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Por que a cerveja sem álcool é uma tendência? O PLA é um sério desafiante para o PET? O sol será o principal recurso de energia para a indústria de bebidas no futuro? E quais são os rótulos do futuro? Na drinktec 2009, feira internacional de bebida e tecnologia de alimentos líquidos, os visitantes não encontrarão somente tecnologias utilizadas pelos fabricantes e garrafas de bebidas e alimentos líquidos, mas também produtos. Sem tecnologia não existem produtos. Mas novos produtos podem criar a necessidade de desenvolvimento de novas tecnologias.

Cerveja sem álcool é uma tendência

No primeiro semestre de 2009, as vendas da cervejaria Bavarian caíram 4,1%, mas no mesmo período as vendas de cerveja sem álcool cresceram 9%. Nós estamos assistindo uma espécie de revolução cultural? Bem, sim, porque a cerveja sem álcool reflete a tendência atual e o sabor das bebidas esportivas. A cerveja sem álcool é isotônica, além de oferecer baixas calorias e mais de 90% de pura água – para o esportista ela é a bebida ideal para regeneração e rehidratação. Mas há outras razões para que a cerveja sem álcool seja recomendada como bebida esportiva. Ela tem um valor de pH alto e ácido carbônico moderado, o que promove a sensação de relaxamento e reposição. Também pode ser consumida em grandes quantidades. Por tudo isso, oferece ao corpo água e nutrientes. Há duas soluções para produzir essa bebida sem álcool. Uma delas é remover o álcool da cerveja fermentada. Para isso, a destilação ou o processo de membrana são utilizados para trabalhar em baixas temperaturas. A outra é a interrupção da fermentação, em que o cervejeiro controla a quantidade mínima de álcool permitida. Seja qual for o método de produção utilizado, a cerveja sem álcool pode ter o mesmo sabor da cerveja com álcool. O sabor da bebida é certamente um dos temas da drinktec 2009, que terá Karl Schiffner, campeão da competição mundial de sommelier, como palestrante, nos dias 15, 16 e 17 de setembro. .

A embalagem também é orgânica

O aumento da conscientização dos consumidores para a preservação ambiental está conduzindo-os para fazer compras de produtos orgânicos. Eles estão preferindo também embalagens orgânicas. Não por menos, nós sabemos que os plásticos utilizados hoje são provenientes do mesmo recurso, e mais cedo ou mais tarde ele vai acabar – óleo cru. Por essa razão, o setor de embalagem está se movendo para os materiais renováveis.

O mercado de plásticos orgânicos feitos de recursos renováveis, como trigo, milho e cana-de-açúcar está crescendo anualmente de 20 a 30%. Já vemos as primeiras embalagens orgânicas para bebidas não-carbonatadas e para alimentos líquidos processados. O principal material utilizado é o PLA (ácido poliláctico) que apresenta propriedades similares ao do PET. Como resultado, o PLA oferece um grande potencial de crescimento porque somente em 2009 não menos que 350 bilhões de garrafas PET serão produzidas no mundo. O assunto será explorado durante a 2ª Conferência sobre Garrafa de PLA, nos dias 14 e 15 de setembro.

O segundo maior mercado é o de folhas de embalagens, com novos desenvolvimentos interessantes. Um projeto de pesquisa na Europa, por exemplo, desenvolveu um novo estilo de papel flexível, com estrutura multicamada, feito de recursos renováveis. O Instituto Fraunhofer for Process Engineering and Packaging, apresenta técnicas especiais que melhoram as propriedades de barreira ao vapor e ao oxigênio do papel pré-revestido. Revestimentos antimicrobiais também estão sendo desenvolvidos. Em um desses materiais, a proteína do soro está sendo utilizada para conferir excelentes propriedades de barreira ao oxigênio e umidade. Além disso, os constituintes antimicrobianos encontrados naturalmente no soro são explorados para aumentar o tempo de frescor dos alimentos.

Embalagem inteligente – ficção ou realidade

No filme de ficção científica Minority Report, o diretor Steven Spielberg, apresenta embalagens de cereais, que permitem assistir filmes de desenhos animados. Embora essa visão particular aconteça em um tempo futuro – em 2054 – a tecnologia permite vislumbrar essa solução.

A embalagem inteligente, que permite informações adicionais aos consumidores em diferentes línguas, pode ler instruções para os deficientes visuais ou apresentar uma campanha publicitária. O caminho para realizar esse tipo de eletrônica impressionante já está mapeado. A chave é a tinta inteligente.

Os condutores e os componentes são feitos de polímeros orgânicos que são dissolvidos em uma fase líquida, o que os tornam processáveis em um tipo de impressora ink jet. O objetivo declarado dos fabricantes é serem capazes de oferecer um chip para uso em segmentos de massa da indústria de bebidas a um preço abaixo de US$ 1 cent. Dentro de poucos anos, isso será uma realidade. As etiquetas inteligentes RFID serão capazes de monitorar a temperatura precisamente durante todo o tempo, além de armazenar e transferir dados. Isso não é um tipo de armazenamento de dados passivos, tido como o limiar da produção industrial de larga escala.

Os circuitos eletrônicos ativos são feitos de transistores, resistências, LEDs e capacitores também fabricados com impressoras inkjet. Uma ideia é fornecer energia para baterias ou celulares solares. Essa é a chave para imagens animadas ou jingles de propagandas.

Os circuitos eletrônicos impressos abrem um fascinante novo potencial. De acordo com uma pesquisa feita pela NanoMarket, o volume de mercado de tintas eletrônicas e substratos usados na fabricação de eletrônicos impressos vai crescer de US$ 1,1 bilhão em 2008 para mais de US$ 11,5 bilhões até 2015.

Energia solar

As reservas mundiais de petróleo, gás natural e urânio podem acabar em poucas décadas. Somente o carvão mineral vai existir nos últimos séculos. Os fabricantes de bebidas e de alimentos também estão olhando para fontes de energia alternativas. Dentro do mix de energia do futuro, o sol vai ter um papel fundamental. O uso do sol como um fornecedor permanente de energia faz sentido econômico, principalmente, em países como a Alemanha. Isso já é visto em modernas construções de casas, onde a ênfase é primeiro reduzir a demanda de aquecimento, além de manter a demanda por meio do sistema térmico solar.

O mesmo processo pode ser aplicado para uso industrial. Particularmente quando instalada a tecnologia de coleta. Um moderno coletor opera em Würzburg, por exemplo, produz 400 kWh/ m2 e entrega água a 140ºC. Os coletores utilizados em construções residenciais geram aproximadamente 200 kWh/ m2 e água aquecida perto de 70ºC. Esse processo de aquecimento da água é armazenado em um tanque de isolamento e usado para consumidores individuais (lavadoras de garrafas). Perto de 50% da demanda anual de energia térmica – até mesmo em uma cervejaria – pode utilizar o sol para aquecer as caldeiras.

Mas o que acontece quando o sol não está brilhando? O chipping de madeira e o biogás obtido da biomassa armazenam a energia solar que pode ser aquecida a qualquer momento. Maiores novidades podem ser vistas durante o programa do forum Recurso – Água durante a drinktec.

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O tema sustentabilidade está sempre presente aqui no Blog da Pack. A própria Revista Pack - matriz desse espaço – aborda o tema em suas edições. Como se trata de um tema de extrema importância para o mercado de embalagem e para o mundo como um todo, a edição de outubro de 2009 da revista impressa será especial e terá “sustentabilidade” como tema principal.

Coincidentemente, outubro é o mês em que a publicação celebra seus 12 anos de história. Mais uma motivo para esta ser uma edição especial. Confira abaixo como será a Pack de outubro:

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Veja como anunciar na edição de outubro da Revista Pack.

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Nesta quarta, dia 5, a Coca-Cola Brasil participou do Sustentável 2009 – 3º Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável, em São Paulo. Lá, o vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da empresa, Marco Simões, discursou na plenária “Inovação em processos e produtos Sustentáveis” sobre as ações responsáveis da empresa, além de apresentar a embalagem de 290 ml com 25% de vidro a menos.

Para quem não se lembra, a Coca-Cola Brasil lançou a plataforma de sustentabilidade Viva Positivamente com o objetivo de reunir princípios, valores e áreas de atuação prioritárias para que sua operação continue avançando de forma sustentável.

cocacola_viva_positivamente_blog_packNo que diz respeito às embalagens sustentáveis, o investimento da Coca-Cola Brasil é constante e a garrafa de vidro de 290 ml em versão Ultra Design chegou este mês ao mercado, inicialmente na cidade de Ribeirão Preto (SP), com a Coca-Cola Zero. A expectativa é que a redução de 25% de matéria-prima naquela embalagem corresponda à produção anual de sete milhões de novas garrafas quando esta embalagem estiver sendo utilizada por todo o Sistema Coca-Cola Brasil, o que deve acontecer até 2011.

Outro importante exemplo é a Minitampa, para garrafas PET, com alturas da tampa e do bocal menores que a do padrão tradicional, diminuindo o consumo da resina derivada de petróleo. A projeção da Coca-Cola Brasil é de que, com a diminuição em 4 milímetros na altura das garrafas, a redução anual no consumo de PET corresponda, em 2012, ao equivalente ao material necessário para produzir 120 milhões de embalagens de 2 litros.

O sistema bottle-to-bottle se encontra na fase de testes e promete revolucionar o mercado brasileiro de reciclagem, uma vez que a resina PET de garrafas pós-consumo será utilizada para a produção de novas embalagens, assim como já acontece em muitos outros países do mundo, inclusive vários da Europa, aumentando a demanda pela resina reciclada e agregando valor à cadeia de suprimentos. “Nossa meta é reciclar ou reutilizar 100% das nossas embalagens. Com a utilização do processo bottle-to-bottle, haverá menor utilização de matéria-prima virgem. A expectativa é que nos próximos dez anos, até 25% da resina PET utilizada no Brasil seja material reciclado”, explica Marco Simões.

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Consulta de qualidade em alguns cliques

Icone Consumo, Meio Ambiente | Por Tatiana em 4 de agosto de 2009

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qualidade_paco_acucar_blog_packUm ano depois do lançamento de seu Programa Qualidade desde a Origem, o Grupo Pão de Açúcar disponibiliza um endereço eletrônico onde o consumidor acompanha da procedência e qualidade ao transporte dos produtos que consome antes de colocá-los no carrinho.

A companhia lançou o site www.qualidadedesdeaorigem.com.br que permite aos clientes o acesso a informações sobre a origem, região produtora e nome do fornecedor de frutas, verduras e legumes (FLV) – comercializados nas lojas das redes Pão de Açúcar, Extra, Extra Perto, Extra Fácil, CompreBem, Sendas e Assai.

“Estamos muito orgulhosos por avançar em mais uma etapa do programa. O lançamento do site reflete nossa transparência em toda a cadeia e especialmente o compromisso com os nossos clientes. Esse compromisso e o espírito de colaboração resultantes do projeto marcam uma nova etapa na agricultura brasileira”, avalia Hugo Bethlem, Vice Presidente Executivo do Grupo.

Além das informações básicas de cada produto, o site oferece ao consumidor a oportunidade de conhecer melhor o programa Qualidade desde a Origem, com todos os passos de sua implantação.

Herlene Ferreira Monteiro, proprietária da Banana & Companhia, uma das empresas fornecedoras do Grupo Pão de Açúcar, acredita que o Qualidade desde a Origem incentivou ainda mais a produção responsável. “A preocupação do agricultor em relação ao uso de agrotóxicos – que deve ser controlado e registrado – aumentou consideravelmente nos últimos anos. O produtor sabe que o consumidor está de olho e o lançamento do portal pelo Grupo Pão de Açúcar chega para reforçar ainda mais a transparência de todas as etapas da cadeia de produção”, avalia Herlene.

“Esse é um dos grandes desafios da agricultura moderna que depara com a necessidade de aumentar sua produção para atender o aumento da demanda constante, sem com isso comprometer a saúde dos consumidores e de todos os envolvidos na cadeia produtiva, especialmente os lavradores”, avalia Leonardo Miyao, diretor comercial de FLV do Grupo Pão de Açúcar. “É o controle da qualidade, não só da origem da produção dos alimentos, mas da vida”, completa.

O programa Qualidade desde a Origem conta com o apoio da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), que oferece treinamento aos fornecedores sobre o monitoramento de Boas Práticas Agrícolas (BPA), para o manejo correto de produtos/agrotóxicos no campo, no processamento do produto final e no controle de suas condições físicas. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também apóiam o projeto.

Com a ação e com as parcerias firmadas, o Grupo Pão de Açúcar pode subsidiar negociações internacionais entre os produtores brasileiros no âmbito Codex Alimentarus e do Mercosul, com o fornecimento de informações para o Ministério da Agricultura que permite orientar e fiscalizar os produtores na utilização de agrotóxicos.

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 Reforçando seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade, a Bunge Alimentos acaba de colocar no mercado o creme vegetal Cyclus Nutrycell, com a primeira embalagem termoformada biodegradável. Ela é feita de PLA (poli-ácido lático), obtido da fermentação do amido de milho, e se decompõe em até 180 dias, após exposição ao calor, umidade e aos microorganismos em contato com o oxigênio. Produzido pela Cereplast, o PLA é importado dos Estados Unidos. Segundo Adalgiso Teles, diretor corporativo da Bunge, existe uma necessidade global que conduz indústrias e empresas a operarem de modo cada vez mais sustentável. “Por meio da embalagem biodegradável, unimos a saudabilidade, característica da linha Cyclus, à responsabilidade ambiental. É um ciclo ideal que, além de revolucionar o mercado brasileiro de alimentos, consolida, mais uma vez, a política de sustentabilidade e preservação do meio ambiente da Bunge no Brasil”, diz o executivo.

 

No Brasil, a iniciativa pioneira da Bunge Alimentos demandou mais de dois anos de estudo das equipes de planejamento, pesquisa e desenvolvimento, industrial, suprimentos e marketing da empresa, além da realização de parceria com fornecedores de resinas e da embalagem (Poly-vac, Emplal e Fibrasa). “No projeto piloto foram produzidos 8 mil e 400 embalagens por mês, que representam 10% do volume total. A partir de setembro, toda linha de margarina Cyclus já estará embalada em embalagem biodegradável”, afirma. No futuro, a empresa pretende estender a inovadora resina em outras linhas de produtos.

 

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Embalagem (Cetea) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizaram testes de biodegradabilidade e atendimento às normas brasileiras e internacionais de embalagem para contato com alimentos.

 

Para operar com os potes biodegradáveis em toda a produção, o processo industrial teve que ser adaptado, com aquisição de máquinas, moldes, e processo de impressão. Sem revelar números, Teles diz que o investimento exigiu alguns milhões. Segundo Hélio Issamu Kinoshita, da área de pesquisa e desenvolvimento de embalagem da Bunge Alimentos,  o PLA tem propriedades físicas e mecânicas diferentes do polipropileno (PP). “A resina é mais rígida, além de oferecer melhor barreira ao oxigênio. A sua densidade também é maior com relação ao PP, por isso tivemos que adequar a sua gramatura para compatibilidade ao processo de produção e na cadeia de distribuição”, revela Kinoshita.

 

  

   

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wal_martImagine a situação: um fornecedor tem de informar todos os custos ambientais da fabricação de seu produto se desejar colocá-lo na prateleira de um determinado supermercado. Essas informações são confrontadas com a dos produtos concorrentes e a análise gera um índice que mostrará ao consumidor final se esse ou aquele produto é sustentável. Difícil de conceber? Pois esse é o projeto do Wal-Mart para os próximos anos.

O maior grupo varejista do mundo pretende criar um “selo verde” para os produtos que oferece em suas gôndolas, partindo de informações dos próprios fornecedores. Com isso, o Wal-Mart quer demonstrar sua preocupação com o meio ambiente e, claro, selecionar seus parceiros.

Segundo o “The Wall Street Journal”, a análise de fornecedores será rígida e deve entrar em vigor a partir de 2011. O Wal-Mart quer fixar metas audaciosas para redução de consumo de energia, corte de desperdício e lançamento de produtos sustentáveis.

Ainda de acordo com a publicação, os selos verdes devem ser aplicados em cinco anos e afetarão cerca de 100 mil fornecedores.

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A rede britânica de supermercados Sainsbury vai reduzir o peso das embalagens dos produtos em 33% até 2015 e, para isso, vai fiscalizar os processos.

O supermercado já substituiu a caixa do cereal Basic Rice Pops por uma embalagem plástica individual 100% reciclável e planeja introduzir essa mudança em outros cereais.

A embalagem de papel cartão de pratos prontos, como pizzas, também será reduzida.

De acordo com o supermercado, essa ação vai permitir a redução do uso de mais de 50 mil toneladas de material de embalagem ao ano. 

 



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 A Nestlé se uniu a diversos parceiros industriais para patrocinar uma pesquisa sobre bioplásticos, que será realizada pela Ecole des Mines, de Paris, na França, que tem amplo conhecimento sobre as propriedades físicas e químicas dos polímeros, assim como sobre o seu processamento. Esse tipo de colaboração é a primeira do tipo, realizada no mundo, na ciência dos bioplásticos.  Esse programa de pesquisa vai estudar as propriedades dos polímeros derivados de recursos renováveis, bem como suas aplicações industriais. “Nós consideramos que esse é o começo de uma nova era dos bioplásticos. Hoje, nós estamos apenas começando uma longa jornada em pesquisa e desenvolvimento. Ainda há muito trabalho científico e técnico para ser feito até obter materiais que realmente possam atender aos requisitos de uma embalagem de alimentos e que sejam utilizados em larga escala”, explica Anne Roulin, diretora global de embalagem da Nestlé. 


Além da contribuição financeira de 60 mil euros/ano por cinco anos, a Nestlé vai trazer para o mercado uma longa experiência em bioplásticos e fortalecer o conhecimento na área de embalagem com essa parceria.

Nestlé e bioplásticos
 A Nestlé está comprometida com a contínua redução do impacto ambiental de seus produtos. Os materiais de embalagens derivados de recursos renováveis, como bioplásticos, são um dos caminhos para atingir esse objetivo. 

 

O novo programa de pesquisa é um complemento das parcerias existentes entre a Nestlé com seus fornecedores de materiais. A empresa já introduziu materiais bioplásticos em produtos selecionados. Por exemplo, a Nestlé trabalhou com a Uflex, fornecedor indiano de embalagem, para introduzir um filme PET, produzido  com 30% de melaço da cana-de-açúcar.   Esse material foi utilizado em sachês e pouches na Índia e alguns outros países da Ásia em aplicações como macarrão, sopas e molhos Maggi. O filme PET também é 15% mais fino em comparação ao padrão mundial de 12 micra.
 

A introdução de outros materiais bioplásticos vai continuar, afirma a Nestlé, sempre que a empresa encontrar altos padrões de qualidade e de segurança para proteger o produto e quando existe o benefício real ao meio ambiente.

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Thaís Fagury, da Abeaço (Foto: Kleber Pinto)

Thaís Fagury, da Abeaço (Foto: Kleber Pinto)

Aço, alumínio, papel, plástico e vidro dividem o mesmo espaço na Fispal Tecnologia 2009. Eles estão reunidos no Espaço Sustentabilidade, criado neste ano especialmente para empresas e associações que prezam pelo meio ambiente. Lá são apresentados os cases mais importantes realizados pela indústria de alimentos e bebidas no setor da sustentabilidade.

Thaís Fagury, gerente executiva da Associação Brasileira da Embalagem de Aço (Abeaço), conta que o estande da entidade na Fispal Tecnologia tem uma função muito pontual: divulgar as ações pelo uso do aço nas embalagens e mostrar o trabalho dos associados. “É importante reforçar para a indústria que a Abeaço se preocupa com ações sustentáveis e ainda educa o consumidor final por meio de projetos como o Lataço, uma campanha de conscientização das crianças sobre o ciclo de vida da embalagem de aço. Cerca de 25 mil crianças já participaram do projeto”, explica a gerente. (Confira abaixo vídeo sobre o Projeto Aprendendo com o Lataço).

Segundo Thaís, a visitação no estande é grande e mostra como a indústria de embalagens está preocupada em encontrar soluções viáveis com o uso do aço. “os próprios expositores se surpreendem com o que mostramos aqui. Por se tratar de uma feira de tecnologia, é fundamental essa aproximação da Abeaço com os outros participantes da cadeia”.

A mesma opinião é compartilhada por Janaína Franca, representante da Associação Brasileira do Alumínio (Abal). Para ela, mesmo com o pequeno espaço para o tema, a feira tem aproximado fornecedores e convertedores ao trabalho da entidade. “Nosso estande é institucional. Aqui divulgamos informações que talvez passem desapercebidas pelos visitantes, como o fato da embalagem de alumínio gerar empregos na economia informal”, lembra Janaína.

Janaína Franca, da Abal

Janaína Franca, da Abal

Ela conta ainda que muitos visitantes procuram o espaço da Abal em busca de fornecedores de embalagens de alumínio. “Hoje mesmo recebi um senhor que procurava empresas que fornecem embalagens para pizza em alumínio. Isso para mim é novidade”, revela a representante.

Logo ao lado do espaço da Abal fica o estande da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro). Valéria Bassetto, do departamento de marketing da entidade, adianta que além da Abividro, apenas um outro estande traz as novidades em embalagem com o material. “É preciso lembrar que o vidro é 100% reciclável. Esse é o nosso foco na Fispal”, conta.

Valéria Bassetto, da Abividro

Valéria Bassetto, da Abividro

O Espaço Sustentabilidade da Fispal Tecnologia ainda conta com estandes da Plastivida, do Instituto de Embalagens, do Excelsa Instituto e da Reclicagem. Esta última oferece serviços de gestão e marketing ambiental. “Nosso trabalho é melhorar o desempenho sustentável na indústria”, resume Bruna Fernandes, bióloga especializada em meio ambiente.

Bruna conta que desde o primeiro dia da Fispal, muitas empresas tem procurado saber como oferecer alta tecnologia e reduzir custos de maneira sustentável. “Há uma preocupação das empresas sobre o tema. Algumas ainda pensam na sustentabilidade como um negócio. Mas isso já é um começo”. E iniciativas como a da Fispal Tecnologia de abrir espaço para quem pensa em sustentabilidade também.

 

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cartilha_abre_blog_da_packA Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), por meio de seu Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade, lança na quinta-feira, 18, na Fispal Tecnologia, em São Paulo, a cartilha “Diretrizes de sustentabilidade para a cadeia produtiva de embalagens e bens de consumo”. Um seminário marcará o lançamento.

A iniciativa tem como objetivo principal possibilitar a cada empresa a auto-avaliação de indicadores ambientais de sustentabilidade. O desenvolvimento da cartilha envolveu dois anos de discussões e trabalho do Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Abre e reuniu profissionais de empresas da cadeia produtiva de embalagem, bem como de entidades e centros de pesquisa correlatos à área. Seu caráter é orientativo e será aprimorado a partir das experiências de aplicação dos indicadores.

“Aproveitaremos essa parceria de anos com a Fispal para lançar esse documento tão importante para o setor”, conta Luciana Pellegrino, diretora executiva da Abre. “Com a cartilha, queremos mostrar que a embalagem é uma ferramenta pela sustentabilidade. Vamos distribuí-la para o mercado para que toda a cadeia discuta o tema. Queremos fazer desse documento uma referência para que o setor trabalhe com as tecnologias disponíveis de forma sustentável”.

O uso dessa ferramenta pelas empresas contribuirá para a melhoria do desempenho e imagem do setor, da sua interface com o consumidor e para a busca de incentivos fiscais com foco ambiental junto ao poder público. Também possibilitará que toda a cadeia produtiva trabalhe em uma mesma direção na busca da melhoria contínua do desempenho ambiental de seus produtos, processos produtivos e embalagens, ao longo de todas as etapas de produção. Sob a ótica da sustentabilidade, trará competitividade e ganhos econômicos para os setores envolvidos, qualidade de vida para a sociedade e a redução de impactos ao meio ambiente.

Os indicadores ambientais da planilha foram desenvolvidos com base no conceito de ecodesign (design for environment), essencial para que a sociedade brasileira tenha acesso a produtos sem comprometer a disponibilidade de recursos naturais para as futuras gerações.

Como simples sugestão, foram sinalizados os indicadores relacionados a cada etapa do ciclo de vida do produto, entretanto esses podem ser reavaliados por cada empresa. Estes indicadores são inerentes aos estágios produtivos e de consumo, abrangendo desde a produção de matérias-primas, embalagem, acondicionamento do produto, distribuição – logística e varejo, consumo e destinação adequada no descarte, trazendo sugestões de métrica de avaliação para cada indicador.

O estabelecimento pelas empresas de suas metas e o acompanhamento anual de seus indicadores trará uma visão clara e objetiva da evolução do desempenho ambiental global. Outros indicadores poderão ser determinados, conforme a dinâmica e prioridades do mercado.

“Este é um marco para no nosso setor, onde o tema sustentabilidade foi traduzido em indicadores específicos, trazendo a oportunidade das empresas atuarem de forma voluntária na avaliação de seu desempenho e conseqüente busca contínua por melhor performance. Ao mesmo tempo, teremos a oportunidade de construir um histórico da evolução do setor frente ao tema, o que nos ajudará na divulgação de forma clara e objetiva para todos os elos da sociedade”, diz Luciana.

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SOBRE O BLOG DA PACK

O Blog da Pack acompanha o mercado de embalagens no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades e curiosidades que envolvem toda a cadeia produtiva do setor. Este espaço é um subproduto da revista e do site Pack, editados pela redação da Editora Banas.

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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