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Ontem, no Novotel, em São Paulo, a Ibema Cia. Brasileira de Papel, realizou o 4º Seminário Técnico, com o tema Tendências e Inovações para Embalagens em Papelcartão, ministrado pela diretora da consultoria em embalagens Futurepack, Assunta Napolitano Camilo. Segundo Túlio César Reis Gomes, diretor comercial da Ibema, esse é o quarto ano que a empresa realiza o evento. Mas essa edição traz um foco mais mercadológico, diferente das outras ocasiões, quando a abordagem era mais técnica.

 

O objetivo do seminário, segundo Assunta, é despertar insights, ou seja, como os profissionais do setor de embalagem de papelcartão e da indústria de bens de consumo podem fazer melhor os seus produtos. “O evento é um convite à ousadia”, afirma a diretora.

 

Um dos mercados mais promissores para a indústria de papelcartão é o de calçados que é responsável pelo consumo médio de 103 mil toneladas do material, o equivalente a US$ 215 milhões. “Mesmo depois da entrada da China no mercado brasileiro, o setor brasileiro de calçados ainda representa uma grande oportunidade de negócio”, sentencia Assunta.

 

Depois dele, o segundo mercado é o de detergente em pó, que consome em média 65 mil toneladas de papelcartão, respondendo por US$ 83 milhões. Seguido do mercado de alimentos congelados que consome em média 40 mil toneladas de papelcartão, o equivalente a US$ 80 milhões.  

 

Mudanças e tendências

É preciso observar o que está acontecendo à sua volta e o que os consumidores estão procurando para identificar as tendências. Hoje há vários aspectos que ditam essa transformação. Entre eles estão: a mudança da estrutura familiar; o marido e a esposa trabalham; maior quantidade de solteiros; maior expectativa de vida; maior poder de decisão das crianças; mais horas no trabalho; muitos têm jornada dupla, portanto, menor disponibilidade para as atividades domésticas. “A menor disponibilidade das pessoas é uma grande oportunidade de criar novos produtos e embalagens”, exemplifica. “Por que não desenvolver um produto que permita lavar a roupa sem necessidade de passar?”.

 

Existem 18 tendências, mas 5 impactam diretamente na indústria de embalagem. São elas: conveniência, saúde, segurança, estilo de vida e sustentabilidade. “Para atender a demanda de conveniência, por exemplo, o setor de alimentos investe em  porções cada vez menores, maior número de versões de produtos, portabilidade, praticidade e facilidade de descartar”, diz Assunta. Um bom exemplo disso é a marca Renata que desenvolveu um produto que entrega conveniência em sua totalidade. Ela usou a embalagem de papelcartão para embalar a massa, o molho de tomate e o queijo ralado.

 

A nova embalagem do medicamento Viagra, da Pfizer, é uma solução que veio atender ao requisito de segurança e saúde dos consumidores. “O medicamento é um dos mais falsificados no Brasil. Para combater essa fraude, a empresa investiu em uma embalagem de papelcartão metalizada, com selo holográfico”, afirma.

 

Estilo de vida. Cada um tem o seu. Por isso, hoje, homens, mulheres e crianças são entendidos como consumidores diferentes. Para cada um deles, há uma embalagem. “E cada vez mais isso é mais importante”, salienta Assunta. “Os consumidores não querem apenas uma embalagem bonita. Eles querem indulgência”.

 

Não é moda. Sustentabilidade ambiental, social e econômica é obrigação. “Esse trabalho envolve muito mais do que o uso de material reciclado”, afirma a diretora. A marca Taeq, do grupo Pão de Açúcar, está mostrando a que veio. Ela utiliza embalagem reciclada, com informações em braile, além de trazer mensagens que ensinam o consumidor a separar os materiais de forma correta.

 

Oportunidades para o papelcartão

Para profetizar o futuro do setor de embalagem, Assunta emprestou a frase de Philip Klotter, que apesar de dita há 55 anos, ainda vale para o século 21: “a sobrevivência das empresas reside na sua capacidade de inovação e diferenciação por meio das novas marcas, conceitos e embalagens”. “A criatividade gera a ideia.  A inovação gera um produto novo. E o empreendedor é quem faz desse produto um negócio. Como a inovação expande mercado? É preciso explorar o emprego de barreiras/selagem, segurança/refechamento, cores, touch/aromas, meio ambiente, design/apresentação, combinação de materiais”, destaca a diretora.

 

Para ela, as embalagens de papelcartão podem diferenciar o produto, definir a categoria e posicionar o produto. “As embalagens de papelcartão são democráticas, populares, competitivas em grande escala, e permitem vários processos de impressão”, diz.  “Elas podem atender as principais tendências, explorar a questão da sustentabilidade. E as empresas do setor devem investir mais em inovação e, assim, participar do crescimento de vários mercados/categorias”.

 

 

    

  

  

 

 

 

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A MDK Feiras Internacionais, que representa a Koelnmesse no Brasil, reuniu hoje, no Hotel Intercontinental, em São Paulo, a imprensa especializada e os empresários do setor de alimentos para apresentar a 30ª edição da Anuga 2009 – Feira Internacional de Alimentos e de Bebidas – que será realizada de 10 a 14 de outubro, em Colônia, na Alemanha. O evento se diferencia pelo conceito de 10 feiras especializadas sob um só teto – Anuga Alimentos Finos, Anuga Carnes, Anuga Alimentos Congelados, Anuga Laticínios, Anuga Panificação & Confeitaria e Bebidas Quentes, Anuga Bebidas, Anuga Técnica de Catering, Anuga Técnica de Varejo, Anuga Orgânica.

 

Nesta edição, a feira vai reunir novamente 6 mil expositores de aproximadamente 100 países em uma área de 300 mil m2. Para se ter uma dimensão da imponência da Anuga, essa área equivale a 40 campos de futebol. Lauri Müller, diretor da MDK Feiras Internacionais, afirmou que a importância da Anuga também pode ser traduzida na grande participação brasileira – a maior em feiras no exterior. “Apesar das dificuldades econômicas, a expectativa é de crescimento. As inscrições brasileiras já estão quase se igualando ao número de 2007, quando o evento atraiu 151 expositores”, diz.  A participação brasileira na Anuga só vem se expandindo. Em 2001, os brasileiros eram 78 expositores. Mas o número de visitantes brasileiros também vem crescendo numa curva ascendente, saltando de 435, em 2001, para 986, em 2007.  

 

Peter Grothues, diretor da Koelmesse, afirma que os sinais são positivos nos preparativos da Anuga. “85% da área de exposição da feira já está comercializada. Nós trabalhamos com a premissa de 100% de ocupação”, informa. “O Brasil, seguido da Argentina e do México serão as representações mais fortes da América Latina na Anuga”. Também expositores da América do Norte e do Oriente participarão em grande número da feira.  “O fato de que feiras ligam pessoas a mercados mostra-se especialmente em épocas, nas quais os recursos e orçamentos de viagens ficam mais apertados. No âmbito de uma compra com parada única, a Anuga é capaz de concentrar e transmitir claramente informações e contatos. E mais ainda, ela consegue gerar negócios e assegurá-los para o futuro”.   

 

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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