso ao suporte técnico da Tonejet nas próximas aplicações de impressão em embalagem pelo mundo. Um protótipo da máquina de impressão digital foi instalado em uma planta industrial de latas de bebidas em Hablock, na Alemanha.

Utilizando a tecnologia de impressão digital desenvolvida pela Ball Packaging Europe em colaboração com a Tonejet é possível produzir cada lata de bebida com um design individual. Isso significa que a tecnologia abre completamente um novo mercado em potencial, em particular, o promocional e o uso de embalagens de bebidas em grandes eventos. “Eu me envolvi pessoalmente no projeto de desenvolvimento da tecnologia com a Tonejet. Por isso, sei do potencial que essa inovação oferece aos donos de marca. A impressão digital abre novas oportunidades para nós e nossos clientes”, diz Heske.

Ray Southam, CEO da Tonejet, diz: “Esse acordo exemplifica o que as companhias precisam para permitir uma cooperação mais próxima do fornecedor de tecnologia durante o desenvolvimento de novos processos. Acredito que esse é o caminho mais fácil para garantir maiores avanços e que sejam lucrativos”.

 

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A Ball Corporation anunciou a assinatura de um acordo com a Anheuser-Busch InBev (AB InBev) para aquisição de quatro plantas industriais, que produzem latas para bebidas, nos Estados Unidos, no valor de US$ 577 milhões.

No primeiro ano de operação, a empresa espera que as plantas fabris gerem rendimento e Ebitda de aproximadamente US$ 680 milhões e US$ 94 milhões, respectivamente. As fábricas produzem anualmente perto de 10 bilhões de latas de alumínio e 10 bilhões de tampas easy-open. Mais de dois terços das latas são destinadas para indústrias fabricantes de refrigerantes e o restante da produção para a AB InBev.

A transação deve ser concluída até o final do ano ou no começo do primeiro trimestre de 2010. “Essa aquisição está alinhada à nossa estratégia de crescimento dos negócios de latas de bebidas no mundo”, diz R. David Hoover, presidente e chefe-executivo da Ball Corporation.

A Goldman, Sachs & Co e a J.P. Morgan Securities Inc. são conselheiros financeiros interinos nessa transação da Ball. Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom LLP e Axinn, Veltrop & Harkrider LLP são conselheiros jurídicos interinos.

A Ball Corporation emprega mais de 14 mil pessoas em todo o mundo e as vendas em 2008 foram de aproximadamente US$ 7,6 bilhões.

 

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

THAIS MARTINS

Formada em Jornalismo e pós-graduada em Comunicação Empresarial, Thais Martins desenvolve há mais de 15 anos estratégias de comunicação para grandes marcas por meio de diversas ferramentas, como assessoria de imprensa, mídias sociais, ações de relacionamento, eventos etc. Com 10 anos de experiência no lado editorial, também atua como editora-chefe em veículos de diferentes áreas, como saúde, moda, beleza, aço, alumínio e, agora, no setor de embalagens.

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