Abre lança cartilha pela sustentabilidade
Embalagem, Fispal 2009, Meio Ambiente | Por Tatiana em 15 de junho de 2009
A Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), por meio de seu Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade, lança na quinta-feira, 18, na Fispal Tecnologia, em São Paulo, a cartilha “Diretrizes de sustentabilidade para a cadeia produtiva de embalagens e bens de consumo”. Um seminário marcará o lançamento.
A iniciativa tem como objetivo principal possibilitar a cada empresa a auto-avaliação de indicadores ambientais de sustentabilidade. O desenvolvimento da cartilha envolveu dois anos de discussões e trabalho do Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Abre e reuniu profissionais de empresas da cadeia produtiva de embalagem, bem como de entidades e centros de pesquisa correlatos à área. Seu caráter é orientativo e será aprimorado a partir das experiências de aplicação dos indicadores.
“Aproveitaremos essa parceria de anos com a Fispal para lançar esse documento tão importante para o setor”, conta Luciana Pellegrino, diretora executiva da Abre. “Com a cartilha, queremos mostrar que a embalagem é uma ferramenta pela sustentabilidade. Vamos distribuí-la para o mercado para que toda a cadeia discuta o tema. Queremos fazer desse documento uma referência para que o setor trabalhe com as tecnologias disponíveis de forma sustentável”.
O uso dessa ferramenta pelas empresas contribuirá para a melhoria do desempenho e imagem do setor, da sua interface com o consumidor e para a busca de incentivos fiscais com foco ambiental junto ao poder público. Também possibilitará que toda a cadeia produtiva trabalhe em uma mesma direção na busca da melhoria contínua do desempenho ambiental de seus produtos, processos produtivos e embalagens, ao longo de todas as etapas de produção. Sob a ótica da sustentabilidade, trará competitividade e ganhos econômicos para os setores envolvidos, qualidade de vida para a sociedade e a redução de impactos ao meio ambiente.
Os indicadores ambientais da planilha foram desenvolvidos com base no conceito de ecodesign (design for environment), essencial para que a sociedade brasileira tenha acesso a produtos sem comprometer a disponibilidade de recursos naturais para as futuras gerações.
Como simples sugestão, foram sinalizados os indicadores relacionados a cada etapa do ciclo de vida do produto, entretanto esses podem ser reavaliados por cada empresa. Estes indicadores são inerentes aos estágios produtivos e de consumo, abrangendo desde a produção de matérias-primas, embalagem, acondicionamento do produto, distribuição – logística e varejo, consumo e destinação adequada no descarte, trazendo sugestões de métrica de avaliação para cada indicador.
O estabelecimento pelas empresas de suas metas e o acompanhamento anual de seus indicadores trará uma visão clara e objetiva da evolução do desempenho ambiental global. Outros indicadores poderão ser determinados, conforme a dinâmica e prioridades do mercado.
“Este é um marco para no nosso setor, onde o tema sustentabilidade foi traduzido em indicadores específicos, trazendo a oportunidade das empresas atuarem de forma voluntária na avaliação de seu desempenho e conseqüente busca contínua por melhor performance. Ao mesmo tempo, teremos a oportunidade de construir um histórico da evolução do setor frente ao tema, o que nos ajudará na divulgação de forma clara e objetiva para todos os elos da sociedade”, diz Luciana.

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.
