Garrafas de 600ml, 630ml e 1L. Disputa justa?
Consumo, Embalagem | Por Tatiana em 1 de setembro de 2009
No último dia 20, a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) protocolou representação junto à Secretaria de Direito Econômico (SDE), em Brasília, pretendendo que a AMBEV seja impedida de quebrar o sistema brasileiro de distribuição de cervejas pela segunda vez. O argumento? Desta vez, o grupo está utilizando garrafas de vidro de um litro, quebrando o esquema de distribuição de garrafas de 600 ml vigente no País há mais de cem anos. A primeira representação, em 2008, se referia à utilização de vasilhames de 630ml.
“Com essa representação, a Abrabe busca a defesa da concorrência saudável, a eliminação de mais uma barreira a novos entrantes na indústria cervejeira nacional e a preservação do direito de livre escolha do consumidor”, diz Alexsandra Machado, Diretora da entidade. “A livre concorrência é fundamental para a inovação. Quanto menores as barreiras à entrada, maior o número de concorrentes”, conclui a executiva.
A Abrabe pleiteia às autoridades que impeçam a empresa detentora de evidente posição dominante de destruir um sistema de distribuição que beneficia o mercado e, especialmente, os consumidores.
Ainda consta na denúncia pedido para que a AMBEV seja impedida de gravar sua marca nas garrafas de cerveja. Para a Abrabe, essa técnica bloqueia a utilização das garrafas pelas concorrentes.
No Brasil, há a plataforma aberta a todas as cervejarias, um sistema de garrafas retornáveis e intercambiáveis que permite que cada empresa que entrar no mercado apenas insira seus vasilhames no fluxo já existente.
A conferir os próximos capítulos…

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.
