Café da manhã regado a stand up pouch e pratos prontos
Consumo, Embalagem | Por Tatiana em 24 de junho de 2009

Evento da Abre na manhã desta quarta (Foto: Kleber Pinto)
Segundo a Nielsen, o mercado de pratos prontos no Brasil faturou mais de R$ 400 milhões em 2008. Em palestra na manhã de hoje, durante o café da manhã da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), Auro Ninelli, presidente da Fugini Alimentos, afirmou que no último ano o segmento cresceu mundialmente 13% em valor e 10% em volume. No Brasil esse último número é estimado em 18%.
O executivo mostrou aos participantes do evento que a empresa está antenada com o que há de mais conveniente no mundo dos pratos prontos. “Mas é preciso que a indústria de embalagem nos ajude a vender esse conceito”, pontuou Ninelli, em forma de apelo aos designers e fabricantes de embalagens. “Precisamos dessa indústria para crescer”.
Na opinião do presidente da Fugini, há uma tendência mundial acerca dos pratos prontos e o Brasil não está fora dela. No caso da empresa brasileira, a revolução começou com a mudança de embalagens de molhos. “Apostamos no stand-up pouch quando todos o criticavam”, recordou. “Hoje todas as empresas usam o sache para vender molhos.” Ninelli contou ainda que a boa aceitação dos molhos em stand-up pouch fez com que a Fugini ampliasse sua linha e lançasse a lasanha em embalagem shelf stable. “A portabilidade é uma realidade e por isso estamos ganhando mercado. Nossos produtos estão voltados para o consumidor moderno”.
Atualmente a Fugini oferece farofas, sopas, vinagrete e outros produtos em embalagens menores e práticas. Desde que inovou ao lançar o sachê de molho de tomate, a empresa acredita que o consumidor migrará para esse tipo de produto e a indústria deve, em breve, rever seus conceitos sobre pratos prontos. “Precisamos que outras empresas apostem nesse segmento para ganharmos força”.
Outros números apresentados por Auro Ninelli:
- 23% da população brasileira não tem filhose trabalha fora;
- 45% da população economicamente ativa é mulher;
- 26% do orçamento do brasileiro é gasto em alimentação – há previsões de que esse número chegue a 40% em quatro anos;
- o brasileiro gostaria de comer pratos prontos de três a quatro vezes por semana.

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.
