Nestlé e parceiros industriais patrocinam pesquisa inédita em bioplásticos
Embalagem, Matéria-prima, Meio Ambiente | Por Margaret em 2 de julho de 2009
A Nestlé se uniu a diversos parceiros industriais para patrocinar uma pesquisa sobre bioplásticos, que será realizada pela Ecole des Mines, de Paris, na França, que tem amplo conhecimento sobre as propriedades físicas e químicas dos polímeros, assim como sobre o seu processamento. Esse tipo de colaboração é a primeira do tipo, realizada no mundo, na ciência dos bioplásticos. Esse programa de pesquisa vai estudar as propriedades dos polímeros derivados de recursos renováveis, bem como suas aplicações industriais. “Nós consideramos que esse é o começo de uma nova era dos bioplásticos. Hoje, nós estamos apenas começando uma longa jornada em pesquisa e desenvolvimento. Ainda há muito trabalho científico e técnico para ser feito até obter materiais que realmente possam atender aos requisitos de uma embalagem de alimentos e que sejam utilizados em larga escala”, explica Anne Roulin, diretora global de embalagem da Nestlé.
Além da contribuição financeira de 60 mil euros/ano por cinco anos, a Nestlé vai trazer para o mercado uma longa experiência em bioplásticos e fortalecer o conhecimento na área de embalagem com essa parceria.
Nestlé e bioplásticos
A Nestlé está comprometida com a contínua redução do impacto ambiental de seus produtos. Os materiais de embalagens derivados de recursos renováveis, como bioplásticos, são um dos caminhos para atingir esse objetivo.
O novo programa de pesquisa é um complemento das parcerias existentes entre a Nestlé com seus fornecedores de materiais. A empresa já introduziu materiais bioplásticos em produtos selecionados. Por exemplo, a Nestlé trabalhou com a Uflex, fornecedor indiano de embalagem, para introduzir um filme PET, produzido com 30% de melaço da cana-de-açúcar. Esse material foi utilizado em sachês e pouches na Índia e alguns outros países da Ásia em aplicações como macarrão, sopas e molhos Maggi. O filme PET também é 15% mais fino em comparação ao padrão mundial de 12 micra.
A introdução de outros materiais bioplásticos vai continuar, afirma a Nestlé, sempre que a empresa encontrar altos padrões de qualidade e de segurança para proteger o produto e quando existe o benefício real ao meio ambiente.

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.
