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cyclus_front_blog_packTrês meses após anunciar o lançamento da primeira embalagem biodegradável, proveniente de fonte renovável, para alimento industrializado do Brasil, a Bunge já estende a utilização de potes biodegradáveis para toda a produção do creme vegetal Cyclus Nutrycell.

Iniciados há dois anos, os estudos da empresa para o desenvolvimento de uma embalagem diferenciada para o produto resultaram em potes fabricados com o moderno polímero PLA (sigla em inglês para poli-ácido lático), obtido a partir da fermentação do amido de milho, e que se decompõem em até 180 dias após descarte adequado.

A iniciativa surgiu como uma alternativa para a comercialização de produtos com foco nas melhores práticas de preservação ambiental, uma vez que a embalagem, além de biodegradável, é proveniente de fonte renovável.

O passo seguinte foi adaptar todo o processo industrial do creme vegetal Cyclus Nutrycell, permitindo à Bunge operar com os potes biodegradáveis em toda a produção.

“O consumidor brasileiro está cada vez mais informado e exigente quanto à atuação responsável das empresas e organizações. É preciso ir além do discurso, e oferecer a esse consumidor opções concretas de consumo sustentável. Por meio da embalagem biodegradável, unimos a saudabilidade, característica da linha Cyclus, à responsabilidade ambiental. É um ciclo ideal que, além de revolucionar o mercado brasileiro de alimentos, consolida, mais uma vez, a política de sustentabilidade e preservação do meio ambiente da Bunge no Brasil”, destaca Rosa Nascimbeni, gerente de Marketing da Bunge.

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Reciclagem de PET cresce 9,5% em 2008

Icone Consumo, Meio Ambiente, insumos | Por Tatiana em 24 de novembro de 2009

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O 5.º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, realizado pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), registrou um aumento no volume de reciclagem do material em 2008. Segundo a entidade, houve aumento de 9,5% na quantidade de embalagens de PET recicladas no ano passado, na comparação com 2007. Em números absolutos, o Censo registrou que 253 mil toneladas do produto receberam destinação ambientalmente adequada, acima das 231 mil toneladas de 2007.

Esse volume corresponde a 54,8% das novas embalagens produzidas no mesmo período. Como resultado, o País consolida a sua posição como um dos líderes na atividade, à frente de Estados Unidos e União Européia. São mais de 500 empresas em todo o Brasil, que geram um faturamento de R$ 1,09 bilhão.

Diversidade de aplicações
“O grande impulsionador desse crescimento é o trabalho que a indústria vem fazendo para ampliar a demanda pelo PET reciclado, por meio do desenvolvimento de novas aplicações”, explica Auri Marçon, presidente da Abipet. “Isso reduz a dependência de um único setor e dá a sustentabilidade que o negócio precisa para continuar prosperando.”

Entre as aplicações do PET reciclado, o grande destaque ficou por conta do aumento do uso do material na produção de resina estrutural, atingindo uma participação de 18%. Essa resina é utilizada para a fabricação de itens diversos, como piscinas, caixas d’água ou bancadas de mármore sintético, por exemplo. Além disso, o produto tem grande presença na indústria de caminhões, especialmente na fabricação de partes das cabines.

O segmento que mais usa o PET reciclado ainda é o têxtil, com 38% de participação. O setor também tem importância fundamental para a reciclagem, pois desenvolve novas aplicações a cada ano, o que contribui muito para o aumento da demanda pelo material reciclado.

O PET reciclado também é utilizado na fabricação de uma grande lista de produtos, como cordas, vassouras, tubos e até novas embalagens, entre vários outros.

Falta de coleta seletiva
Apesar do crescimento verificado em 2008, o presidente da Abipet lembra que o maior entrave para a ampliação da reciclagem do PET no Brasil – a instituição de políticas públicas de coleta seletiva – continua sem uma solução adequada.

“Infelizmente, muito projetos de ampliação de capacidade continuam suspensos e novos desenvolvimentos para aplicação do PET reciclado não evoluem porque existe carência de embalagens para serem recicladas. Sem um sistema de coleta seletiva, as embalagens acabam no meio ambiente, ao mesmo tempo em que faltam garrafas PET para reciclar na indústria”, afirma Marçon.

O executivo lembra, ainda, que a indústria da reciclagem do PET apresenta uma ociosidade em torno de 20%, o que torna o setor capaz de absorver rapidamente qualquer aumento de volume, sem qualquer investimento.

Atuação histórica pela reciclagem
Por meio das ações de conscientização que realiza junto aos consumidores, catadores e recicladores, a Abipet contribuiu para que a reciclagem do material crescesse quase 20 vezes no período de 1994 a 2008. O índice é muito superior ao aumento do uso de embalagens novas, para todos os fins, que no mesmo período cresceu seis vezes.

Além de eliminar o descarte indiscriminado, a reciclagem da embalagem de PET, em comparação com a garrafa de material virgem , implica na economia de 97% de energia e 86% de água.

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Na última semana, o Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), o empresário Alfredo Schmitt, comemorou a publicação no Diário Oficial da lei 13.272, que proíbe a disponibilização de sacolas plásticas, no Rio Grande do Sul, fora dos padrões estabelecidos pela norma ABNT 14.937. “A ABIEF parabeniza o deputado Giovani Cherini pela autoria do projeto, a Assembléia Legislativa por ter aprovado com maioria e a governadora Yeda Crusius por ter sancionado. Essa lei é um marco no consumo responsável de sacolas plásticas no Brasil”, destacou Schmitt.

Desta forma, o Rio Grande do Sul é o primeiro Estado brasileiro a normatizar o uso de sacolas plásticas e, com certeza, será exemplo para uma legislação nacional. “Com sacolas mais resistentes, reduzimos o consumo.” Schmitt lembrou ainda que a lei está alinhada com os princípios do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, encabeçado pela ABIEF em parceria com a Plastivida, e com o SustenPlast, do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast); ambos buscam contribuir para uma mudança cultural sobre o uso, descarte correto e reciclabilidade do plástico e a conseqüente valorização de toda a cadeia produtiva.

A norma ABNT 14.937 prevê que as sacolas plásticas tenham a espessura mínima de 0,027 milímetros e tragam a indicação, em quilograma, da carga que suportam. Os estabelecimentos do Rio Grande do Sul terão um prazo de 180 dias para se adequarem à norma.

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Beleza sustentável

Icone Design, Embalagem, Matéria-prima, Meio Ambiente | Por Margaret em 30 de outubro de 2009

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evolveA M&H Plastics foi escolhida para trabalhar com a Good Ventures para criar as embalagens dos novos produtos de beleza orgânicos evolve.

 A linha é composta de 12 produtos certificados para rosto, corpo e cabelo, que são produzidos no Reino Unido. A Good Ventures selecionou o visual contemporâneo da embalagem Synergy de 200ml que é produzida com garrafas de PEAD-PCR (polietileno de alta densidade pós-consumo reciclado). A linha contempla ainda um pote de slim de 100 ml que é fabricado com material PIR (reciclagem pós-processo industrial).

Shaun Catchpole, novo gerente de desenvolvimento de negócios da M&H Plastics disse que como parte da política ambiental, a companhia tem trabalhado para levar ao mercado soluções sustentáveis de embalagem que são não somente fabricadas com plásticos reciclados, mas também com o uso de materiais recuperados, pós-consumo ou pós-processo industrial.

Laura Rudoe, diretora-geral da Good Ventures, afirmou: “Quando começamos a desenvolver essa linha, nós queríamos criar prodtuos de beleza naturais e amigos do meio ambiente, sem comprometer a performance ou o design. A M&H Plastics trabalhou muito próximo de nós para atender o desafio de oferecer embalagens bonitas e sustentáveis para a linha de produtos de uso diário”.

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Um levantamento do inpEV –  instituto que tem entre suas associadas as indústrias fabricantes de defensivos agrícolas – mostra que o volume de embalagens vazias de agrotóxicos destinadas pelas unidades de recebimento de São Paulo de janeiro a setembro deste ano cresceu 11,6% em relação ao mesmo período de 2008. 

Foram encaminhadas ao destino final ambientalmente correto (reciclagem ou incineração) 2.747,5 t, contra 2.462,8 t referentes ao ano passado, números que classificam o Estado entre os que mais destinam embalagens como Mato Grosso e Paraná. Hoje, São Paulo é responsável por 12,7% do total destinado no País. Somente no mês de setembro, foram processadas 186 t de embalagens vazias de defensivos agrícolas. 

Os bons índices conquistados pelo sistema de destinação final no Estado são possíveis graças a ações conjuntas que envolvem agricultores, distribuidores e cooperativas, indústria e poder público, representado em São Paulo pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Secretaria Estadual da Agricultura e Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

Brasil ultrapassa as 20 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos destinadas no ano

Nos primeiros nove meses do ano, foram retiradas do meio ambiente 21.694,2 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos. Segundo dados do inpEV, esse volume representa um crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as unidades de recebimento de todo o país destinaram 19.026,8 toneladas.

De acordo com João Cesar Rando, diretor-presidente do inpEV, ultrapassadas as 20 mil toneladas ainda em setembro, a expectativa é de fechar o ano com um volume em torno de 28 mil toneladas de embalagens destinadas.

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Começa em São Paulo nesta segunda-feira, 26, o 42º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel da ABTCP, no Expo Transamérica, em São Paulo. Até a quinta-feira, 29, a indústria discutirá inovação e sustentabilidade.

O diretor comercial da Ibema – Companhia Brasileira de Papel, Túlio Gomes, abordará o tema no painel “Inovação e Sustentabilidade – Desafios e oportunidades para o crescimento sustentável”, que será realizado no dia 28 de outubro, das 13h30 às 18h. Ele exporá sua percepção sobre o cenário atual do mercado e reforçará a necessidade de investir na melhor comunicação das ações sustentáveis do setor junto ao mercado nacional e internacional.

Túlio Gomes acredita que os dois produtos – celulose e papel – terão comportamentos distintos no próximo ano. O segmento de celulose, muito dependente das exportações, ainda terá um ano difícil em 2010, pois mercados maduros, como Europa e América do Norte, não deverão se recuperar tão rápido quanto o necessário. Em contrapartida, a China apresentará recuperação significativa da demanda, o que será suficiente para equilibrar a equação oferta  e procura do mercado global.

Quanto ao papel, os segmentos mais voltados para o mercado interno deverão apresentar boa recuperação, com expectativa de crescimento igual ou um pouco superior ao desempenho do PIB, que deve crescer entre 4% e 6%. A demanda poderá inclusive ser superior ao aumento da oferta, exceção feita ao papel Off Set, em função da continuidade da acomodação no mercado da produção da nova fábrica da International Paper em Três Lagoas.

Entre as inovações fundamentais para se diferenciar do mercado global, Gomes destacará a correta comunicação da atuação sustentável do setor, que conta no País com uma condição privilegiada, em especial em função de suas florestas renováveis. “Para avançar em relação aos padrões globais, é preciso fazer a sociedade perceber que a celulose e o papel brasileiros são produtos de elevados índices de inovação e sustentabilidade, assim como reforçar que as empresas e toda a sociedade se beneficiam disto. Nosso design é arrojado e criativo, o que também nos dá um diferencial importante em relação aos mercados tradicionais”, destaca o diretor da Ibema.

Segundo ele, a questão da sustentabilidade no mercado de celulose e papel ainda é heterogênea, mas importantes empresas são realmente comprometidas, o que torna o setor uma referência mundial em ações sustentáveis, bem como em inovação, com práticas muito mais concretas e visíveis que suas congêneres do hemisfério norte. Outro fator relevante é que os programas sociais desenvolvidos junto às comunidades onde elas estão presentes são exemplos destas iniciativas. Os fabricantes nacionais de papel não integrados – usualmente empresas de menor porte – também têm suas iniciativas nos campos da inovação e da sustentabilidade, mas comunicam com muita timidez estas práticas, tanto internamente no setor, quanto para a sociedade.

“A demanda internacional por sustentabilidade está crescendo. Apesar de ainda existir uma certa hipocrisia nas compras dos grandes players internacionais – que exigem práticas avançadas e custosas de sustentabilidade, mas não hesitam em comprar de quem não as possui como forma de pressionar o preço para baixo,  penso que, no curto prazo, as empresas que adotam práticas efetivas e consistentes como instrumento de gestão, e não de marketing, vão se diferenciar das demais” afirma Gomes. Esta diferenciação pode não se  traduzir em maiores preços para os produtos, mas assegurará o transito das corporações em um ambiente mais estável e duradouro, com ganhos importantes como a redução da informalidade e da inadimplência do setor.

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Pesquisa Ibope, realizada com mulheres das classes B, C e D, responsáveis pelas compras de seus domicílios, revela que 100% delas reutilizam as sacolas plásticas após as compras. A pesquisa mostra que 73% das entrevistadas utilizam as sacolas para acondicionar o lixo doméstico, 69% consideram as sacolas a embalagem ideal para carregar suas compras e 75% dizem que é função do varejo fornecer as sacolas. A pesquisa foi encomendada pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, com o intuito de promover o consumo responsável de sacolas plásticas.

A pesquisa apontou as formas mais lembradas pelas entrevistadas para a reutilização das sacolas plásticas. Entre elas, guardar alimentos, guardar roupas, calçados e documentos, acondicionar o lixo da cozinha ou o do banheiro, recolher fezes de animais, entre outras. No site www.sacolinhasplasticas.com.br, a Plastivida dá mais dicas de reutilização de sacolas plásticas.

Apesar das campanhas e aprovações de projetos de lei que obrigam a substituição de sacolas plásticas por sacolas biodegradáveis, a grande maioria das entrevistadas revelou alto grau de desconhecimento em relação ao significado da palavra “biodegradável”. A pesquisa mostra que 65% não sabem o que significa o termo e 5% relataram sentidos equivocados (”que emite gases tóxicos” ou “que demora para se decompor”, por exemplo).

O desconhecimento foi ainda maior quando indagadas sobre a principal diferença entre uma sacola biodegradável e uma degradável. A grande maioria (84%) respondeu que não sabia e 2% deram respostas incorretas (”biodegradável não agride o meio ambiente e o degradável agride” ou “degradável se decompõe mais rápido e o biodegradável demora”, por exemplo).

Das entrevistadas, 60% afirmam acreditar que o uso de sacola biodegradável contribuirá para o aumento de lixo na cidade, ou seja, fazem associação das sacolas biodegradáveis com maior acúmulo de resíduos. E 64% acreditam que essas embalagens não poderiam acondicionar produtos congelados, gelados e úmidos, frutas ou legumes.

Enquanto desconhecem o sentido do conceito de “biodegradável”, as entrevistadas mostram preocupação com ações ambientalmente sustentáveis e 82% apontam que a sacola biodegradável deve ser depositada somente em coleta seletiva de lixo. Apenas 12% disseram que ela “desaparece” após ser descartada na natureza.

A conclusão da Plastivida é de que a sociedade vê valor (custo-benefício) nas sacolas plásticas e, ao mesmo tempo, se preocupa com ações responsáveis. Com isso em vista, a entidade tem trabalhado para promover a melhor qualidade das sacolas oferecidas pelo varejo, assim como seu uso consciente, a redução do desperdício, o reaproveitamento e sua reciclagem depois de sua vida útil.

Com informações da Plastivida.

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Américo Dénes, diretor-geral da divisão de embalagens na América Latina da Saint-Gobain Embalagens

Américo Dénes, diretor-geral da divisão de embalagens na América Latina da Saint-Gobain Embalagens

Depois do lançamento na França, Estados Unidos, Argentina e Chile, o projeto Ecova, desenvolvido pela multinacional francesa Saint-Gobain Embalagens, chega ao Brasil. As garrafas de vidro Ecova serão lançadas no primeiro semestre de 2010 para envase de vinhos. A expectativa da empresa é comercializar cerca de 30% de seu volume nessa nova concepção. Mas, em longo prazo, o objetivo é oferecer um portfolio completo de embalagens ecologicamente corretas para todos os segmentos de mercado na qual ela atua, como cervejas, destilados, alimentos.

Focado no desenvolvimento de embalagens de vidro eco-projetadas, o projeto prevê a redução do impacto ambiental global sobre o meio ambiente. Segundo Jérôme Fessard, presidente mundial do setor de embalagens da Saint-Gobain Embalagens, a companhia está sempre buscando conceber materiais que aumentam o valor do produto envasado no vidro e que reduz o impacto ambiental. “Esse desenvolvimento é muito importante para o nosso futuro”, afirma. A divisão de embalagem representa 8% dos negócios do grupo mundial Saint-Gobain que tem na construção civil o seu core business.

As novas embalagens têm um peso significativamente menor do que as embalagens comuns, utilizando até 15% menos matéria-prima e, consequentemente, menos energia na sua fabricação. Américo Dénes, diretor-geral da divisão de embalagens na América Latina da Saint-Gobain Packaging, diz que uma garrafa de vidro que pesava 460 gramas agora vai pesar 400 gramas. “Esse é apenas um exemplo”, informa.

Também é possível atingir uma redução de 15% na emissão de CO2 durante o processo produtivo. Para cada 10% a mais de caco de vidro reciclado, a energia na produção de garrafas é reduzida em até 4%. Por serem mais leves do que as garrafas comuns, também favorecem a redução das emissões durante transporte dos produtos. O resultado é uma redução de 6% na emissão de poluentes e até mil unidades a mais por carregamento (um palete extra por caminhão).

Segundo Dénes, os investimentos no projeto Ecova se dividem em duas etapas. “A primeira está relacionada à concepção das garrafas, com investimentos em engenharia, perfis e espessuras. A segunda etapa se refere à conformação de todos os novos moldes para os novos modelos de garrafas de vidro. Além disso, como os produtos são mais leves, o ajuste fino é mais complexo para ser obtido”, explica o executivo.

Hoje a operação brasileira da Saint-Gobain Embalagens utiliza 150 mil toneladas de vidro reciclado/ano na sua produção de garrafas de vidro (800 milhões de garrafas e potes em 2008), dos quais 120 mil toneladas/ano de caco externo reciclado e 30 mil toneladas/ano de caco próprio. Mas, esse conceito já utilizado pela matriz francesa há 35 anos.

Crescimento no Brasil

A Saint-Gobain Embalagens registrou um crescimento de 5,5% no primeiro semestre de 2009. O resultado é reflexo da confiança que a empresa tem depositado no mercado brasileiro, mesmo com os impactos da crise financeira mundial. Nos últimos três anos, a companhia investiu US$ 67 milhões em máquinas, sistemas de produção e novos negócios. Até o final de 2014, a perspectiva é que sejam designados mais US$ 103 milhões nas três unidades industriais existentes no Brasil: São Paulo (capital), Porto Ferreira (interior-SP) e Campo Bom (RS).

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Empresas como a Coca-Cola e a Ambev chegam a pagar R$ 250 mil de multa por não cumprirem uma lei que as obriga a recolher 50% das embalagens de seus produtos. Quem traz a notícia é o jornal “Valor Econômico” desta segunda-feira, 14.

Segundo a publicação, a prefeitura de São Paulo também multou a Petrobras e a Shell. Em outros estados a situação é semelhante. No Paraná, Philips, GE, Osram e Sylvania acumulam dívidas de quase R$ 4 milhões cada uma pelo mesmo motivo.

Para essas empresas, atender à lei é impraticável. As secretarias de Meio Ambiente usam legislação local e estadual para atormentar as empresas citadas.

No caso paulistano, “os percentuais de recolhimento são extremamente elevados”, disseram as associações das indústrias de cosméticos e produtos de limpeza ao “Valor Econômico”. O secretário do Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, disse ao jornal que as empresas foram notificadas no final de agosto e não deram nenhum retorno.

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Para Alfredo Schmitt, Paulo Dacolina e Francisco de Assis Esmeraldo, o encontro na manhã desta quarta-feira, 9, na sede da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), foi histórico. Os representantes da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), do Instituto Nacional do Plástico (INP) e da Plastivida Instituto Sócio Ambiental, respectivamente, celebraram o lançamento da campanha para incentivar o uso e descarte adequados das sacolas plásticas. Essa é a primeira vez que toda a cadeia se reúne para promover a responsabilidade compartilhada e a sustentabilidade.

A campanha, veiculada em todo o território nacional, começa nesta sexta-feira, 11, e seguirá pelos próximos 10 meses, em princípio. “Queremos divulgar a importância dos plásticos na vida moderna e seu uso e descarte corretos”, argumentou Francisco de Assis Esmeraldo.

Em sua apresentação da campanha, Esmeraldo comentou que a sacola plástica é considerada vilã devido ao uso incorreto e a coleta insuficiente. Apenas 7% dos 5564 municípios brasileiros têm coleta seletiva. “Se alcançarmos a tríade reduzir, reutilizar e reciclar, será o nirvana”, comparou o presidente da Plastivida.

Os vídeos publicitários foram feitos pela agência W/, de Washington Olivetto, e começam a ser veiculados a partir desta sexta-feira, 11, em rede nacional, no horário nobre. O start será no intervalo no último capítulo da novela “Caminho das Índias”, da Rede Globo. “Escolhemos esse espaço porque sabemos que a disseminação da campanha será forte a partir dessa inserção em horário nobre”, argumentou Olivetto.

Ao todo serão gastos R$ 7 milhões nesta primeira fase da campanha que vai até o final de 2009. “O Alfredo (Schmitt, da Abief) foi quem coordenou as entidades e os gastos com essa campanha. O agradeço imensamente por ter feito isso com maestria”, elogiou Washington Olivetto.

Além de inserções na TV e em outros meios de comunicação, a campanha ganhou um website (www.sacolinhasplasticas.com.br) onde internautas poderão coletar mais informações e tirar suas dúvidas sobre descarte correto e reciclagem de sacolas plásticas.

Segundo as entidades, o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas é apenas o começo de uma campanha pela sustentabilidade do setor. “Vamos normatizar os copos plásticos e outros plásticos num segundo momento. Essa iniciativa também está em nossos planos”, explicou Paulo Dacolina, do INP.

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SOBRE O BLOG DA PACK

O Blog da Pack acompanha o mercado de embalagens no Brasil e no exterior, trazendo tendências, novidades e curiosidades que envolvem toda a cadeia produtiva do setor. Este espaço é um subproduto da revista e do site Pack, editados pela redação da Editora Banas.

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TATIANA GOMES

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.

MARGARET HAYASAKI

Formada em jornalismo pela Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp-Bauru) e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Faculdade Cásper Líbero, Margaret Hayasaki atua há 10 anos no jornalismo especializado em embalagem. Começou como redatora na revista Pack e hoje é editora-chefe.

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