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O consumo de produtos de limpeza cresceu durante a crise econômica. Além do saldo positivo, 2009 foi marcado pelo lançamento do Programa Movimento Limpeza Consciente, uma iniciativa frente aos desafios do desenvolvimento sustentável do setor nos aspectos: ambiental, econômico, social e cultural.

O setor de produtos de limpeza tem motivos para comemorar o encerramento de 2009 e a chegada de 2010. As indústrias de produtos de limpeza tiveram efeitos positivos durante a crise econômica, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza (Abipla), que lançou em 2009 o Programa Movimento Limpeza Consciente, voltado ao desenvolvimento sustentável.

Até o final deste ano, o setor movimentará mais de R$ 12 bilhões, o que significa um crescimento no faturamento entre 6,5% a 7,0% em comparação com o ano passado (2008). Já em volume de vendas, o crescimento será mais de 8%. Mais uma vez, o saldo do ano é positivo com crescimento em faturamento e volume de vendas acima do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Este crescimento demonstra a essencialidade dos produtos de limpeza na cesta de compras do brasileiro tanto do ponto de vista de saúde pública quanto do bem-estar da população. Aliás, durante o período de crise econômica, as pessoas ficaram mais tempo em casa por conta da diminuição das atividades de lazer e, por isso, mais atentas à limpeza da casa.

Outro fator que contribuiu com a preocupação com a limpeza em 2009 foi a percepção do consumidor diante da relação do uso de produtos de limpeza com a prevenção de doenças, a exemplo da disseminação do vírus A (H1N1).

“O setor tem grande potencial de crescimento, haja vista os resultados que apresentamos num ano de crise, como 2009, o que demonstra que os produtos de limpeza são itens essenciais de higiene com relevância para a saúde pública e presença importante no dia a dia do consumidor”, comenta Maria Eugenia Proença Saldanha, diretora executiva da Abipla.

Balança Comercial: Produtos de Limpeza
A balança comercial do setor deve fechar o ano com déficit menor do que no ano passado. O saldo entre a diferença de exportações e importações deve cair dos US$ 199,2 milhões, registrados em 2008, para US$ 149,8 milhões.

Com dados estimados para os meses de novembro e dezembro, as exportações devem voltar aos patamares de 2007 com cerca de U$ 270,2 milhões em 2009. No entanto, este valor foi 12,6% menor do que o ano passado, tendo em vista os reflexos da crise financeira internacional. Já as importações tiveram uma redução de 17,5% quando comparado ao ano passado.

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Café da manhã e mantra

Icone Consumo | Por Tatiana em 29 de abril de 2009

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Inovação e oportunidade foram as palavras que mais ouvi na manhã de hoje durante o café da manhã da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), no Sofitel, em São Paulo. Lá, empresários, consultores e especialistas do setor conversaram sobre a atual situação do segmento e as perspectivas para os próximos meses, assim como o  fazem mensalmente.

No entanto, coube a Maria Eugênia Saldanha, diretora executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla), discursar sobre o mercado de higiene doméstica. Coincidentemente, a revista Pack de abril (edição 140) trata do tema.

A diretora chamou a atenção para as inovações do segmento de limpeza doméstica que muitas vezes não saem das empresas por recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um exemplo usado por Maria Eugênia: ceras com inseticida seriam bem aceitas pelos consumidores. Porém, é preciso lembrar que crianças pequenas estão constantemente brincando no chão, correndo risco de contaminação. Quem apostava no produto abortou o lançamento.

Para a diretora da Abipla, “há muita inovação no segmento de limpeza, mas a Anvisa adverte muitas delas por questões técnicas ou metrológicas”.

Oportunidade
Depois da palestra de Maria Eugênia, a discussão continuou nos corredores. Alicia Sanz Farias, gerente de embalagem de produtos de limpeza para a América Latina da Unilever, demonstrou satisfação em participar do evento. “Foi muito bom ouvir a Abipla sobre essa questão da inovação”.

Sergio Bianchini, gerente de marketing da Polo Films, me contou que a mudança de comportamento do consumidor diante da crise financeira, de certa forma, colaborou para os negócios da empresa. “Muitos mercados de varejo estão lançando produtos com marcas próprias e a demanda tem sido grande. Isso só aumenta nossa participação em diversos segmentos e o atendimento a diversos fabricantes de embalagens.”

Já Paulo Pereira, proprietário da ProDesign, comentou que muitas empresas o estão procurando para jobs, desde a criação de identidade visual, a embalagem e mock-up. “As empresas de pequeno e médio porte estão percebendo a necessidade de se trabalhar uma embalagem e tem nos procurado para projetos pontuais”, contou. “Mesmo as grandes estão abertas a terceirizar serviços de design de produtos e embalagens”.

Todos os que ouvi repetiram o que parece ter se tornado um mantra entre os empresários: “crise gera oportunidade”.

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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