Apesar da crise, as perspectivas para 2009 podem ser melhores para o setor de embalagem
Consumo, Embalagem | Por Margaret em 18 de fevereiro de 2009
Diante da forte desaceleração sofrida pela economia brasileira no ano passado, a produção física de embalagem não deverá crescer em 2009, diagnostica Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV). As principais indústrias usuárias como alimentos e bebidas registraram crescimento negativo ou menor crescimento, em 2008, com -1,04% e 0,30%, respectivamente, com exceção do segmento farmacêutico, que obteve expansão de 19,70%.
No ano passado, segundo a sondagem da indústria de embalagem feita com 111 empresas médias e grandes, 72% afirmaram que estavam operando em condições de produção normais. Já no início de janeiro de 2009, 29% disseram que estavam operando com restrições de demanda, reduzindo o aquecimento do setor. “A demanda é um limitador de produção. A utilização da capacidade é uma das mais baixas, com 80,7%, em janeiro deste ano, em comparação ao ano anterior, quando o índice foi de 84,6%”, explica o economista. A demanda secou e as condições para obtenção de crédito também estão mais difíceis. “Esse cenário pode mudar, já que a situação é instável. Mas, não devemos esperar uma retomada de crescimento rápida”, contemporiza.
Quadros trabalha com dois cenários ao longo de 2009. Segundo ele, pode haver descolamento moderado (de queda suave a princípio de retomada da economia), já que as políticas monetárias e fiscal do Brasil compensam o choque externo e a ausência de vulnerabilidades primárias (crises bancária e imobiliária) podem contribuir para melhorar a economia brasileira. “Nesse cenário, o PIB vai crescer 2,5%, o consumo das famílias, 3,5% e a produção física de embalagem, 0%”.
No segundo cenário, o de aprofundamento da recessão, o economista prevê a saída de capitais e a retração das exportações, por exemplo, com crescimento de 1% do PIB, 2% o consumo das famílias e –2% a produção física de embalagens.
Se a economia vai melhorar ou a crise piorar, o fato é que quem soube capitalizar os lucros em tempos de vacas gordas, agora pode correr atrás de novas oportunidades de negócios para crescer. Leia mais sobre o assunto que será tema de dois artigos da revista Pack, edição de março.

Tatiana Gomes, jornalista formada, atualmente presta assessoria de imprensa para a Editora Banas. Foi repórter e redatora do Jornal A Tribuna Paulista e editora web dos portais das Universidades Anhembi Morumbi e Instituto Santanense.
