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A pesquisa “O Consumo Popular e as Marcas” foi feita em 2008 e atestou que, à época, “das 64 marcas pesquisadas, apenas 3% estabeleceram relação duradoura e sustentável com o consumidor de baixa renda, ou seja, mais de 95% ainda estão buscando alternativas para conquistar a confiança desse novo consumidor.”

Marco Roza, diretor da Agência Consumidor Popular, revê o estudo feito pela Troiano Consultoria de Marca com o Ibope Inteligência. Ele compara o cenário de dois anos atrás com os dias de hoje. Confira abaixo:

A pesquisa “O Consumo Popular e as marcas”, que se apresenta como “Construindo confiança para gerar valor” e que surgiu da parceria entre o Ibope Inteligência e a Troiano teve como uma de suas principais conclusões que as marcas, quase na sua totalidade, ainda buscam alternativas para conquistar a confiança do novo consumidor.

Consulte os detalhes em (http://brandinsights.com.br/pagina/29) e verá que “das 64 marcas pesquisadas, apenas 3% estabeleceram relação duradoura e sustentável com o consumidor de baixa renda, ou seja, mais de 95% ainda estão buscando alternativas para conquistar a confiança desse novo consumidor.”

O estudo foi uma iniciativa do Grupo Meio & Mensagem e teve os resultados apresentados no evento MaxiMídia 2008. A análise contou com um amplo trabalho de campo, com 3.003 entrevistas e 20 vivências etnográficas.

Pois bem. As informações estão lá, claras, desde as primeiras conclusões da pesquisa, que focou 4 mercados específicos: Cerveja, Fast Food, Financeiro e Telecom. E analisa a relação dos consumidores com o produto, a distribuição, o preço, o atendimento, a comunicação e a marca.

Diante de um quadro tão drástico, os analistas da própria pesquisa criaram uma variável que chamam de “Espaço de Realização”, que deve ser interposta entre a realidade nua e crua que confirma o abandono de 95% das marcas e uma suposta expectativa de realização futura que seria complementada por este tal “Espaço de Realização” dos consumidores.
Lorota, do tipo, conte outra.

O que acontece se tivermos a ousadia de nos prendermos aos fatos que a pesquisa extrai é que 95% das marcas perderam o fio da meada e não sabem, ainda, se comunicar com estes novos consumidores, que consumirão, em 2010, cerca de 750 bilhões de reais.

São pessoas acostumadas com a vida dura há muitos anos. E que além da dificuldade de ganhar seu dinheirinho tiveram ainda que enfrentar o abandono, o tratamento frio, indiferente e até mesmo preconceituoso nas escolas, nos hospitais, na sociedade e, agora, nas lojas e nos shoppings.

Mas são homens e mulheres, jovens e idosos, famílias inteiras que emergem dos cortiços, favelas, bairros periféricos e que chegam agora com seus reais estáveis e que precisam ser levados a sério se alguns setores do mercado têm a intenção de aproveitar a nova onda e expandir seus negócios.

Mas como chegar até seus corações, mentes e, principalmente, bolsos? Propaganda em massa funciona, mas qual é a parte do investimento que retorna? Talvez apenas os 4% constatados pela pesquisa Ibope Inteligência/Troiano.

Mais do que propaganda unilateral, conceitual e elitista esse povão consumidor quer interação, quer ser mobilizado. Pois depois de ter sido abandonado à própria sorte por tanto tempo não entende mais o que lhes propõe os anúncios que vê na televisão ou ouve nas rádios. O abandono que impõem às marcas não é, portanto, intencional. Nem se prende a uma suposto e fantasioso “Espaço de Realização”. Simplesmente não entendem e muito menos se emocionam as mensagens que lhes chegam.

Porque suas referências são apoiadas em vivências sociais nos bairros distantes e nas comunidades que os remetem aos Estados de origem e nas atividades culturais e religiosas. Foram nestes ambientes que eles e elas se reproduziram social, cultural e economicamente ao longo de décadas.

E hoje têm enormes dificuldades em entender mensagens unilaterais propostas por marcas e fabricantes que nunca interagiram com suas vivências sociais, sustentadas, sempre, pela família, igreja, vizinhança, time da várzea, longas viagens de trem, metrô e de ônibus, escola dos filhos, aniversários em família etc.

Se quisermos aproveitar as novas oportunidades e ocupar nestes corações, mentes e bolsos o lugar que poderia ser reservado em confiança de 95% das marcas, é a hora de buscar novas maneiras de mobilizar este povão, através de interação constante a partir dos seus locais de vivências sociais para ampliar as chances de participar desta tendência que é absoluta.

E mobilizá-los requer perceber, em profundidade, o que os emociona. Pois a emoção é a linguagem universal que transcende origens sociais, culturais e econômicas.

Porque são consumidores que chegam para ficar. E que vão respeitar quem os entende, a ponto de emocioná-los. E além disso, estamos falando de um consumo anual de R$ 750 bilhões.

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Design do produto: muito além da estética
Mudanças na embalagem podem reposicionar sua marca, ajudá-la a ganhar credibilidade e até aumentar as vendas
A frase “O design é a única coisa que diferencia um produto do outro no mercado”, do designer Norio Ohga, é uma das máximas do segmento e pode ilustrar a importância do design de embalagens. Apesar de cada vez mais valorizado por empresas nacionais, o segmento ainda não ganha o mesmo destaque que possui no exterior, principalmente em países como a Dinamarca e a China, líderes em inovação e valorização.
A associação mais comum, quando se fala nesse tipo de design, é apenas à estética, fator fundamental, mas não o único quando o assunto é o planejamento de uma embalagem.
O desenvolvimento de uma embalagem tem objetivo comercial, isso vem justamente da junção de um design inovador e atraente, que, ao mesmo tempo, congregue a imagem com a usabilidade do produto, identidade visual da marca, busca de soluções seguras e práticas para fatores externos – como conservação do conteúdo e facilidade no manejo do objeto-, busca de reposicionamento no setor, entre outros, dependendo do caso.
Ou seja, pensar uma embalagem é ir muito além de fatores estéticos. Quando se trata de reformular algo já disponível ao público, o cuidado no processo deve ser ainda maior.
O sócio da Chelles & Hayashi, premiada empresa de Design, Gustavo Chelles, esclarece o Design de embalagens e sua importância para fins comerciais:
Quais os principais critérios na hora de começar a esboçar uma embalagem?
O modo correto de começar projetar embalagens é visualizar a sua cadeia – fabricação, envase, transporte, uso e descarte -, tendo o usuário como ponto focal.  Com isso em mente, é possível dar pesos corretos a questões estéticas, de uso racional de material e de processos.  Além de veículo para um produto, as embalagens também são suportes de comunicação, informando, atraindo e exprimindo conceitos para o público-alvo.  Por isso é muito importante conhecer bem as pessoas para quem serão projetados os produtos, a concorrência e o ecossistema do ponto-de-venda.
O que avaliar ao cogitar alterar uma embalagem já no mercado?
Em primeiro lugar, devemos estar atentos ao nível de reconhecimento do produto a partir da identidade visual da embalagem – ela pode ser considerada como uma marca, e é identificada pelas pessoas como tal.  Basta ver o exemplo da garrafa de Coca-cola e da embalagem de Maizena, ícones de identificação que não podem sofrer mudanças radicais, sob pena da perda do reconhecimento por parte do consumidor no ponto-de-venda.  Os movimentos da concorrência devem ser avaliados, pois o design tem foco em diferenciação e inovação – não é ético confundir o consumidor, ao imitar o líder e induzir o comprador ao erro. Vale olhar para a cadeia logística da embalagem, detectando oportunidades de ganhos, através da racionalização de manufatura, armazenamento e transporte. Bastante importante também é a análise de impacto ambiental, identificando quais as oportunidades de reduzí-lo, como usar menos matéria-prima ou mesmo trocá-la para uma mais amigável.
A embalagem pode, e deve, agregar valor ao produto?
É claro, a embalagem tem uma importante função psicológica relacionada com a percepção de qualidade, tecnologia e confiabilidade do artigo que ela carrega.  Além disso, ela pode prover outras funções que não a proteção primária ao produto.  Ela pode se transformar em um brinquedo, objeto utilitário ou mesmo se tornar parte integrante da função do produto. Por exemplo, uma embalagem de um vaso feita de papel com sementes impregnadas na massa ou o envoltório de bujão de gás que tenha alça para a pessoa carregar o mesmo.
O Design pode ser parte de um trabalho para alavancar as vendas de um produto ou reposicionar uma marca?
O Design tem um forte impacto nas vendas, ainda mais em mercados onde os produtos são commodities ou os concorrentes têm preços parecidos.  O bom design faz os atributos do produto ressaltarem, e também amplifica a percepção do consumidor.  Pesquisas mostram que para muitos tipos de produto a decisão de compra se dá no ponto-de-venda, deixando de lado o fabricante, levando em conta preço e depois o melhor design.  O reposicionamento de uma marca passa também pelo design de embalagem, que tem como função comunicar eficientemente as novas estratégias, selecionando o consumidor alvo e estabelecendo uma relação com ele.  Como exemplo, a Schincariol, que desenvolveu todo um trabalho do qual as embalagens tomaram parte, a fim de reposicionar sua marca para reduzir sua rejeição em todo território nacional e justificar a experimentação.
A preocupação com o design de embalagens deve atingir quais empresas?
O design de embalagens não cuida apenas de estética, mas também de racionalidade, economia, adequação, qualidade, performance e sustentabilidade.  Sendo assim, mesmo empresas que não exponham produtos no varejo, ou empresas com atuação B2B ou que manufaturem bens industriais, devem se preocupar com o design de embalagem.  Fazendo isso, elas estarão incrementando o relacionamento com seus clientes, pois estes passarão a perceber mais claramente os atributos de excelência de seus produtos, o discurso fica mais fácil.  Quem vai em uma entrevista de emprego mal vestido?  E o que dizer dos produtos que fazem a empresa se sustentar e crescer, também não merecem um belo terno ou tailleur? A embalagem pode transformar a experiência de compra de um produto, encantando quem recebe.  Vale lembrar o exemplo da Natura, cujas embalagens ampliam a percepção sensorial dos produtos e comunicam claramente a mensagem de sustentabilidade da empresa.
Sobre a Chelles & Hayashi Design
A Chelles & Hayashi Design foi fundada em junho de 1994. De lá para cá, consolidou-se como uma empresa criativa e inovadora, sendo premiada diversas vezes pelo desenvolvimento de produtos inovadores, como a lavadora PopTank da Mueller Eletrodomésticos, o Tanque Tigre, a linha de Porta-Filtros da Melitta, as lavadoras SuperPop e Belíssima, da Mueller. Acesse: www.design.ind.br

“O design é a única coisa que diferencia um produto do outro no mercado”, afirmou certa vez o designer Norio Ohga. A máxima pode ilustrar a importância do design de embalagens. Apesar de cada vez mais valorizado por empresas nacionais, o segmento ainda não ganha o mesmo destaque que possui no exterior, principalmente em países como a Dinamarca e a China, líderes em inovação e valorização. A associação mais comum, quando se fala nesse tipo de design, é apenas à estética, fator fundamental, mas não o único quando o assunto é o planejamento de uma embalagem.

O desenvolvimento de uma embalagem tem objetivo comercial. Ou seja, pensar uma embalagem é ir muito além de fatores estéticos. Quando se trata de reformular algo já disponível ao público, o cuidado no processo deve ser ainda maior. O sócio da Chelles & Hayashi, premiada empresa de Design, Gustavo Chelles, esclarece o design de embalagens e sua importância para fins comerciais.

Quais os principais critérios na hora de começar a esboçar uma embalagem?

O modo correto de começar projetar embalagens é visualizar a sua cadeia – fabricação, envase, transporte, uso e descarte -, tendo o usuário como ponto focal.  Com isso em mente, é possível dar pesos corretos a questões estéticas, de uso racional de material e de processos.  Além de veículo para um produto, as embalagens também são suportes de comunicação, informando, atraindo e exprimindo conceitos para o público-alvo.  Por isso é muito importante conhecer bem as pessoas para quem serão projetados os produtos, a concorrência e o ecossistema do ponto-de-venda.

O que avaliar ao cogitar alterar uma embalagem já no mercado?

Em primeiro lugar, devemos estar atentos ao nível de reconhecimento do produto a partir da identidade visual da embalagem – ela pode ser considerada como uma marca, e é identificada pelas pessoas como tal.  Basta ver o exemplo da garrafa de Coca-cola e da embalagem de Maizena, ícones de identificação que não podem sofrer mudanças radicais, sob pena da perda do reconhecimento por parte do consumidor no ponto-de-venda.  Os movimentos da concorrência devem ser avaliados, pois o design tem foco em diferenciação e inovação – não é ético confundir o consumidor, ao imitar o líder e induzir o comprador ao erro. Vale olhar para a cadeia logística da embalagem, detectando oportunidades de ganhos, através da racionalização de manufatura, armazenamento e transporte. Bastante importante também é a análise de impacto ambiental, identificando quais as oportunidades de reduzí-lo, como usar menos matéria-prima ou mesmo trocá-la para uma mais amigável.

A embalagem pode, e deve, agregar valor ao produto?

É claro, a embalagem tem uma importante função psicológica relacionada com a percepção de qualidade, tecnologia e confiabilidade do artigo que ela carrega.  Além disso, ela pode prover outras funções que não a proteção primária ao produto.  Ela pode se transformar em um brinquedo, objeto utilitário ou mesmo se tornar parte integrante da função do produto. Por exemplo, uma embalagem de um vaso feita de papel com sementes impregnadas na massa ou o envoltório de bujão de gás que tenha alça para a pessoa carregar o mesmo.

O Design pode ser parte de um trabalho para alavancar as vendas de um produto ou reposicionar uma marca?

O Design tem um forte impacto nas vendas, ainda mais em mercados onde os produtos são commodities ou os concorrentes têm preços parecidos.  O bom design faz os atributos do produto ressaltarem, e também amplifica a percepção do consumidor.  Pesquisas mostram que para muitos tipos de produto a decisão de compra se dá no ponto-de-venda, deixando de lado o fabricante, levando em conta preço e depois o melhor design.  O reposicionamento de uma marca passa também pelo design de embalagem, que tem como função comunicar eficientemente as novas estratégias, selecionando o consumidor alvo e estabelecendo uma relação com ele.  Como exemplo, a Schincariol, que desenvolveu todo um trabalho do qual as embalagens tomaram parte, a fim de reposicionar sua marca para reduzir sua rejeição em todo território nacional e justificar a experimentação.

A preocupação com o design de embalagens deve atingir quais empresas?

O design de embalagens não cuida apenas de estética, mas também de racionalidade, economia, adequação, qualidade, performance e sustentabilidade.  Sendo assim, mesmo empresas que não exponham produtos no varejo, ou empresas com atuação B2B ou que manufaturem bens industriais, devem se preocupar com o design de embalagem.  Fazendo isso, elas estarão incrementando o relacionamento com seus clientes, pois estes passarão a perceber mais claramente os atributos de excelência de seus produtos, o discurso fica mais fácil.  Quem vai em uma entrevista de emprego mal vestido?  E o que dizer dos produtos que fazem a empresa se sustentar e crescer, também não merecem um belo terno ou tailleur? A embalagem pode transformar a experiência de compra de um produto, encantando quem recebe.  Vale lembrar o exemplo da Natura, cujas embalagens ampliam a percepção sensorial dos produtos e comunicam claramente a mensagem de sustentabilidade da empresa.

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merheg_cachum_abiplast_160209Em artigo divulgado nesta semana pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e pelo Sindicato da Indústria do Plástico (Sindiplast), o presidente destas entidades, Merheg Cachum, questiona a influência que a Petrobrás pode na cadeia produtiva do plástico.

Em texto bem argumentado, Cachum comenta que  “paralelamente ao pré-sal, há sempre o risco de a Petrobrás tentar ampliar seu controle, além da produção, também no âmbito da indústria petroquímica, buscando meios de deter verticalmente o controle da produção e processamento de matérias-primas essenciais. Tais possibilidades, traduzidas para o bom português da política brasileira, significam interferência do governo nos preços de resinas termoplásticas.”

O presidente acredita ainda que a Petrobrás teria imenso poder sobre a cadeia produtiva dos plásticos, pois, a estatal já controla a venda de gás natural, nafta e propeno, insumos para a produção de resinas termoplásticas.

Leia o artigo de Merheg Cachum na íntegra!

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Cabeças pensantes do design

Icone Design, Fispal 2009, Opinião | Por Tatiana em 18 de junho de 2009

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Equipe do comitê de design da Abre (Foto: Kleber Pinto)

Equipe do comitê de design da Abre (Foto: Kleber Pinto)

Logo no primeiro corredor da Fispal Tecnologia, na rua “A”, um estande reúne 14 agências e muitas mentes criativas: são os designers do Comitê de Design da Abre, que pela primeira vez participa da feira com um espaço próprio. Maurício Speranzini, coordenador do comitê, e sua turma receberam o blog para um bate-papo descontraído, assim como a foto que você vê ao lado.
“O Comitê reuniu aqui 14 agências que trouxeram cases de embalagens que agregam valor ao produto e trazem conceitos de marca e desenvolvimento. Nossa intenção é mostrar nosso trabalho aos convertedores e nos aproximar de quem realmente está nessa indústria”, explica Speranzini logo de cara.

“Para nós é importante mostrar para o cliente o que estamos fazendo nesse momento. Participar da feira talvez não gere negócio para os designers, mas certamente mostra para o mercado nosso trabalho e nossa importância no processo”, completa Tidy Oruê, diretor da SPO Design. “Aproveitamos o público que está buscando tecnologia em maquinário e o convidamos a conhecer um pouco do design que produzimos”.

Além de exibir sua criatividade, essa turma aproveita a oportunidade para se aproximar de outras peças-chaves da indústria da embalagem. “Estar próximo desta tecnologia é saber das novidades em maquinário e dos novos materiais. Assim podemos indicar o material e os equipamentos mais adequados aos clientes. Isso nos faz inovar e pensar o design de maneira customizada”, pontua
Paulo E. Pereira, diretor da ProDesign.

Pereira acredita que a exposição das agências em um espaço próprio ajuda aos outros trabalhadores da indústria a enxergarem tecnologias aplicadas de diferentes formas. “O fato de estarmos em 14 agências amplia ainda mais nosso trabalho porque quem nos visita se identifica com algumas criações aqui expostos. Ele vê a máquina, o material e como a tecnologia foi aplicada.”

Sempre atentos às novidades, os designers vão a campo e identificam tendências. Na Fispal Tecnologia não poderia ser diferente. Questionado sobre o que achou de interessante na feira, o trio não titubeou na resposta. “Rodei a feira e achei o estande da Tetra Pak maravilhoso. Tem tecnologia nova e a questão da reciclagem, que é uma tendência muito forte”, aponta Tidy Oruê. “Concordo com o Tidy. Realmente o processo de recuperação do acartonado pré-descartável é muito bacana. Eles têm um aparelho que faz a separação da laminação, do plástico, do alumínio e do papel para serem usados em outro produto. Achei muito bom porque uma das funções do designer é criar uma embalagem que atenda essa tecnologia e a viabilize”, emenda Speranzini.

“Também há a questão da rastreabilidade lançada pela Tetra. Achei interessante quando eles falaram que você consegue localizar onde foi fabricado o leite, por exemplo. Pelo código de barras você sabe qual foi a fazenda que te forneceu o leite, qual a numeração de fábrica e todas as informações relevantes do produto. Quer dizer, é uma segurança maior para o consumidor”, exemplifica o diretor da ProDesign.

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Trio: Tidy Oruê, Maurício Speranzini e Paulo Pereira (Foto: Kleber Pinto)

O coordenador do Comitê de Design da Abre aponta ainda as soluções em automação para envasadoras voltadas para as micro e pequenas empresas, “assim como as tecnologias fabricadas para a maioria das empresas nacionais de pequeno porte.”

Como lição de casa da Fispal, Speranzini, Oruê e Pereira levam muito mais que tecnologia. “Levamos da Fispal a integração do designer com a indústria da embalagem. Quanto mais os trabalhadores desse setor estiverem convergindo, mais novidades e trabalhos bons virão, com qualidade, redução de custos e alta funcionalidade”, argumenta Maurício Speranzini.

“Acho que o mais importante dessa integração entre designer e indústria é o resultado final: uma embalagem bem desenhada, sem problemas de acabamento e bem resolvida”, diz Paulo E. Pereira.

E a lição não fica apenas para os gestores. Pereira conta que “as equipes que trabalham conosco vêm para a feira como convidadas e visitam os estandes das empresas para conhecer todo o processo.”

“Temos sempre que renovar nosso conhecimento para criar mais, e melhor”, finaliza Tidy Oruê.

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Estande da Tetra Pak (Foto: Kleber Pinto)

Estande da Tetra Pak (Foto: Kleber Pinto)

A Fispal Tecnologia 2009 abriu suas portas nesta terça-feira com a expectativa de receber mais de 60 mil pessoas até a próxima sexta-feira, 19, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Estandes gigantes como o da Tetra Pak e muitas novidades demonstram a importância do evento no calendário de feiras. O Blog da Pack percorreu os corredores do local e conversou com alguns expositores para saber suas impressões sobre o primeiro dia.

A Festo participa de muitas feiras ao longo do ano e por seu know-how neste tipo de evento pode falar com propriedade sobre a Fispal. “O setor de alimentação está sempre em alta e isso faz com que a Fispal seja um evento muito importante no ano. É nela que sentimos como está este segmento da indústria”, pontua Waldomiro Modena Filho, presidente da Festo do Brasil, líder em automação no País.

Por conta da grandiosidade do evento, a empresa montou um estande maior no centro do pavilhão, onde exibe sua variedade de soluções em automação. Modena Filho conta que prefere visitar o primeiro dia da feira para encontrar parceiros e conversar com outros executivos. “Hoje mesmo já encontrei muitos amigos que estão animados com esta Fiscal e sabem que negócios serão fechados depois dessa feira”.

Waldomiro Modena Filho, presidente da Festo (Foto: Kleber Pinto)

Waldomiro Modena Filho, presidente da Festo (Foto: Kleber Pinto)

Há três anos consecutivos participando do evento, a fabricante de colas industriais Amazonas acredita que a Fispal abre portas. “Crescemos com a Fiscal. Percebemos que o público está mais qualificado a cada ano. Neste primeiro dia já recebemos clientes e possíveis parceiros”, contabiliza Leandro Araújo, supervisor de marketing da Amazonas.

Há quem não compartilhe da mesma opinião de Modena e Araújo. Para Wilson Salazar Navas, diretor da Salazar, o primeiro dia da Fispal Tecnologia 2009 foi fraco. “Poucos visitantes estiveram no estande. “Mas a expectativa é que nos próximos dias nós consigamos fazer de 150 a 250 contatos”, diz.

Tatiana Augusto, coordenadora de marketing da Sunnyvale, compartilha da mesma opinião. “Hoje o movimento foi tranquilo, mas a empresa recebeu bastante clientes de todo o Brasil. Esperamos que a visitação aumente nos próximos dias”.

Uma coisa é certa: o otimismo impera entre os expositores. Com mais três dias pela frente, a Fispal Tecnologia 2009 deve gerar cerca de R$ 4 bilhões em negócios nos próximos 12 meses. A conferir.

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ABRE presta homenagem a Elio Cepollina

Icone Opinião | Por Tatiana em 27 de maio de 2009

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O administrador Elio Cepollina, da Companhia Metalúrgica Prada, foi o grande homenageado desta quarta-feira, 27, no Café da Manhã mensal da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE).

Aos 87 anos, o empresário é exemplo e referência na indústria em determinação e gerenciamento de pessoas. Ele está na Prada há 70 anos.

Visivelmente emocionado, Cepollina comentou com os presentes: “Não podia imaginar que fosse chegar tão longe. Nem podia pensar que o Brasil fosse chegar tão longe”.

Sobre sua longevidade, Elio Cepollina entregou: “O sucesso de uma firma ou de uma pessoa está na qualidade. E você tem que crescer e ter qualidade no seu comportamento, qualidade no seu atendimento e no seu produto. Se você conseguir fazer isso, você fica satisfeito consigo mesmo. É, de fato, o dever cumprido”.

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Post #100

Icone Opinião | Por Tatiana em 20 de abril de 2009

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Post número 100Há quatro meses no ar, o Blog da Pack recebeu seu centésimo post nesta segunda-feira, 20 de abril (Informação também se embala).

O número reforça o comprometimento  que temos com este espaço e a seriedade das informações que aqui trocamos.

Ao longo desses meses, recebemos 110 comentários, sendo 63 aprovados. Como a internet é um território livre, algumas mensagens que distoam de nossa proposta infelizmente são recusadas.

Margaret Hayasaki e eu respondemos a todas as interações e as usamos como material de pesquisa.

Desde seu primeiro post, o blog já recebeu 6860 visitantes únicos e uma média de 250 acessos por dia.

Fica aqui nosso agradecimento aos internautas fiéis e navegantes curiosos.

Até a 102ª mensagem!

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Aposte na máquina verde

Icone Meio Ambiente, Opinião | Por Tatiana em 10 de março de 2009

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(Arte: Tami Arita/Editora Banas)

(Arte: Tami Arita/Editora Banas)

Reportagens sobre sustentabilidade e responsabilidade socioambiental não são novidade na revista Pack e nos produtos digitais da Editora Banas. O boletim BanasInforma traz toda semana um vídeo sobre o assunto.

 

Nossa intenção é, obviamente, levar informação relevante para toda a indústria e dividir o que aprendemos a cada dia: preservar o planeta em que vivemos sem perder o “bonde” do progresso.

 

Nesta segunda-feira, 9, tive a oportunidade de entrevistar Maristela Simões Miranda, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Associação Brasileira da Industria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Além de queixar-se da falta de cuidado do governo para com o setor – atitude típica de todo representante setorial -, Maristela recomendou que os mais de 70 filiados de sua câmara apostem em máquinas que economizam energia e reduzem a agressão ao meio ambiente.

 

Confesso que ouvir a instrução da presidente me deixo muito feliz porque isso me leva a crer que nossas apostas na Editora Banas não estão sozinhas, mesmo diante do cenário econômico instável do momento.

 

E você? Está preparado para apostar na máquina verde?

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destaque2009_blog_packEste ano a revista Pack está usando a mais dinâmica ferramenta para mapear o mercado de embalagem brasileiro: a web. A edição 2009 da pesquisa Pack Destaque de Preferência está na rede mundial de computadores para que o próprio mercado avalie as empresas e fornecedores mais qualificados do setor de maneira rápida e eficiente.

 

Lançada na semana passada, a pesquisa recebeu 134 respostas em apenas 48 horas no ar. Esse número vem crescendo desde então, demonstrando a importância e a seriedade com que o mercado enxerga essa análise feita anualmente.

 

A edição de dezembro de 2009 da revista Pack trará os dados da Pack Destaque de Preferência analisados pelo Club de Pesquisa Opinião & Mercado, de São Paulo.

 

Fica aqui o convite: bastam alguns cliques para que você colabore para a evolução do mercado de embalagem. É rápido, dinâmico e o ajudará a fechar bons negócios ainda em 2009.  Vote agora mesmo aqui!

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Por três mandatos, Maristela Simões Miranda esteve à frente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Associação Brasileira da Industria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Prestes a entregar a presidência – uma nova eleição acontece no próximo mês -, Maristela conversou com a reportagem da Pack online sobre o setor e seus desafios diante do cenário atual.

 

Questionada se pretende colocar-se à disposição de um quarto mandato, a presidente da Maqplas Indústria e Comércio de Máquinas LTDA. respondeu aos risos: “estou cansada. Gostaria de deixar a oportunidade para outros. A Maqplas precisa mais da minha atenção”. No entanto, Maristela garantiu que continuará envolvida com os interesses da associação. “Continuarei participando, com certeza.”

 

Confira  entrevista  com a presidente da CSMAIP nesta terça-feira, 10, no site da Pack!

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SOBRE O BLOG DA PACK

O Blog da Pack acompanha o mercado de embalagens no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades e curiosidades que envolvem toda a cadeia produtiva do setor. Este espaço é um subproduto da revista e do site Pack, editados pela redação da Editora Banas.

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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